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Parecem
homens ou animais travestidos Em
seres alucinados pela Loucura
da pobreza. Parecem anjos Ou
serão duendes encardidos a perambular Solitários
na coletiva Delinqüência
do dia a dia. Estão
em todas as partes, cantam, Gritam
palavras desconexas e Riem
de si mesmo, como numa Autoflagelação
espontânea. Um
dia eu olhei para um deles, Silencioso.
. . Cabeça baixa e olhos Deixando
cair uma lágrima sobre A
face de uma criança que Parecia
dormir. E me lembrei que Ontem
eu poderia ter sido ele. . . Bastaria
não ter mãos que me Revelassem
o caminho a seguir E
eu estaria naquela imagem em Zoom
que feria meu coração. |