VERDE NO OLHAR

Sinto a água fria que

Envolvia o cio do

Momento mágico, em

 

Que o meu rio fez nascer

Um lago doce como os lábios

Em que me refúgio.

Rompe como vento frio,

Em que peles se tocavam num

Remanso de carinho. Entre

 

Estrelas de abraços e

Suspiros transbordantes.

Que descobre por instantes,

Universos destoantes, que

Encontra-se na espuma,

Como pedras uma a uma,

Experimentando o sonhar de

Realizar o simples, o amar. . .

 

Deixo-me levar no recordar

E sinto em minhas mãos as

 

Ruas que percorri, os montes

Em que subi, as águas que um dia

Vi repartir. Com o único

Instante que levo numa constante.

Viver eu já vivi! Mas espero escurecer. . .

Estrelas no céu retratam você, as

Ruas de barro me lembram o seu crescer.

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