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VENTO NORTE Colhe
do universo Os
últimos versos de um Menestrel
maldito. Faz desaparecer O
eco que imitou ao certo Os
caminhos dos esquecidos. Varre
das ruas onde Espalhaste
o sonho, o Negro
e medonho pesadelo de Te-lo
ao seu lado. Obriga-me a Olhar
para você já triste e Por
mais que me Avises,
não serei o seu sonho Realizado.
Perco de vista A
memória já vivida e Ando
de porta em porta a deriva, Tendo
o sol como vizinho. Mas O
tempo tão mesquinho Reclama
para si a Minha
felicidade e diz que Enfim
verei a verdade de Nunca
ser feliz ou mesmo Ter
você, ainda que em sonho. . . Ao
meu lado.
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