TEMPOS DEPOIS

Ando pelas calçadas vazias e

Como um adolescente, olho o mar . . .

Hoje estou só, mas você já

Olhou comigo desse mesmo lugar.

 

Quase tocamos junto o mar . . .

Um misto de nostalgia

E ternura, que fazia de

 

Ambos naquele momento,

Moleques irresponsáveis pelos nossos

Estranhos hábitos de sermos

Infinitamente felizes . . . Pelo menos eu fui!

 

Na grama sentei e teu rosto

Achei no meio de tanta saudade . . .

 

Hoje percebo o quanto eu gostei de você.

O meu senso não me permitia

Resistir a ternura quase pura que

Achei em você. Me afoguei na

 

Esperança de ser para você pelo menos lembrança . . .

Recordação de um tempo,

Razão de grandes momentos ou

Até quem sabe ter

Deixado no seu corpo um pouco do

Amor que brotou de um coração recuperado.

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