TÃO DISTANTE

Quero crer que é hora de ir embora, para

Um lugar bem distante deste presente. Por

Enquanto só vejo marcas de um louco passado

Real, de um mundo perdido, vencido,

Onde lutei e tanto quis vencer. Mas

 

Qual não foi o resultado, só me vi derrotar. . .

Um dia pensando existir a perfeição,

Eu continuava a seguir minha ilusão.

 

Viu! tanto que eu tentei te fazer crer,

A tentar acreditar que eu tinha tanto, tanto a lhe dar.

 

E te queria todo meu em atenções,

Mas te via se dar tanto sem razão. Foi

Bom? Pois pensei em ter em você um amigo, mas

O momento que mais precisei de você

Realmente, escorregaste por entre meus dedos e

Ainda entranhava-se em meu ser um momento

 

Maior de extrema carência.

Apesar disso, senti que estava só e perdida entre confusões

Impostas por uma mudança radical de vida. Pois

Somente isso é o que importa.

 

No momento ainda me vejo de pé

Ou mesmo vagando em andar. E presente em pensamentos.

 

Meu mundo agora é pequeno. . .

Onde temo a tudo e a todos. Onde te vejo na espreita,

Mesmo sem te esperar com os braços abertos.

E me mostraste que era tão grande e

No mundo pisavas firme, que cheguei a imaginar-te

Tão meu, que por mais que fosse feito,

O teu corpo estaria sempre tão junto a mim.

 

Foi ao te ver aí onde está, esse

Impiedoso destino,  que notei que vais ao longo

Quase que num caminho desconhecido.

Um dia lutei por ti e por mim

E só restou eu, indefinidamente. . .

 

Pois sua lembrança ainda vive em mim,

O seu calor ainda arde em meu corpo, tua voz

Ressoa ainda em meus ouvidos, mas

 

Ficaste muito distante, tão distante. . . Que meus olhos

Anseiam ainda por ver-te. Tanto te quis, que logo

Vi que iria perder. Te vi partir. . .

O que importa é que eu gosto de você, pois

Realmente ainda estais vivo em mim.

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