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RECEITA Comece
pegando um coração cheio do que Havia
de bonito numa vida Alegre
e tranqüila. Adicione no Meio
dele um pouco do receio que se Espalhou
com o tempo e Pelas
dúvidas de que se valia ou não Estar
caminhando lado a lado, dividindo. . . Lave
nas águas correntes das lembranças que Os
nossos olhos e corpos Molhados
puderam sentir. Experimente
não querer ser Um
radical e abrir mão do que você Começa
a ver como vital e conduza O
seu coração recheado, para Dourar
diante dos olhos dos que Indiferentes
a tudo, Não
pensam em ser feliz e preferem tentar Ocultar
de outras pessoas o Molho
de se viver cada dia como se Este
fosse o último. Bem!
Já está quase pronto. . . Esvai-se
ainda do coração uma Infinita
quantidade de lágrimas e Junto
a tudo isso um pouco da Angustia
da distância . Forno
bem quente e Lá
está ele pronto para ser devorado. Odeio
coração amargurado! Mas não me Resta
outro prato nessa minha fome de carinho. |