PELE MOLHADA

Gruda em mim como uma gota e

Ornamenta minha pele molhada.

Transforma e afaga

Ao nascer da alvorada os

Sentidos perdidos.

 

Quebrando os gemidos que

Um dia contidos,

Espalharam arrepios, me deixando vazio.

 

Esquecendo assim que o

Suor que molha a sua face,

Cora de rubro o seu corpo.

O vulcão que cospe o fogo,

Redescobre todo um gosto,

Reafirma a menina, que

Espera pelo prazer.

Me ensine a descobrir

 

Nessas mãos o seu segredo, pois

Ao toque de seus dedos, minha

 

Pele se arrepia, o suor se inicia,

Encharcando de prazer a

Leveza de poder, gozar da

Esperança, de lembrar nossa aliança.

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