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Queria
correr para algum lugar. . . Usei
do saber para Achar
que o querer Nasceria
de você. Dei-me
ao perigo ao Olhar
para noite e Ouvir
o açoite que no Silencio
cortava. Caminhávamos
rápido para lugar algum. Achamos
no espaço o Momento
comum e num Impulso
de sorte, Nas
ruas que fogem, as Horas
se tornaram eternas. O
medo se fez constante. Sentir
que o prazer Se foi no olhar de medo. E
mesmo sem jeito, olhávamos a luz E
um frio na alma, transforma a calma Num
negro pavor. Caímos juntos pra lugar algum. O
tempo se refez e No
nó da garganta a Tristeza
de não se ter o tempo certo e a Resposta
para tantos porquês. Ainda
bem que seguimos pra lugar algum, pois Merecemos
viver, merecemos crescer. |