NOITE ESCURA

Queria correr para algum lugar. . .

Usei do saber para

Achar que o querer

Nasceria de você.

Dei-me ao perigo ao

Olhar para noite e

 

Ouvir o açoite que no

Silencio cortava.

 

Caminhávamos  rápido para lugar algum.

Achamos no espaço o

Momento comum e num

Impulso de sorte,

Nas ruas que fogem, as

Horas se tornaram eternas.

O medo se fez constante.

Sentir que o prazer

 

Se foi no olhar de medo.

E mesmo sem jeito, olhávamos a luz. . .

 

E um frio na alma, transforma a calma

Num negro pavor.

Caímos juntos pra lugar algum.

O tempo se refez e

No nó da garganta a

Tristeza de não se ter o tempo certo e a

Resposta para tantos porquês.

Ainda bem que seguimos pra lugar algum, pois

Merecemos viver, merecemos crescer.

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