MERGULHO DAS MÃOS

Quebram-se as correntes que

Usaste como refugio

E  ocultaste dos meus olhos.

Rumos de um novo mundo que

Os meus dedos procuram decifrar.

 

Tato que percebe que

Esgueirar-se é um prazer,

 

Perdido num doce querer que

Esvai-se num breve desvanecer.

Rumo ao centro da

Terra, onde um doce canto faz

O fluxo dos fluidos transformar-se em um

 

Doce acalanto. Deixando-me pensar que

Estarei muito feliz ao te amar.

 

Mergulho minhas mãos na

Intimidade da sua alma e

Me vejo refletido na sua calma.

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