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Olhos
que se perdem no horizonte, de onde Livre
você se arruma para ir Habitar
em minha direção. Acho
que não sei te dizer Não,
e deixo você se aproximar Devagar,
tomando todos Os
espaços que consegues ir. . . Vai
deslizando sua beleza com Ondas
que deixam Calafrios
por onde passa. E
me refresca com o Silencio
quebrado pelo seu gemido. Ensurdecedor
grito que me faz Deitar
em suas águas que atravessam Este
simples corpo mortal. Imagino-me
em sua “compania” e Tento
perceber que seus cabelos, são estas Algas
que me abraçam nos momentos que Redescobres
o tempo, sem lamentos. Silencio!
Luz de olhos que O
tempo apagou dos meus. Mas Basta
sonhar, para poder Recordar
este vai E
vem que inebria o Meu
corpo que deseja sempre Inverter
a posição e Mergulhar
profundo como um tubarão. |