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Quebra-se o silencio com a chuva que cai. Um doce mistério corta o ar. . . Eu continuo a te esperar, mas na Realidade eu sei que não vais mais chegar. O meu tempo é passado, o
Teu tempo é futuro. E a minha saudade é só um doce lamento puro. Ruas se vão num adeus
Seguro, mãos que se dão num Esquecimento puro, rostos que não Usarão do seu amor maduro. . . Pois Sei que não vais mais chegar.
Sinto-me um naufrago nesse imenso Espaço curto. Perco-me só no Gosto da boca da noite, onde Recordar é a recompensa de quem Espera um dia de novo te achar. . . Dói o meu peito ao Ouvir a realidade dizer: Ela não vai chegar, Simplesmente ela abdicou do direito de amar. . . |