GRITO VENTO

Em nada modifica o

Nó na garganta,

Que sufoca e me cala,

Usando mordaças que

Aniquila e me arrasa, pois

Nunca sairão do meu dia a dia.

Transporto-me para

O vento e

 

As cores silenciosas do

Silencio me

 

Fazem escutar

O barulho constante do

Rio que passa e que

Marca suas margens. Fazendo

Invisíveis marcas que

Germinam sementes lançadas

Ao tempo. Onde

Serpentes ainda pequenas

 

Mexem-se em folhas verdes,

Ocultas por sua cor.

Rasgando do meu ser as

Rosas da dor de

Estar só, sem

Nem mesmo poder gritar.

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