GOTAS VIVAS

Quase não se consegue distinguir. . .

Um corpo apenas, ou duas massas vivas.

Anjo de asa caída, que me absorve

Na dança dessa vida, que  me

Deixa escapar e depois me convida,

Ocupando meu espaço me trazendo a

 

Medida, me fazendo sentir

Esta imensa armadilha.

 

Vem me refrescar com

Esse seu suor, deitar neste lençol,

Jurar quem este sol, me faz

O bem que o sal, salgando

 

Em sua pele, talvez

Não escondesse do tempo

Com o desejo o lamento de não

Habitar em seu ventre neste momento.

As mãos descansam sobre o seu

Rosto, e o meu suor

Cobre tua pele com gotas vivas de

Ardor, onde não há tempo para a

Dor, pois apenas o cansaço

O seu corpo já provou.

Hosted by www.Geocities.ws

1