|
Mexíamos
nas águas como se Aguardássemos
da natureza a Imponente
voz que Suspirava
por liberdade. Os
olhos se abriram numa Reação
de espanto e beleza. Num Instante,
respirávamos ofegantes, Olhando
para a margem que Perto,
parecia cada vez mais distante. Algo
ficou entre a liberdade fugaz e o Silencio
mórbido da angustia. Seu
rosto de menina não saberia Ocultar
o desejo de pular ou Uma
força capaz de manter-lhe sobre a Massa
de rocha que com o passar das Água,
gemia de dor e prazer. Silencio
um suspiro profundo Nasce
como a satisfação. As
águas passam rápidas e Densa
e nos rostos Apreensivos,
voltam a brilhar as Lágrimas
da tranqüilidade que Espalhavam
água no ar. Mas Valeu
poder contemplar O
que é belo e assustador, Uma
mistura de fé e pavor. |