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Perco-me
ao olhar no leito as Ruas
curvas que caminho. Acho
que extasiado fico, ao Ver
transparente sem auxilio da lente, Os
campos de pelos loiros que Crescem
com vigor Em
seu colo cálido. Quase
adormeci ao tocar com Uma
das mãos o cume Espesso
e aveludado dos montes da lua Que
cobrem sua pele plana. Usei
do seu suspiro para Expressar
num ruído as Ruas
de estrelas que os meus Infinitos
sentidos puderam Armazenar
num olhar noturno. Um
mundo todo meu. . . Me pergunto se no fundo, As avenidas do seu sonhar Esperam
encontrar-se um dia nos Sonolentos
becos da minha vida. Percebo
que as suas mãos Inebriadas
pelo sono, escondem por Costume
o que não poderei esquecer. Inventei
no papel o que Alguns
tentaram me mostrar sem a Lógica
de escrever o que |