CLARA

Quase não percebo as

Únicas aves que

Ainda sobrevoam

Nossas lembranças. . .

Dos meus olhos

O jeito meio sem jeito de

 

Ver o sol se por e

Olhar a clara luz, Diva. . .

Clareia meu rosto

E vem ver a clara noite desse meu

 

Forte peito, que mais uma vez

Olha, mas não vê a saudade.

Recupero o fôlego

 

E me coloco a caminhar. . .

Melhor seria deixar passar,

Baixar a poeira e

Ocultar mesmo o que

Restou do seu feixe de luz.

Acredite! Um anjo passou alguns dias comigo.

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