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Um
calor que sob a face sobe, Me
levando a sentir arrepios, mãos Ainda
buscam o pavio, corpos que já Sentem
que não estão vazios. Achar
um modo de encurtar a distancia, Cada
abraço será uma lembrança, que As
cadeiras da vida não puderam evitar. Deixar
o corpo amar e depois viajar para Algum
lugar que me Deixe
lembrar que Um
dia eu pude descobrir esse cio,
o gosto de Amar.
Redescobrir o espaço e Sentir
que o cansaço não espera pra Chegar.
Mas por que deixar esse fogo Apagar?
Quando a sua face me Deixa
aceitar que Existe
beleza neste luar. Imagens
distorcidas de corpos, que Relembram
esculturas num Anseio
por luxurias, e que me fazem Sentir
mais feliz, pois as minhas Mãos
você quis e deixou viajar no seu corpo. Usando
de todo pecado você Invadiu
minha carne com a Ternura
de fadas com véus. Amor
que descia do céu e fez Soar
a canção, nessa forma de Paixão
que acredito que por Anos
ainda existirão. Como não Lembrar
de você então? Pois A
pele alva refletida na lua Varria
de carinho sua Ruas
nuas onde pude Andar
e conquistar o doce Sonho
dos que amam o luar. |