CHUVAS DE VERÃO

Leve a vida agora ao

Infinito ponto, que

Nasceu na aurora de um

Gueto santo.

Um universo novo,

Ambições antigas,

 

Desfazendo o belo

Estudando o pranto.

 

Para um novo mundo

Recoberto em chamas, onde

Estaremos sendo

Triturados aos pouco.

O seu olhar

 

Ao longe tentar o

Sol rever, pois as nuvens negras,

Andam a crescer e uma lua em

Sangue que no céu eu vi

 

Dando a esse mundo

Esse triste fim.

 

Bramem nesse instante

Raios e trovões, creia que

A certeza nascem das canções.

Nunca olhes firme para o horizonte, pois

Começa agora

O grande fim do homem. 

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