JAMES DEAN NAO MORREU ! olga kapatti
A década de 50 foi marcada pela beleza da loira Marilyn Monroe, pelas músicas de Elvis Presley, e pelo ar de rebeldia que se instalou na juventude da época. No cinema, três tipos de beleza masculina apareceram, para deleita das adolescentes: James Dean, Marlon Brando e Paul Newman. Todos tinham no olhar a sua força dramática. Brando surgiu em "Uma rua chamada pecado"(1951), arrancando suspiros com a sua beleza misteriosa. Depois viria Dean, que com seu jeito terno e traços delicados interpretava jovens problemáticos, como se esses, fossem a projeção de sua própria personalidade. Quase na esteira dele, viria Newman com seus belos olhos azuis, que chegaram a ofuscar Liz Taylor ao contracenar com ela em "Gata em teto de zinco quente"(1958). Anos 50, época em que a camiseta deixou de ser usada sob casacos e camisas e passou a ser peça indispensável no traje dos rebeldes da sétima arte, como Brando e Dean. Coladas no corpo, as camisetas mostravam os músculos dos atores e deixavam as fãs mais excitadas do que diante do peito nu de William Holding no filme "Férias de amor"(1956). Cinco anos depois, a adesão à vestimenta tornou-se unânime, e foi mostrada no filme "Amor Sublime amor", no qual quase todos os personagens vestiam a chamada 'T-shirt'. Nem só de rebeldia os anos 50 foram marcados. Hollywood tornou-se alvo de investigações quanto ao avanço do comunismo internacional. O movimento detonado pelo senador republicano Joseph Raymond Mc'Carthy transformou a Meca do cinema numa rede de intrigas, onde a delação era estimulada e qualquer suspeita de simpatia com idéias socialistas era perseguida cruelmente. Em 1952, Elia Kazan (foto abaixo), diretor de "A luz é para todos" e "Sindicato dos ladrões", depôs perante o comitê de atividades anti-americanas, afirmando que havia integrado as hostes do partido comunista, e delatando companheiros, artistas e diretores simpatizantes de idéias de esquerda. Elia Kazan carregaria para sempre o estigma de delator. Mas isso não o impediu de continuar uma carreira cheia de grandes filmes, onde figuram clássicos como o elogiadíssimo "Vidas Amargas"/East of Eden, com James Dean.
A década de 50 foi marcada pela beleza da loira Marilyn Monroe, pelas músicas de Elvis Presley, e pelo ar de rebeldia que se instalou na juventude da época. No cinema, três tipos de beleza masculina apareceram, para deleita das adolescentes: James Dean, Marlon Brando e Paul Newman. Todos tinham no olhar a sua força dramática. Brando surgiu em "Uma rua chamada pecado"(1951), arrancando suspiros com a sua beleza misteriosa. Depois viria Dean, que com seu jeito terno e traços delicados interpretava jovens problemáticos, como se esses, fossem a projeção de sua própria personalidade. Quase na esteira dele, viria Newman com seus belos olhos azuis, que chegaram a ofuscar Liz Taylor ao contracenar com ela em "Gata em teto de zinco quente"(1958).
Anos 50, época em que a camiseta deixou de ser usada sob casacos e camisas e passou a ser peça indispensável no traje dos rebeldes da sétima arte, como Brando e Dean. Coladas no corpo, as camisetas mostravam os músculos dos atores e deixavam as fãs mais excitadas do que diante do peito nu de William Holding no filme "Férias de amor"(1956). Cinco anos depois, a adesão à vestimenta tornou-se unânime, e foi mostrada no filme "Amor Sublime amor", no qual quase todos os personagens vestiam a chamada 'T-shirt'.
Nem só de rebeldia os anos 50 foram marcados. Hollywood tornou-se alvo de investigações quanto ao avanço do comunismo internacional. O movimento detonado pelo senador republicano Joseph Raymond Mc'Carthy transformou a Meca do cinema numa rede de intrigas, onde a delação era estimulada e qualquer suspeita de simpatia com idéias socialistas era perseguida cruelmente.
Em 1952, Elia Kazan (foto abaixo), diretor de "A luz é para todos" e "Sindicato dos ladrões", depôs perante o comitê de atividades anti-americanas, afirmando que havia integrado as hostes do partido comunista, e delatando companheiros, artistas e diretores simpatizantes de idéias de esquerda. Elia Kazan carregaria para sempre o estigma de delator. Mas isso não o impediu de continuar uma carreira cheia de grandes filmes, onde figuram clássicos como o elogiadíssimo "Vidas Amargas"/East of Eden, com James Dean.
CURIOSIDADES JAMES DEAN James Dean, por ironia do destino, poucos dias antes de morrer fez uma campanha na televisão contra a velocidade nas estradas. A primeira exibição pública de Assim Caminha a Humanidade (Giant) no mercado brasileiro, deu-se na semana de pré-estréia do festival “A História do Cinema Americano” organizado pela Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio em 1958, e às 11 horas da manhã as filas já dobravam a esquina mais próxima do Cine São Luiz, no Largo do Machado. A Revista Veja em 07.06.1989 relatou (transcrito no livro de Osny Arashiro da Editora Martin Claret, de 1994): “A onda de nostalgia que assola o país acaba de fazer mais uma vítima: o empresário paulista André Ranschburg, 47 anos, dono da fábrica de roupas Staroup. Ranshburg empreendeu uma verdadeira viagem no túnel do tempo para resgatar uma preciosidade dos anos cinqüenta – uma das calças usadas pelo mito James Dean no Filme Vidas Amargas, de Elia Kazan. “A idéia é recriar essa época de ouro da história dos movimentos da juventude”, diz o empresário, que lança esta semana na feira de moda Fenit, uma coleção de Jeans inspirada nos anos 50. “Nada melhor do que Ter em mãos uma peça original”, afirma o empresário. A preciosidade que pertenceu a Dean custou 1.500 dólares a Ranshburg e será a principal atração do Museu do Jeans, que Ranshburg pretende inaugurar no próximo ano.”
CURIOSIDADES JAMES DEAN
James Dean, por ironia do destino, poucos dias antes de morrer fez uma campanha na televisão contra a velocidade nas estradas. A primeira exibição pública de Assim Caminha a Humanidade (Giant) no mercado brasileiro, deu-se na semana de pré-estréia do festival “A História do Cinema Americano” organizado pela Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio em 1958, e às 11 horas da manhã as filas já dobravam a esquina mais próxima do Cine São Luiz, no Largo do Machado. A Revista Veja em 07.06.1989 relatou (transcrito no livro de Osny Arashiro da Editora Martin Claret, de 1994): “A onda de nostalgia que assola o país acaba de fazer mais uma vítima: o empresário paulista André Ranschburg, 47 anos, dono da fábrica de roupas Staroup. Ranshburg empreendeu uma verdadeira viagem no túnel do tempo para resgatar uma preciosidade dos anos cinqüenta – uma das calças usadas pelo mito James Dean no Filme Vidas Amargas, de Elia Kazan. “A idéia é recriar essa época de ouro da história dos movimentos da juventude”, diz o empresário, que lança esta semana na feira de moda Fenit, uma coleção de Jeans inspirada nos anos 50. “Nada melhor do que Ter em mãos uma peça original”, afirma o empresário. A preciosidade que pertenceu a Dean custou 1.500 dólares a Ranshburg e será a principal atração do Museu do Jeans, que Ranshburg pretende inaugurar no próximo ano.”
James Dean, por ironia do destino, poucos dias antes de morrer fez uma campanha na televisão contra a velocidade nas estradas.
A primeira exibição pública de Assim Caminha a Humanidade (Giant) no mercado brasileiro, deu-se na semana de pré-estréia do festival “A História do Cinema Americano” organizado pela Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio em 1958, e às 11 horas da manhã as filas já dobravam a esquina mais próxima do Cine São Luiz, no Largo do Machado.
A Revista Veja em 07.06.1989 relatou (transcrito no livro de Osny Arashiro da Editora Martin Claret, de 1994):
“A onda de nostalgia que assola o país acaba de fazer mais uma vítima: o empresário paulista André Ranschburg, 47 anos, dono da fábrica de roupas Staroup. Ranshburg empreendeu uma verdadeira viagem no túnel do tempo para resgatar uma preciosidade dos anos cinqüenta – uma das calças usadas pelo mito James Dean no Filme Vidas Amargas, de Elia Kazan. “A idéia é recriar essa época de ouro da história dos movimentos da juventude”, diz o empresário, que lança esta semana na feira de moda Fenit, uma coleção de Jeans inspirada nos anos 50. “Nada melhor do que Ter em mãos uma peça original”, afirma o empresário. A preciosidade que pertenceu a Dean custou 1.500 dólares a Ranshburg e será a principal atração do Museu do Jeans, que Ranshburg pretende inaugurar no próximo ano.”
SAL MINEO AMOR PLATONICO??
Sunset Strip, Hollywood, Los Angeles, 10 horas da noite, 13 de fevereiro de 1976. Num bucólico conjunto residencial ouve-se um pedido desesperado de socorro: "Por favor, me ajudem. Estou morrendo!" Um vizinho desce as escadas para acudi-lo. Tenta salvá-lo aplicando-lhe respiração boca a boca. Em vão. O ator Sal Mineo (foto abaixo), aos 37 anos, revelado para o mundo ao interpretar o personagem Plato em "Juventude transviada", estava morto. Era o capítulo final de uma vida nada fácil. Homossexual sempre em conflito com sua sexualidade, Sal Mineo viveu uma grande paixão (não correspondida) por James Dean (com quem trabalhou em Juventude Transviada e Assim caminha a humanidade). O ator nascido em 10/01/1939 jamais se recuperou do golpe de ser rejeitado e passou o resto da vida procurando rapazes loiros (parecidos com Dean) pelas ruas escuras de Los Angeles. Um deles o matou a sangue frio (segundo testemunhas, um homem alto e loiro foi visto fugindo da cena do crime). Na época de sua morte, a carreira de Sal Mineo (que teve inesquecível atuação em Exodus, de Otto Preminger) já estava em plena decadência. Limitava-se a fazer pequenas aparições em peças malsucedidas. Ao morrer, ensaiava o espetáculo "Ps. Your cat is dead". A infância de Sal Mineo não foi exatamente tranqüila. Filho de um casal de imigrantes sicilianos, passou os primeiros anos de sua vida no Bronx, bairro barra-pesada de Nova York. Tornou-se um garoto arredio, tímido em excesso e eventualmente violento. Levou essas marcas pessoais para os personagens que representou no cinema: adolescentes problemáticos, em conflitos com a família e a sociedade. Viveu tantos personagens com essas características que se cansou deles: "Sempre apareci em meus filmes com uma arma na mão. Nunca me deram um papel de bonzinho. E às vezes eu queria ser igualzinho ao Pat Boone, o queridinho das meninas bobinhas! " Nunca alcançou o seu sonho. Fora dos ambientes de filmagem, era um homem absolutamente solitário. Viveu assim até morrer (e quando isso ocorreu as meninas bobinhas do planeta não verteram nenhuma lágrima).
Sunset Strip, Hollywood, Los Angeles, 10 horas da noite, 13 de fevereiro de 1976. Num bucólico conjunto residencial ouve-se um pedido desesperado de socorro: "Por favor, me ajudem. Estou morrendo!" Um vizinho desce as escadas para acudi-lo. Tenta salvá-lo aplicando-lhe respiração boca a boca. Em vão. O ator Sal Mineo (foto abaixo), aos 37 anos, revelado para o mundo ao interpretar o personagem Plato em "Juventude transviada", estava morto. Era o capítulo final de uma vida nada fácil. Homossexual sempre em conflito com sua sexualidade, Sal Mineo viveu uma grande paixão (não correspondida) por James Dean (com quem trabalhou em Juventude Transviada e Assim caminha a humanidade). O ator nascido em 10/01/1939 jamais se recuperou do golpe de ser rejeitado e passou o resto da vida procurando rapazes loiros (parecidos com Dean) pelas ruas escuras de Los Angeles. Um deles o matou a sangue frio (segundo testemunhas, um homem alto e loiro foi visto fugindo da cena do crime).
Na época de sua morte, a carreira de Sal Mineo (que teve inesquecível atuação em Exodus, de Otto Preminger) já estava em plena decadência. Limitava-se a fazer pequenas aparições em peças malsucedidas. Ao morrer, ensaiava o espetáculo "Ps. Your cat is dead". A infância de Sal Mineo não foi exatamente tranqüila. Filho de um casal de imigrantes sicilianos, passou os primeiros anos de sua vida no Bronx, bairro barra-pesada de Nova York. Tornou-se um garoto arredio, tímido em excesso e eventualmente violento. Levou essas marcas pessoais para os personagens que representou no cinema: adolescentes problemáticos, em conflitos com a família e a sociedade. Viveu tantos personagens com essas características que se cansou deles: "Sempre apareci em meus filmes com uma arma na mão. Nunca me deram um papel de bonzinho. E às vezes eu queria ser igualzinho ao Pat Boone, o queridinho das meninas bobinhas! " Nunca alcançou o seu sonho. Fora dos ambientes de filmagem, era um homem absolutamente solitário. Viveu assim até morrer (e quando isso ocorreu as meninas bobinhas do planeta não verteram nenhuma lágrima).
Na época de sua morte, a carreira de Sal Mineo (que teve inesquecível atuação em Exodus, de Otto Preminger) já estava em plena decadência. Limitava-se a fazer pequenas aparições em peças malsucedidas. Ao morrer, ensaiava o espetáculo "Ps. Your cat is dead". A infância de Sal Mineo não foi exatamente tranqüila. Filho de um casal de imigrantes sicilianos, passou os primeiros anos de sua vida no Bronx, bairro barra-pesada de Nova York. Tornou-se um garoto arredio, tímido em excesso e eventualmente violento.
Levou essas marcas pessoais para os personagens que representou no cinema: adolescentes problemáticos, em conflitos com a família e a sociedade. Viveu tantos personagens com essas características que se cansou deles: "Sempre apareci em meus filmes com uma arma na mão. Nunca me deram um papel de bonzinho. E às vezes eu queria ser igualzinho ao Pat Boone, o queridinho das meninas bobinhas! " Nunca alcançou o seu sonho. Fora dos ambientes de filmagem, era um homem absolutamente solitário. Viveu assim até morrer (e quando isso ocorreu as meninas bobinhas do planeta não verteram nenhuma lágrima).
Nota: Elaborei este trabalho de pesquisa e efeitos especiais sobre o mito James Dean...o qual passou tão rapidamente pelo mundo cinematográfico, mas permanecerá para sempre em nossas vidas.
James Dean...não morreu! permanecerá para sempre
em nossos coraçoes.
Olga Kapatti, São Paulo, 02/02/2002.
http://br.geocities.com/poesias_e_atualidades/