Poeta quero ser da melodia � rima,
do grito de revolta ao grito da recusa...
Que importa se morrer nos bra�os da Medusa,
se h� muito eu j� morri, nas ruas de Hiroshima?
Aqui, recuso ter a paz dos cemit�rios.
Aqui, recuso ser um c�mplice comparsa
que aplauda ou represente a n�usea desta farsa
que, sobre escombros, ergue os circos dos imp�rios.
Vermelho � o meu sangue e vivo se derrama
em versos de emo��o e gritos de recusa,
sem nunca se render, � f�ria que o vitima.
Do tempo que passou ao tempo que me chama,
que importa o meu morrer nos bra�os da Medusa
se h� muito eu j� morri nas ruas de Hiroshima?