A OUTRA METADE
NALDOVELHO
Toda vez que voc� fica amarga,
eu sinto assim, alguma coisa estranha,
tipo aperto no peito,
coisa que eu n�o sei explicar direito
e que custa tanto a passar.
Toda a vez que voc� chora,
meus olhos ficam como se marejados
e s�o sempre l�grimas rebeldes,
dessas que nos surpreendem fugidias
e que sem mais nem menos teimam em chorar.
Toda vez que voc� sente saudades
eu fico aqui a sentir essa tal de nostalgia,
d� uma inquietude danada
e eu sem saber o motivo
fico bestando uma resposta,
acabo lembrando o seu rosto
e fico sussurrando o seu nome...
Resultado: sinto saudades tamb�m!
Toda vez que voc� sorri satisfeita,
eu sinto que a vida se ajeita,
e um novo �nimo se assanha,
brotando num sorriso abusado
que toma conta do meu rosto
como uma nova esperan�a pelo ar.
E ent�o, me vejo debru�ado em poemas,
acreditando na magia de um caminho,
de um atalho que me leve direto ao seu colo
para que eu possa me sentir inteiro,
pois este nosso caso n�o tem mais jeito,
fez deste poeta um peda�o,
a outra metade de voc�.
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MEU COMPLEMENTO
Malu Otero
Toda vez que te ausentas,
enlouque�o e n�o consigo viver.
O peito oprimido procura por ti, assim,
descompassado, o cora��o se agita, n�o quer crer
e pergunta o por qu�, do vazio sem fim.
Toda vez que me cobras algo,
que surges tal qual tempestade,
eu me questiono se faz falta tudo isso.
Sabes que n�o!
E muita dor amealho.
Mas as situa��es se repetem
por infelicidade dos amantes.
Triste of�cio!
Toda vez que eu penso na mudan�a,
no amor maduro e permanente,
atuas tresloucadamente,
como uma crian�a,
algo demente, talvez carente...
Mas n�o posso ficar sem te sentir,
sem ouvir tua voz, perceber teu olhar
a percorrer meu corpo e me despir.
A� esque�o de tudo, s� para te amar.
E a vida passa de forma c�clica,
e, talvez, como na fonte b�blica,
no final dos tempos, juntos estaremos,
e para n�s j� n�o mais haver� um final.
Assis - S�o Paulo - BRASIL
22/04/2007
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