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Pela vida ao contrário


Viva que te quero vida,
passada dentro de mim,
absorvendo todo o silêncio
de um grito som estridor, multicor.

Teu ritual macabro me enoja,
feito morte prematura que não lembro,
mas impedido esquecer tão exposta em meu céu,
te quero muito longe do meu viver.

Diluo teu sabor de ser amargo,
me dilato em desacato por tuas obstruções,
te obstruo impunemente feliz
e me encanto por saber absorver.

Te ignoro presente
pois me queres passado,
mas faço questão do teu futuro,
mesmo que seja por um instante de prazer.

Vivo meu máximo delirante gozo de vida,
por este mínimo querer,
tão somente,
viver e te esquecer.

* Poesia feita por G. Reinicke



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