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Meu luar


Tanto pensar n�o compensa, chega,
dispenso este penso na l�gica do meu pensar,
vou caminhar e tentar obter algo que compense
me afastar deste nada que habita meu ser adentro.

Penso meus versos reversos,
submerso, pela necessidade de respirar
ao tentar sair deste livro que algu�m deixou aberto,
com jeito de quem volta j�.

Sigo pelo caminho das pedras, recordo teu encanto,
nem noto que � uma linda noite de luar,
meu momento � de meia-luz, nada me conduz
e tudo me reduz por apenas poder lembrar.

Solid�o das pedras me contrai,
revejo os riscos marcados no local onde paramos,
ainda est�o l�, como querendo lumiar novamente,
pensando em voc�, pensei que seria de todas as formas.

Observo os retalhos de luar, perdido,
por entre as sombras das pedras te procuro,
acendo um cigarro, trago tua aus�ncia
e sinto em meus olhos a fuma�a de tua lembran�a.

Apago teu nome em riscos diversos,
firo meu dedo,
que dor
ter que extrair voc� deste luar.

* Poesia feita por G. Reinicke



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