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Medo dessa noite


Esta noite eu n�o tenho sono,
essa noite eu n�o tenho um ombro amigo,
essa noite est� sendo uma tortura.
Os meus olhos est�o completamente cansados,
E eu? Eu estou triste.
Saio na janela
e aos poucos vou me conformando
que n�o a possuo,
ou melhor nunca a possui.
O ar da noite � t�o gelado!
O c�u cont�m duas pequenas estrelas
que n�o conseguem transmitir luz
neste imenso e vazio c�u.
Saio na porta e procuro achar algu�m,
mas a neblina impede minha vis�o.
O sopro do vento desloca
todos os meus sentimentos.
Eu n�o paro de pensar nos erros,
que me afastaram do mundo e de voc�.
Ligo na tua casa, mas ningu�m atende,
e eu me pergunto:
O que ser�s que estais fazendo neste momento?
Mesmo eu sabendo que voc� dorme.
Mas o que fazer?
Voc� sem piedade matou todos os meus sentimentos
E agora eu estou sentado, de frente para um lareira.
Com muita vontade de me atirar neste fogo,
e acabar com esse frio que sinto.
A revolta sobe minha cabe�a,
e eu come�o a odiar o mundo.
Aos poucos eu me aproximo da gaveta da sala.
Abro-a com muita confian�a e apanho meu revolver.
Levo a ponta do revolver ao centro da minha cabe�a.
Por um segundo eu retrato minha vida toda,
e vejo que eu n�o tenho motivos para viver.
Puxo o gatilho, bum!!!
Um tiro penetra a minha cabe�a,
e eu desabo no ch�o.
Mas no meu vel�rio
eu n�o quero que me vejam como um perdedor
que fugiu da vida,
me olhem sim
como um cara que soube amar
e nunca foi correspondido.

* Poesia feita por Arthur Baratella Lugli


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