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Grávida de palavras


No silêncio da noite
A caneta desliza
Fazendo nascer
Mais uma poesia.
E eu, grávida de palavras,
Grito meus sonhos
E desilusões.
E as palavras nascem da dor,
Do vazio,
Do medo,
Da solidão.
O poema está aqui,
Sem nome, sem rosto,
Nem bonito, nem feio,
Real apenas.
E eu adormeço
Nas minhas lágrimas
E no meu cansaço.

* Poesia feita por Letícia Thompson


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