Um anjo de pureza, por quem fa�o-me agora entregue
Por quem desespero-me, sussurro, ainda que anjos n�o sintam.
Pois se sentem tal pureza, felizes fazem-se entregues.
Por cujo amor que se fez perdo�vel.
Ainda que os sonhos n�o sejam sonhados.
E os amores jamais descobertos.
Que ocultem, os anjos, no��es do infind�vel.
Que desatem os n�s pelo amor que foi dado.
Mesmo que sejam s� anjos; e anjos n�o sentem.
Pois que sintam a pureza,
A tristeza insolente, desesperada, exacerbada por desatinos e suspeitos.
Que as juras sejam promessas, pois juras s�o juramentos em v�o,
Sendo promessas certeza de palavras ou atos...
Ainda que anjos n�o jurem...
Crer nos espa�os do amor, pois
S� ele � completo e desfalcado.
Mesmo que os desfalques sejam precisos,
� preciso se ter amor, ainda que dores desabrochem do mesmo.
J� que ali estar�o os anjos...
Ainda que anjos n�o amem.
Ser�o as rochas desmanchando-se em partes que ser�o s� partes que,
Ser�o s� partes desmanchadas das rochas.
Que fazem-se fracas, sozinhas e tristes;
Ainda que tristezas n�o fa�am parte dos anjos.
Talvez o amor seja isso...
Ainda que anos n�o existam!
* Poesia feita por Cintia Pogliesi