16/07/2010

Breve ata de reuniao no Casarao


“Casarão” é como se chama o grupo gay em maior ascendência em São Paulo. Criado a pretexto de fornecer um espaço para diversos grupos gays “ilegais”, ou melhor, “informais”, suas instalações estão estrategicamente localizadas numa casa ao lado de uma paroquia católica, coisa está que entendo ser um gesto de provocação barata, típica de grupelhos de esquerdistas radicais. O grupo nasceu com todos os aspectos típicos e únicos de uma organização voltada ao ativismo gay: chatice em abundancia, fabrica de inutilidades e bem abastecidos com dinheiro público.

Eis que chego um dia em casa e lei o recado do meu namorado em cima da mesa: “querido, fui na reunião daquele grupo gay na Rua Frei Caneca”. Coitado. Ele, como eu, é anticomunista e, na certa, pensei, não deveria saber onde estava se metendo. Confesso muito emotivamente e de maneira sincera que eu esperava algo melhor desse tal chamado Casarão.

Dias antes, eu tinha lido uma reportagem na revista Veja SP sobre a incompetência de seus serviços no tocante ao chamado suporte ao turismo gay, mas nem dei muita bola. Na verdade, quem já teve que suportar a chatice das reuniões de outros grupos gays, pode-se considerar imune a qualquer tipo delas, tal como enumerarei a seguir.

Fui até lá só para descobrir que desgastei meus sapatos à toa, além do tempo perdido frequentando esses grupelhos de meia-tigela. E lá estava, no meio da corja, meu namorado fazendo cara tristonha, ao lado de um esquerdista fanático discursando horrores do querido filosofo Olavo de Carvalho. Quando ele me viu abriu um sorriso de felicidade, imaginando que eu poderia resgata-lo dali naquele momento. Mas fui obrigado a esperar, haja vista que uma mulher me fez encostar numa cadeira (vai ver era proibido ficar de pé, ou então, era proibido sair de lá sem antes ouvir o que eles tinham a dizer).

Tao logo me sentei já me solicitaram meu nome, número de RG e CPF, telefone, endereço residencial e e-mail. Eh claro que inventei tudo na hora, pois se tem algo do qual tenho pavor é o de ser obrigado a dar satisfação a gente que não presta. A bem da verdade, já sabia por intermédio de um amigo meu que esse pessoal do Casarão tinham o interesse de criar um “cadastro” dos homossexuais do Brasil inteiro. Ou seja, de repente surge uma porra de uma ditadura nazista, como aquela que o Foro de São Paulo quer criar e a grande mídia não informa) e eis que bastaria apenas uma meia dúzia de botas chutar as portas do Casarão para depois enfiar todo mundo num campo de concentração... De fato, tem coisas que só o Foro de São Paulo pensa em fazer, pois coisa assim nem Hitler ou Stalin havia pensado antes, o de usar homossexuais para criar uma lista deles mesmos. Quanta burrice.

Mas naquela noite achei sinceramente que surgiria a oportunidade de morrer antes que a liberdade neste pais fosse solapada. Tinha um cara, de uns 30 anos, até que bonitinho, um dos fanáticos que mencionei antes, discursava sem parar. Passaram-se 10 minutos. Depois, 20 minutos. E então, 30. Meu, o cara simplesmente não consegue calar a boca!!!! Sabe aqueles caras que não são merda nenhuma na vida, advogados que não foram contratados pelos escritórios na Berrini, e acabam arrumando uma ongzinha de merda para fingir que tem alguma profissão? Então, ele era um desses... E além de ficar enchendo o saco dos outros, adora ficar posando de “pessoa conceituada” nos assuntos. Na verdade estou sendo muito mal agradecido, pois gente desse tipo tem de monte no movimento gay, e naquela noite só tinha um. Eh, acho que é o caso de agradecer mesmo...

Mas a anta não parava de falar coisa com coisa, misturava alhos com bugalhos, vomitava suas impressões errôneas sobre aqueles que (eu incluso) repudiam o PLC 122/06, sobre quem odeia o PT, sobre os cristãos, a direita, etc etc etc e mais etc.

Em seguida eis que o aparecidinho e metido resolve perguntar a cada um o que achava das ideias dele... o primeiro a fazer suas ponderações fez seus comentários de maneira rápida, daquele jeito de quem não aguentava mais uma reunião que começou as 19h e já estávamos nas 21h. Em seguida, cada um dos presentes ali, ao invés de fazer comentários que acrescentasse a discussão, acabaram apenas repetindo o que disse o primeiro, para que todos fossem embora logo! Hahahaaha....

Quando resolveram abrir as portas da senzala daquele casarão, posso dizer com toda firmeza que eu fui um dos primeiros a me levantar e sair correndo daquela reunião infernal e inútil. Pelo caminho até a porta, centenas de folders espalhados em cima das mesas. Peguei um e fui embora. No meio do caminho eu li algumas asneiras e joguei o material no lixo, com dor no peito, sabendo que por trás da produção daquele folder estavam fortunas dos cofres públicos que financiavam tudo aquilo. Enquanto isso, no meio do caminho havia um mendigo, sem dinheiro algum, sem amparo de qualquer tipo senão de uma senhora crista que lhe forneceu um prato de comida. Depois de estender o seu braço temulento, voltou para a paroquia localizada ao lado deste Casarão. E ainda querem destruir a Igreja Católica, que vergonha!