10/03/2010

Educação revolucionaria e Adolescentes frustrados: há relação?


Todo adolescente é inseguro quanto a sua sexualidade e, em função disso, pode as vezes se envolver em situações de apuros, nos quais poderá passar toda a sua vida tentando remediar os problemas pelo qual passou. Isto, em tese, quando ele conseguiu vislumbrar os problemas que teve, pois garanto que para muitos tudo o que fica de uma época é um bolo enigmático de sentimentos confusos e indecifráveis. Mais importante que o problema, talvez sejam suas consequências. Argumenta-se que com uma boa educação moral o adolescente terá menos chances de ser hostilizado por problemas que podem afeta-lo pelo resto da vida. Mas o que fazer quando, aparentemente, todo o sistema educacional de um pais está corrompido?

De um lado, as escolas e seus professores, cuja motivação gramisciana vão além do ensino do português e da matemática, sobretudo aquela parcela comprometida com suas motivações revolucionarias, acabam se utilizando da história e da geografia para deturpar a interpretação do aluno sobre o mundo, amputando-lhe a oportunidade de uma formação normal sem que estes tenham a menor condição de perceber que estão sendo doutrinados. Mesmo os que percebem a doutrina escondida, nada podem fazer a respeito, pois se não aprova o discurso de tais professores, o aluno corre o risco de ser reprovado na disciplina porque não assimilou o discurso revolucionário do professor. Assim, constrói-se na sala de aula um regime operado na chantagem: o professor dará boas notas somente os que se mostraram na prova ser aptos a sair por ai repetindo os discursos proferidos por ele.

Antigamente talvez fosse mais difícil inserir tais discursos na pauta de assuntos abordados em sala de aula Era mais difícil ao professor poder demonstrar sua nojenta admiração a pessoas como Che Guevara, Fidel Castro e Stalin diante de seus alunos. Hoje, porém, tais esforços tomou o formato, nos anos 1990, de um apelo pseudo-nacionalista de rejeitar o suposto “imperialismo” americano. Atualmente o discurso gira em torno de questões “naturais” e de “direitos humanos”. Com frequência, percebe-se a propaganda em torno do “aquecimento global”, aborto, revisão da lei da anistia e direitos gays em sala de aula. Seriam também temas revolucionários?

Urge, portanto, verificar qual o impacto que tais temas têm sobre a formação da mentalidade jovem. Eu me reconheço como pessoa que esteve sob tais influencias quando adolescente. Até que ponto isto influenciou minha personalidade?