POESIAS

 

 

 

E   DAÍ ?

 

   

 

 

                           

              

                                                2007

 

 

 

 

                

                    APRESENTAÇÃO 

 

 

 

        Este livro é uma obra feita com amor, carinho e muita dedicação, escrito pensando em você leitor que gosta de apreciar poesias.

       A poesia retrata o sentimento e a sensibilidade do poeta, que em tudo vê a expressão da vida e põe na mente o sentimento, numa união e cumplicidade: pensamento, coração e mãos. 

     Cada obra de arte não pode se perder no tempo. Daí a razão de publicar estas poesias. Pois compor músicas e escrever poesias, tornou para mim, uma forma lúdica, prazerosa e gratificante.   

 

 

 

PUBLICAÇÃO:

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

Formada em Pedagogia

pela Universidade Federal de Goiás – UFG em Goiânia-Go.

Pós-Graduada em Língua Portuguesa  e Alfabetização

pela Universidade Federal de Goiás – UFG em Catalão-Go.

Está cursando Letras – UFG em Catalão-Go.

 

Profissão: Professora

 

Gosta de ser escritora

Compositora e Poetiza

 

 

 

 

 

 

 

                          INDICE   

 

 

Ser poeta................................................................................................... 05

Vai poeta...................................................................................................

Deus da minha vida...................................................................................

Quem é você mulher..................................................................................

Cruz... Luz... .............................................................................................

Esperança perdida.....................................................................................

Medo agonizante.......................................................................................

Em suas mãos.............................................................................................

O construtor................................................................................................

Pé e pés.......................................................................................................

O amor......................................................................................................

Desencanto................................................................................................

Te procuro.................................................................................................

Saudade maldita.........................................................................................

Ficção, evolução e realidade.......................................................................

Voar voando................................................................................................

Por que.........................................................................................................

Mudanças....................................................................................................

Funil............................................................................................................

Barriga.........................................................................................................

Olhos...........................................................................................................

Essencialidade.............................................................................................

Inexplicável.................................................................................................

Um dia na roça............................................................................................

Insensível.....................................................................................................

Ainda há tempo...........................................................................................

Optômetro...................................................................................................

Chova chuva................................................................................................

? Por que......................................................................................................

Cumplicidade..............................................................................................

A essência....................................................................................................

Sem você.....................................................................................................

Contrapondo................................................................................................

Mão, mãos...................................................................................................

Andanças.....................................................................................................

Luta da gente...............................................................................................

Daí Graças....................................................................................................

Mexa-se........................................................................................................

Educação e orientação..................................................................................

Cidadania......................................................................................................

Sonhando acordada.......................................................................................

Novo amor....................................................................................................

A procura da felicidade.................................................................................

Vazio.............................................................................................................

Amigo...........................................................................................................

Homem solitário...........................................................................................

Verbo morrer................................................................................................

Eu penso, penso............................................................................................

Cultivo o amor..............................................................................................

Transição......................................................................................................

Ouvido..........................................................................................................

Paixão, amor................................................................................................

Exercer a cidadania......................................................................................

Te amo demais.............................................................................................

Te amo e vou te amar...................................................................................

Sem você......................................................................................................

Lágrimas......................................................................................................

Meu amado..................................................................................................

Doce Paixão.................................................................................................

Marcas do amor...........................................................................................

A bola do mundo.........................................................................................

Teu olhar.....................................................................................................

Benzinho.....................................................................................................

Paixão atrevida............................................................................................

Meu amor....................................................................................................

Dor que machuca........................................................................................

Paz e amor..................................................................................................

Obra de arte................................................................................................

Obra da criação...........................................................................................

Face a face..................................................................................................

Vamos juntos..............................................................................................

Indecisão.....................................................................................................

Moto Boy....................................................................................................

Dor e tormento............................................................................................

Sempre vou te amar....................................................................................

Quem é esse homem...................................................................................

Sedução.......................................................................................................

Sem ti..........................................................................................................

Símbolo de fé...............................................................................................

Trabalhador do campo.................................................................................

O mais belo ser............................................................................................

Graça de viver..............................................................................................

Saudade........................................................................................................

Na amargura da fome...................................................................................

 

 

 

 

        

   SER  POETA

 

 

SER POETA

            É amar a simplicidade,

        Ser sensível às coisas da vida

   (sorriso, olhar, perfume das flores...)

 

SER POETA

            É sentir amado,

          Amada por Deus.

 

SER POETA

          É sentir a alegria de viver

         Mesmo estando prestes a morrer.

 

SER POETA   

          É falar de alegria, amor sentimentos...

          Ou de tristeza, dor, sofrimentos...

 

SER POETA

           É falar da verdade

         Que conseguiu perceber

             Ou das coisas

         Que não tem nada a ver.

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                   VAI  POETA

 

Vai poeta levar emoção.

Grita que a vida é em todos os sentidos

Necessário viver.

 

Vai poeta ser o sentimento.

Deixe transparecer a sua experiência

De tristeza, alegria, dor, sofrimento...

 

Vai poeta falar de amor.

O amor paixão.

O amor vulcão.

O amor que se perde.

O amor que excede.

O amor amado.

O amor...

 

Vai poeta tocar o coração.

Deixe-o vibrar a cada pulsação.

 

Vai poeta viver a simplicidade

Como as flores, as estrelas, as criancinhas...

Nelas contêm toda essência da verdade.

 

Vai poeta soprar a esperança.

 

...incendeia com sua luz

através das palavras.

Mas as palavras escritas.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

DEUS DA MINHA VIDA

 

 

Deus da minha vida

Deus libertador

Tu és meu Rochedo

Minha Luz, meu Criador.

 

És minha confiança

Apoio e esperança

Só em te encontro alegria

Também vida e harmonia.

 

Deus da minha vida

Deus criador

Comigo sempre

Na alegria e na dor.

 

Deus da minha vida

Deus Libertador

Dá-me paz consolo

Enche-me de amor.

 

Deus da minha vida

Deus da esperança

Protege a juventude

Os idosos e as crianças.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      QUEM É VOCÊ MULHER

 

Quem é você mulher, que tem em suas mãos

O poder de toda a transformação?

 

Quem é você mulher, que faz de um pequeno lugar,

Um ninho de amor e de afeição?

 

Quem é você mulher, que abriga dentro de si o calor,

O afeto, a força do universo e  a mansidão do amor?

 

Quem é você mulher, que é capaz de sorrir,

Quando sente vontade de chorar?

 

Quem é você mulher, que acredita no amor,

Quando à sua volta reina o desamor?

 

Quem é você mulher, que afaga, que critica,

Que educa, defende, corrige e incentiva?

 

Quem é você  mulher, que faz acontecer a paz,

Que repete SIM ao amor, a esperança e a fé?

 

Quem é você que perdoa, dá carinho, amor,

Que é dedicação? É você mulher. É você mulher.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       CRUZ...  LUZ...

 

Na solidão me arrisco

Busco caminho

Novos horizontes

Não encontro

E o medo sobrepõe

Aos delírios da vida

O coração afastou

O amor que outrora sentira

E a dor já não é tão profunda

Mas continua um fantasma

Dois, três, quantos?

A me rondar, a mirar

Ele quer me destruir

Ele quer me possuir

Amante das desgraças

Causador de terror

Perigo e dor

No silêncio, faço uma retomada...

Com paciência chamo a paz!

Cruz...Luz...

Agora morreu

O que estava vivo

Hoje é outro dia

A enfeitar-me

Já não quero aceitar

Mas não sei ignorar

Só, encontro a paz.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

     ESPERANÇA  PERDIDA

 

Quero esvaziar meu coração

Mas não encontro as palavras certas

Para tirar dele os grilhões

Hoje não sei das idéias fazer uso

Por certo enquanto houver medo e paixão

Haverá sofrimento em vão

Haverá encanto e ódio no coração

Pois o cupido acertou sua flecha

E quando a flecha acerta o coração

A paixão fere o peito e dói a alma

Mas você é a razão do meu viver

Minha ilusão... Minha paixão

Se a paixão não embriagasse

Eu lhe receitaria uma dose

Mas ela é coisa profunda

Castigando meu mundo

Mas você é meu sol, o meu sol

Que reluz e brilha como um cristal

Essa luz jamais perderá seu brilho

Pois você é meu sol

Beleza humana profunda

Riqueza do mundo

Caminho da minha vida

Esperança perdida

Ilusão sofrida

Castigo... Meu castigo...

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

MEDO AGONIZANTE

 

Num silêncio triste

um medo agonizante

Sai do fundo do coração

As palavras: Eu te amo!

 

Na nudez da ilusão

Reflexos pálidos

Uma ausência absoluta

Extirpando a felicidade

 

Noites mal dormidas

Pesadelos selvagens

Atormentando os pensamentos

Apunhalando a minha alma

 

E agora o que fazer?

Sua presença rebrilha minha face

Apagando a dor da saudade

Causando uma alegria disfarçada

 

Mas a doença foi mal curada

Sentia uma dor angustiante

Na alma cicatrizes de paixões

Soltava gemidos, sangrava feridas

 

Contemplando as noites a espera dos dias 

Consumi a vida em anseios perdidos

Noites... Dias...

Meses... Anos...

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

EM SUAS MÃOS

 

Na visão do mundo

Dentro da lógica real

A crise ecológica atinge

Cada pessoa normal ou anormal.

 

Ela é uma crise econômica, militar,

Política, ética, social, talvez LETAL.

Os seres humanos

À terra fazem mal

Pois a destrói de forma brutal.

Para satisfazer sua ganância

O homem interfere na natureza

Destruindo toda beleza.

 

A terra com tantos

Encantos e belezas,

Está ameaçada.

Em perigo.

Acabando suas riquezas.

Destruído está

O ambiente em que se vive.

Grita socorro, a ECOLOGIA.

A ecologia grita: SOCORRO!

SOCORRO! GRITA A ECOLOGIA.

Não faça destruição

Da casa comum da criação.

A bomba está em suas mãos.

AUTO DESTRUIÇÃO.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

        

   

 O CONSTRUTOR

 

 

Andando pelas ruas

Da cidade Ouvidor,

Observando tudo

Sempre com muito amor,

Encontrei um pássaro

Com as asinhas quebradas.

Ele estava triste e maltratado

Por um moleque com seu estilingue malvado.

Olhei para ele e lhe dei um recado:

-Joãozinho! Joãozinho!

Cuide bem de suas asas

Pois são elas que lhe dão liberdade.

 

Meditando. Sempre a meditar...

Conversei com aquele pássaro

Como se pode conversar.

 

Joãozinho! Joãozinho!

Que trás o barro no seu lindo biquinho

Para construir sua casinha!

Quem foi que te ensinou a ser um construtor?

Voar por aí apreciando o que Deus criou?

Quem foi que te ensinou a cuidar do seu amor?

Levar comida para os filhotes que criou?

Cantar e cantar como um grande cantor?

Quem foi que te ensinou?

Foi Deus nosso Pai, o grande criador.

João-de-Barro, pássaro formado,

Mesmo sem ter estudado.

Seu diploma de construtor

São dons que Deus te dotou.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

PÉ E PÉS

2º lugar no concurso da 1ª bienal no Estado de Goiás.

 

Pé com cinco dedos

Pés com dez dedos

Pés parados

Pés andando

Pés pendurados

Pés levantados

Pés chutando

 

Pé é sempre pé

Há pé de árvores, vegetais

Há pé de gente, de animais

Há pé de coisas, de pedais

Há pés andando a pé

Outros não mais

 

Pés sempre pés

Há pés grandes

Pés pequenos

Há grandes pés

Pequenos pés

Há pés de Pelé

Pés de Zé

Zé do pé

Zé de pé

 

Há pés

Pés descalços

Pés limpos

Pés sujos

Pés lisos

Pés cascudos

Pés do jeito que são

Mas são pés

Pé.

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

   O  AMOR

 

Meus olhos hoje brilham tão pouco

Ferido está meu coração

Não tenho sentimentos

Meus pensamentos se foram

 

Até que os meus olhos volte a brilhar

Meus pés volte a andar

O sorriso estampe no rosto

E meu coração volte a amar

 

A vida já terá passado

O caminho apagado

E o mundo acabado

Porque amo e não sou amada

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 DESENCANTO

 

No abraço e ternura

Descubro no teu olhar

O medo sombrio

De amar e ser amada

 

Uma raiva imortal

Ergue a voz na palavra não

Fugindo dos sentimentos

Desviando o pensamento

 

Ouvir doces palavras

Parece inflamar-lhe o coração

Então meu amor se afugenta

E trêmulo meus sonhos se ausentam

 

Meus olhos brilham

Como cristais

As lágrimas caem

Por esse amor irreal

 

Vem depois do silêncio

Uma inquietação mal desejada

Repetidas vezes me pergunto:

Vida, porque se ostenta?

 

Ai!!! Como é triste e doída a dor

Como é comovente o pranto

Como é triste e doída a dor

Quando a vida não tem encanto.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 TE PROCURO

 

Por não aceitar o adeus

Morro a cada dia por você.

 

Em cada rosto,

Te procuro

 

Em cada olhar,

Te procuro

 

Em cada sorriso,

Te procuro

 

Em cada rua,

Te procuro

 

Em cada esquina,

Te procuro

 

No mundo todo,

Te procuro

 

Te procuro na Internet,

de avião, de carro e até de bicicleta.

 

Te procuro

Em cada caminhar.

 

Mas para que te procurar

Se você novamente irá me deixar.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 SAUDADE  MALDITA

 

Você me olhou

Com olhar fulminante

Em um toque de mágica

Conquistou o meu coração

Teus olhos me fitaram

Fixando nos meus

De tal jeito

Que me cativou

Fiquei a admirar-te

Até que o meu ser acordou

E no brilho dos olhos

Nasceu o amor

Que rasgou minha alma

E cravou no meu coração

Uma tatuagem multicolorida

Mas o medo de te perder

Me deixou muda, estranha,

Paralisada, atrofiada...

Pois o tempo foi inimigo

A ilusão muito sofrida

Hoje quando te vejo

Fico tocada pela emoção

Então sinto uma sensação

Mas procuro disfarçar

Sinto uma saudade maldita

Que me aproxima de você

E me faz perceber

O quanto é bom gostar de você.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

      

    FICÇÃO, EVOLUÇÃO E REALIDADE

              (lembrando o escritor Manoel Bandeira)

                  “Vou embora pra Pasárgada...”

 

 

Fui embora pra Pasárgada.

Mas lá o rei não foi meu amigo.

Não tive quem eu amo.

Não pude escolher...

Não pude descansar.

Não adiantou sonhar e me aventurar.

Aqui eu era feliz...

Tal qual não fui lá.

Será que fui inconseqüente?

Não medi as conseqüências.

Por que não fui feliz em Pasárgada?

Será que são histórias passadas?

Nenhuma louca rainha, e nem rei,

Me ensinou a nadar, fazer ginástica,

Andar de bicicleta, montar um burro bravo,

Tomar banho de mar...

Foi um erro fatal!

Em Pasárgada não tive nada.

Pois o tudo era nada.

Não era outra civilização,

Pois estamos na era da globalização.

Nada havia lá, além do que se tem aqui.

O que farei em Pasárgada

Quando estiver mais triste,

Mas triste de não ter jeito?

O que farei?

Dormirei, como muitos dormem acordados.

Sonharei, como todos sonham com Pasárgada.

Só não terei mais a doce ilusão

Da vida em Pasárgada.

 

 

               Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

            

    VOAR, VOANDO

 

Me vejo no espelho,

No espelho me vejo.

Transparente, serena,

Cheia de vida.

 

São 15 anos...

 

Meu presente:

Asas pra voar.

São três asas.

Enquanto duas voam

A outra está a descansar.

 

Me encanto e fico a voar, voar...

Mas, como voar, só se voa, voando.

Andar, só se anda, andando.

Estudar, só estuda, estudando...

Novamente voando me vejo no espelho.

E no espelho, minha imagem

Como um ícone ali está.

 

Convite

Batom

Beca

Diploma

Formatura...

 

Passa a vida.

A vida Passa.

 

Outros diplomas...

 

A vida passa...

 

E no espelho novamente eu me acho.

 

 

                        Ângela Maria de Jesus Oliveira

   POR  QUE

 

Em cada rosto

Te procuro, te vejo

Em cada pessoa

Vejo o teu reflexo

É um sentimento profundo

Cheio de beleza e esplendor

Nele contém todo meu amor

Mergulhado em um mundo de dor

Tenho medo de acordar

Das ilusões e dos sonhos

E perceber que não está presente

E na saudade morrer de lamento

 

Por que fiquei imóvel

Quando podia te abraçar

Porque adormeci

Quando podia te beijar

Porque as palavras não saíam

Quando podia te falar

Porque meu coração não abriu

Quando podia te amar

Agora morro a cada dia

Porque não aceito o adeus.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

              MUDANÇAS

 

Tinha engenhos, carroça, carro de boi,

Mutirão, arrasta-pé, matinê.

Acabou?

Onde está?

Cadê?

Meninas formosas e belas

Escondidas atrás das panelas.

Os pais bravos com suas filhas

Os homens a pedir sorte a mão delas.

No noivado eles iam conhecer sua donzela

Pra depois do casamento

Viver bem juntinho dela.

No quintal, os monjolos se movia no ar

Acariciado e contente com aquele tufão d’água.

No campo a passarada cantava e voava contente

Todos em liberdade.

O homem sempre fazia seu plantio

E colhia boas sementes.

Os córregos e os rios

Eram conservadas suas nascentes.

Continuo lamentando, sempre a lamentar,

Porque o homem lá da terra

Agora deixou de plantar.

O pássaro cantor que canta,

Também deixou de cantar.

A água que corria nos rios,

Além de poluída, está a secar.

Precisamos pensar nisso

Para nos conscientizar

Pois a vida lá do campo

Está a nos clamar.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

FUNIL

 

Gosto de sol

De correr pela estrada

Andar de bicicleta

Dirigir um bom carro

Sentir a areia

Tomar banho de mar.

 

Gosto de chuva

Escrever poesias

A vida amar

Compor músicas

Para outros cantar.

 

Gosto de ser

Amar e viver

Semear boas sementes

Lindas flores colher.

 

Gosto de sonhar

Lutar pela vida

Vitórias conquistar.

 

Viver é não ter medo da morte

Mas não querer morrer.

 

Gosto da vida. TUDO.

 

 

 

                             Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                        BARRIGA

 

Vi uma bola,

Redonda,

De ponta aguçada,

Alguém a chutava.

Gemia

Lá de dentro uma voz:

Eu quero nascer!

Eu quero viver!

Eu quero conhecer!

Assim pude deduzir

Nas batidas do seu coração.

 

São nove meses

Segurando,

Guardando,

Quem irá nascer.

 

Barriga!

Também de ti nasci.

Nela foram meses

De aconchego e calor.

Barriga de mãe

Não é simplesmente barriga.

É um ninho de amor!

 

Louvado seja a Deus

A barriga que gerou-me.

 

 

 

                                     Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                  OLHOS

 

Olhos que vê a lua

Olhos que vê a rua

Olhos que enxergam tudo

Olhos que não enxergam nada.

 

Olhos não são iguais.

Iguais, iguais

Não têm.

Olhar além do horizonte

Que vê longe, a distância.

Uns tem olhos pra dentro,

Outros tem olhos pra fora.

 

O cego vê com a alma.

Tem olhar de alegria, de sabedoria

Do seu interior transmite

Luz e amor.

São olhos que vê além.

Olhos iguais a eles

Poucos tem.

 

Olhos não são iguais.

Iguais, iguais

Não têm.

 

Olhos meigos, olhos rijos.

Olhos alegres, olhos tristes.

 

Olhos para olhar

Olhos para dormir, as vezes

Olhos para acordar

Olhos para ver

Ver tantos olhos a olhar.

 

 

 

 

 

A menina dos olhos

Olha para dentro

Lê os pensamentos

Vê os sentimentos

Eles olham o que se quer olhar

 

Mas não enxergam

O que poderia enxergar

São olhos pra dentro

 

A menina dos olhos olha para fora

Olhos vidrados

Olhos a girar

São olhos a olhar

Eles olham tudo

Até o que não pode olhar

São olhos pra fora.

 

E vivemos enganados

Por esses olhos que nos enfeitiçam.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         

   ESSENCIALIDADE

 

Sou uma poeta apenas.

Não apenas uma.

Não vendo, não empresto minha cara de anjo.

Anjo apimentado.

Mas anjos não seguem caminhos errados.

Para o mal o trânsito é agitado. O caminho é mais largo.

-  De flores! dizia meus pais.

Tento acertar o caminho. Mas me faltam as asas.

Como do poema devem ser destiladas palavras sábias,

Penso o que deve ser o poema e não chego a nenhum resultado.

O poema não deve conter veneno, negativismo, explosão?

... Conter, isto sim: emoção, sentimento,

Amor, afeto, emoção...?

Nele ESSENCIALIDADE ?

Escrevo, mesmo contrariada

Pois minha vida é bem diferente da sua.

Você mora em casa. - Eu moro na rua.

Família você tem.  - Eu não.

Dinheiro você tem. - Eu não.

Livros você tem. - Eu não.

Brinquedos você teve. - Eu não.

TV, computador, carro...Você tem. - Eu não.

...  – Eu não.

Você teve quem ensinaste,

Aprendeste de graça,

Aproveite tudo isso,

Pois a chance as vezes passa.

Escreva com essencialidade ou não.

Escreva com coragem, entusiasmo, carinho...

Poeta, escreva a poesia sua

Que no pensamento nasceu,

Prometo não esquecer nenhuma

Das palavras que escreveu.

 

 

       Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

         

      INEXPLICÁVEL

 

É triste a madrugada

Não dormi,

Ainda estou acordada.

Se não estou enganada

A saudade é culpada.

O coração está inquieto

E muito fatigado,

Sonhando

Muitos sonhos,

Para torná-los realidade.

 

Escrevo poesias

Para matar minha saudade,

Mesmo sabendo

Que com o tempo,

Elas serão apagadas

Ou talvez levará mil anos,

Para serem relembradas.

 

Há muita diferença

Entre amar e ser amada.

Mas não há como explicar o que é inexplicável.

 

 

 

                             Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

          UM DIA NA ROÇA

 

Quatro horas da madrugada.

Os homens tratam do gado,

Tira leite no curral,

Pega o milho no paiol

Para os porcos e as galinhas.

As mulheres varrem a casa

Busca água lá na bica,

Lava todas as vasilhas,

Soca arroz no pilão

Para tratar de pião.

Quando o sol vai saindo,

As crianças vêm sorrindo,

Com as sacolas e seus livros.

-Benção mãe !   Benção pai !

Para a escola já vou indo.

Na fornalha as tachadas

De arroz e feijão

Levados para os companheiros naquele “gamelão”,

Servido com quiabo, alface, frango e macarrão.

Meio dia vem chegando

As crianças todas cheias de histórias

Mas escondem as travessuras

Que fizeram na escola.

Depois do almoço,

E os deveres todos prontos,

Vão ajudar os seus pais,

Uns colhem, outros plantam.

A tarefa é cumprida até o dia escurecer,

Do contrário, eles apanham

Até o dia amanhecer.

Todos são educados e fazem bem o seu serviço,

Nunca se queixam e valorizam tudo isso.

 

 

 

                               Ângela Maria de Jesus Oliveira

                      

            INSENSÍVEL

 

Estou num sono profundo.

Meus pensamentos giram meu mundo.

Insensível meu coração está

Pois ele ainda não aprendeu amar.

Olho as coisas mas não vejo

Com os olhos da alma.

Meus olhos estão tapados pelo egoísmo.

Já não consegue ver além

E o horizonte se perdeu na triste escuridão.

Toco as flores, mas não sinto o perfume.

Vejo as pessoas, mas não consigo enxergar

Sua beleza e ternura.

Esse coração insensível e de pedra

Não contém a veia que necessita

Para correr o sangue do amor.

Minhas mãos esqueceram os gestos

Da ajuda, do ofertar e da solidariedade.

Meus pés já não sabem andar.

Eles não caminham mais

Para o bem que posso fazer aos outros,

Ao mundo e a mim mesmo.

Minha boca já não abre para anunciar

Alegria e tantas outras maravilhas.

Meus ouvidos já não ouvem mais o que poderia

Causar estímulo, esperança, emoção...

Estou envenenada pela dor da solidão.

Insensível, vivendo por viver...

 

Ufa!... Que pesadelo!!!

Ainda bem que acordei.

 

 

 

                            Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

                 

 

 

  AINDA HÁ TEMPO

 

Decorei. Decorei. Decorei. Decorei...

Hoje não sei o que decorei. Porque decorei não sei.

Leio e não sei o que li. Falo e não sei o que falo.

Escuto, mas não sei o que ouço.

Penso, mas não sei o que penso.

Sonho com um mundo de justiça, amor e paz.

Mas como sonhar num mundo de injustiça,

Guerra, miséria e fome?

Distante de mim se vai os sonhos,

Os projetos desfeitos, se os tive...

Nesse mundo de incertezas estou sobrevivendo.

Informatizei, mas não me conscientizei.

Não me sensibilizei com a destruição da natureza,

Da vida, do ser, do viver...

Porque enganei meus sonhos? Minhas idéias? Minha vida?

Sou analfabeta mesmo tendo estudado.

Peguei diploma, mas não me formei.

Tirei dez na média, mas não tirei dez na vida.

Competi, mas não sou competente.

Capacitei-me, mas não sou capacitada.

Enganei-me, fui enganada, ou estou enganando?

Ligo o rádio e ouço canções que não me falam de nada,

E do nada enchi minha vida.

Reformei minha casa, mas não reformei meu lar.

Fui à escola, mas não mudei minhas idéias, meu rumo,

Meus hábitos e enganos.

Viajo, mas não chego a lugar nenhum.

Ainda tem jeito esse meu jeito?

Onde poderei ter alegria de aprender e o prazer de viver?...

Quando aprenderei a ser uma cidadã consciente?

Será que neste mundo mórbido e cruel poderei ser gente?

Ainda há tempo? De mudar a rota. De construir. De ser. De aprender.

De criar. De buscar. De fazer. De viver? ...

Ainda há tempo. Sempre é tempo!

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

                OPTÔMETRO

 

Sou um punhado de ossos.

Ossos que movimentam por caminhos errados.

Meus pensamentos perambulam, vagueiam.

Minhas idéias eram quadradas

Num mundo redondo.

Hoje elas somem no mundo.

Movimentam no ar, na terra, no mar

E no absurdo mais profundo.

 

Sou um punhado de ossos.

Um ossuário.

Um punhado de ossos

Empilhados para nada.

Ossos grandes, ossos pequenos.

Carregados de problemas.

 

Sou um punhado de ossos.

Ossos deformados pela fome

Nesta geração desumana.

Ócio.

Sou osso dos ossos.

Meu coração está ossificado

E meu corpo é um ossuário.

São ossos dos ossos.

Ócio.

Optômetro.

 

 

 

          Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     CHOVA,  CHUVA

 

Chuva que cai de mansinho

Cai de leve, serenando

Molhando o capim.

Chuva que molha o meu carro,

Lava o meu suor, molha a roupa, apaga o cigarro.

 

Chuva que demorou,

Cai alegrando os lavradores.

Chuva, chuva, chuva.

Cai de mansinho

Molhando o caminho.

Chova, chuva

Chuva de enxurrada,

Enche os rios,

Lava as calçadas,

As ruas  e os edifícios.

 

Chova, chuva.

Apaga a poeira.

Chova noites e dias,

Mas chova de mansinho.

 

Venha sem relâmpagos e ventania.

Chova, chuva.

Cai molhando a areia,

Os campos, as florestas, os rios.

Cai de mansinho.

 

Chova, chuva.

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

         Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

           ?  Por que

 

Ser louco para o louco é normal?

Por que não condenamos

O louco que todo mundo tem?

 

Por que o louco não pergunta ao outro louco

Porque é louco também?

 

Mas ser louco é perguntar ou calar?

 

Ser louco é apenas fugir dos padrões normais da sociedade?

 

Será que os loucos sumiram

Ou se tornaram normalidade?

 

Os loucos são celebridades.

E vivem com vitalidade.

 

Louco sois quem não pensais.

 

Ser louco é pouco para os hipócritas.

 

Aceitar a hipocrisia é ser louco.

Ser louco é viver o egoísmo.

 

Ser louco é viver nesse mundo louco.

Ser louco é ser louco.

Um louco a mais.

Por que ignorais?

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

           CUMPLICIDADE

 

 

Desnudo de mim mesmo

Tiro as vestes que me ofusca.

Vejo minha

Cumplicidade:

Pensamento, coração e mãos.

 

Escrevo descobrindo a luz

Que vem rasgando

Meus desejos de ver

Poemas feitos.

Vestida apenas com meu medo,

Não o medo que ensoberbece,

Paralisa e atrofia.

Mas o medo que desafia

A escrever mais um,

Sempre mais um.

 

Poema que desvenda o segredo.

É o segredo do velho,

É o segredo do novo.

É o segredo da gente,

É o segredo do povo.

Na história de um,

Na história de todos.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         

                                              A  ESSÊNCIA

 

Nos momentos sombrios da existência

Tento descobrir o por que das coisas

E de mim mesma.

O por que muitas vezes é desconhecido.

Mas não me sinto invadida

Nem pela alegria, nem pela tristeza.

Na vida, me faço vazia.

Acolho.

Acredito.

Suporto, às vezes.

Entendo, talvez.

Compreendo uma dúvida.

Descubro o possível...

Espero a porta se abrir.

E tomada pela luz, posso caminhar,

Mas não como antes,

Pois o tesouro que tenho nas mãos,

Não pode ser ignorado.

Uma força me acompanha,

Protege, ajuda...

Faz-se  presente.

Consubstanciada pela graça,

Encontro a semente.

Posso semeá-la,

Pois tudo é amor,

Até mesmo a dor.

Leva-me a enxergar

A transcendência da vida.

E ao reconhecer no amor a essência de tudo,

Brota uma inteligibilidade mais profunda

E transparente.

 

 

                             

                                        Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 SEM  VOCÊ

 

Estou sentindo, amor, que você mudou.

Pois teu olhar, já não quer brilhar.

Se tudo acabou, é porque nunca me amou.

 

            Sem você,

            Sou como uma vida

            Fria, vazia.

            Você me preenchia.

 

Mas agora mudou,

Porque você me deixou.

 

            O tempo não passa,

            Já me sinto fraca.

 

Lamento não faz diferença.

Sinto falta de sua presença,

Do seu jeito amável,

Lindo e adorável.

 

           Que falta faz.

           Que falta me faz.

 

Sou como uma vida

Fria, vazia.

Ironia ...

 

           Já nem sei o que sou,

           Nem mesmo se sou.

 

Sou talvez uma jovem vadia,

Buscando noite e dia,

Viver o amor.

Busco a felicidade.

Mas que diferença faz?

Lembrar o passado, viver o futuro,

É sofrer duas vezes ou mais.

 

           Quero viver o presente,

           Perceber o que meu coração sente,

           Ser feliz a cada momento.

 

Desejo encontrar uma luz,

Uma mão que me conduz.

Procurei dentro de mim

Uma saída

E percebi o quanto em minha vida havia perdido.

            Seu amor sempre me ofertou,

           Agora que dele preciso,

           Você me desprezou. 

 

Fiz-lhe declaração de amor,

Mas você nem se manifestou.

Será que errei em expressar meu amor?

        

           Mesmo que não mais me queira,

           Agora sou eu que estou te querendo.

           Sofreu por não ter meus carinhos,

           Agora sou eu que estou sofrendo.

 

Sua estética,

Faz de todos um poeta.

Seu jeito meigo, é fascinante.

Seus olhos, uma luz brilhante.

 

            Sua voz serena,

            Embriaga, me envenena.

 

Embora não tenha tantas palavras sentimentais,

Todo o teu ser

Faz-me te amar.

 

  

 

                Ângela Maria de Jesus Oliveira

      

 

 

 CONTRAPONDO

 

Saí de burrinho,

Um burrinho andando com o outro.

 

Andando de burrinho,

Um burrinho passa pelo o outro.

 

Fui de burrinho.

Voltei de burrinho.

 

Andar de burrinho

É como andar de besta.

 

De burro se vai,

De burro se vem.

De besta se vai,

De besta se vem.

 

Pode de burrinho

Andar de besta?

Ou de besta andar de burrinho?

 

Indo se vai,

Voltando se vem.

 

Sabe-se que de burro sou nada,

De besta também.

 

 

 

         

   Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

MÃO,  MÃOS

 

 

Mão, cinco dedos.

Mãos, dez dedos.

Ou não.

Mãos perfeitas,

Mãos com defeitos.

Mãos que elevam a vida.

Mãos que tiram a vida.

Mãos que dão esmola.

Mãos que pedem pão,

Migalhas, sobras...

Mãos que elevam o cálice,

Mãos que pedem graça.

Mãos que roubam,

Mãos que matam,

Mãos que seguram,

Mãos que soltam.

Mão fechada,

Mão aberta.

Mãos que puxam,

Mãos que empurram,

Mãos fortes,

Mãos fracas,

Grandes,

Pequenas.

Mãos com talentos.

Mãos inocentes

Mãos que jogam,

Mãos que acenam,

Que se juntam.

Mãos recém nascidas,

Mãos envelhecidas.

Mãos.

Mão é sempre mão.

Mão, mãos.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

        ANDANÇAS

 

Estava em casa

Sem nada para pensar ou fazer.

Então resolvi outras cidades

Visitar e conhecer.

 

Andando pela Cidade de Goiás,

Terra que não esqueço mais.

Cidade bem antiga.

Nossa primeira capital.

Lembrei de Cora Coralina,

Mulher que escrevia tão bem,

Pensei nisso

E me deu vontade

De escrever também,

Embora não consiga

Escrever como convém.

 

Fui a Rio Verde,

Para conhecer tudo de vez,

Fiquei por ali um mês.

Povo muito acolhedor,

Cheio de paz e de amor.

Mas tive que voltar

À cidade onde moro,

Minha cidade Ouvidor.

 

Uma parada em Goiânia,

Nossa linda capital,

Trouxe-me boas lembranças

Mas tive que voltar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Passei por Caldas Novas,

Toda cheia de prosa,

Branquinha, quase amarela,

Pra depois sair morena,

Rosada toda pele.

Cidade bonita, de tantos hotéis.

Águas  azuis, cor do céu.

Suas águas cristalinas,

Quentinhas e transparentes,

Banhando por igual tanta gente.

 

Bem descansada,

Continuei minha viagem,

Até que cheguei em casa.

 

Depois de alguns dias

Fui a São Paulo, Rio de Janeiro...

Visitar as praias,

Tomar banho de mar.

 

Enchi de histórias,

Passando por Vitória.

 

Mas foi de Uberlândia

Que decidi ir a Disneylândia.

 

E lá descobri a criança

Que sou.

 

 

 

 

             Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         LUTA DA GENTE

 

Não explore a natureza de forma irracional

Cuide com carinho do ambiente natural

Descubra a necessidade

De cuidar da biodiversidade

 

 

Não polui os rios, nem os nossos mananciais

Não destrua o próprio homem, as plantas e os animais.

Alertar a consciência, faz parte da luta da gente

Pra preservar a natureza, valorizar o meio ambiente.

 

Nos campos da região com amor

O homem precisa ser protetor

Deixar a vegetação crescer

Sem incêndio acontecer.

 

O agricultor que inseticida nas plantas aplicou,

Para combater os insetos a vida ele ameaçou

Com uso de inseticida está decompondo a vida

Pois as águas dos rios acabaram poluídas.

 

Quem descobre a necessidade

De cuidar da biodiversidade

Não explora de forma irracional

Cuida do ambiente natural.

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

   

 

 

 

 

 

 

     

  DAÍ GRAÇAS

 

 

Daí graças ao Senhor por todas as suas criaturas.

Louvado a terra, a água, o fogo e o ar. É obra tua. É obra tua.

Daí graças ao Senhor pelo sol e pela lua,

As estrelas também é obra tua. É obra tua.

 

Daí graças ao Senhor por esse mundo que vai e que vem.

Daí graças pela paz, a natureza, e o homem,  amém.

Daí graças a terra, o solo. A água que eu bebo e a chuva que cai.

Daí graças a natureza, as plantas , os peixes e todos os animais.

 

Graças ao homem tudo podemos partilhar

Basta que ele não queira só acumular.

Daí graças as flores, frutos e todas coisas mais.

A tudo daí graças, bendizei e também louvai.

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  MEXA-SE

 

 

O que existe na terra

O que existe no ar

O que existe na água

É vida a observar.

 

 

Vamos garantir a vida, porque é necessidade.

Vamos cuidar do planeta, da nossa humanidade.

Amigo produtor não use produtos químicos

Seja criativo, não use inseticida.

 

Não deixe nos jornais e revistas, suas más notícias

Do homem usando veneno/ inseticida

Perto das fontes de águas, rios e nascentes

Para não poluir e nos deixar doentes.

 

Não destrua a natureza,

Pois ela é nossa beleza.

Ela é nosso tesouro,

O nosso bem precioso.

 

Ao defrontar com o declínio,

Nunca, nunca desanime

Mexa-se, se mexa,

Use o raciocínio.

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

   

 

 

 

 

 

 

 

 EDUCAÇÃO E ORIENTAÇÃO

 

 

 

Não quero nem pena, nem infração.

Nem multa, nem detenção.

 

Não vou caçar espécimes da fauna silvestre sem autorização

Para depois não ver os animais em extinção.

Não quero levar multa, nem detenção.

Não quero levar pena, nem infração.

 

Nos campos e florestas, eu quero preservação,

Sem provocar queimadas, nem poluição.

Não quero provocar incêndios na vegetação

Para não levar multa, nem detenção.

 

Eu quero ver a natureza

Com toda a sua beleza

Nos dando paz e alegria

Com as suas maravilhas.

 

Não pode caçar, nem perseguir animais em extinção

Por isso é preciso fazer uma conscientização,

Para ver a natureza sem destruição,

Ver a fauna e a flora sem agressão.

 

Eu quero educação, eu quero orientação

Para uma boa conscientização e preservação.

Não quero nem pena, nem infração.

Nem multa, nem detenção.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

      

 

 

 

 

       

     CIDADANIA

 

CIDADANIA é o direito de ter uma idéia e poder expressá-la.

É estar com a verdade, exigir seus direitos nesta sociedade.

 

CIDADANIA é tomar consciência dos seus deveres de participar.

É ter objetivo, propor, cobrar e pressionar.

 

Vamos desenvolver uma visão crítica

Em relação às estruturas sociais

Que determinam as condições de vida

Das pessoas e dos grupos sociais.

 

São muitas as notícias que saem nos jornais:

Recessão, agressão, desigualdade social,

Guerra, injustiça, preconceito racial...

Se for falar de tudo, não vai mais parar.

 

Educação para o desenvolvimento da personalidade,

Com respeito aos direitos humanos e à dignidade.

 

 

                                                                                                                                            

                      

         Ângela Maria de Jesus Oliveira                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SONHANDO ACORDADA

 

 

Aqui nesta cidade

Onde subo

E desço escada

Minhas pernas

Estão cansadas 

Mas a mente

Está descansada.

 

Penso em você

E fico preocupada,

Pois sei que sem te ver,

Vou morrer de saudade.

 

Andando pelas ruas,

Olho o céu iluminado,

Ouço na Igreja

O sino em badaladas,

Permaneço na praça

Até a madrugada,

Sonhando com você

Mesmo acordada.

 

Estou longe de casa

E não penso em mais nada

Permaneço em Pirinópolis

Para ver as cavalhadas

Quem sabe o meu príncipe

Não demore mais nada.

 

 

 

      Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

          NOVO  AMOR

 

 

Você chegou em minha vida

Tão rápido me conquistou

Fiquei apaixonada e sofrendo

Por quem um dia me deixou.

 

Foi doída a dor de lhe deixar

Foi difícil outro caminho trilhar

Mas um coração sofrido

Não pode continuar ferido.

 

Agora procuro um novo amor

Alguém que me queira ao seu lado

Uma pessoa que me dê valor

Alguém que me ame de verdade.

 

Procuro um novo amor

Que arda em chamas de paixão

Um amor que me dá alegria

E que conquiste o meu coração.

 

Procuro um novo amor

Um amor mais apaixonado

Alguém que não me faça sofrer

E nem me deixe em seu passado

 

 

 

   Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A  PROCURA  DA   FELICIDADE

 

Se algum dia você lembrar

O quanto sofri por te amar

Entenderá que te deixar eu jurei

Mesmo custando minha felicidade

 

Desisti de lhe amar

Pois você me faz chorar

Mas não desisti de sorrir

De viver  e  nem de lutar

 

É triste viver só de ilusões

Fazendo infeliz o coração

Por isso vou dar um tempo

Para esquecer essa paixão

 

Mas eu novamente partirei

Buscando alguém de verdade

Não importa para onde irei

À procura da minha felicidade

 

 

 

     Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   VAZIO

 

 

Estou sentindo um  vazio

Uma coisa sem explicação

Talvez seja ausência de você

A ausência de você,  ou não

 

Uma falta do seu jeitinho

Do seu carinho, do seu calor

Que até provoca uma dor

Talvez seja esse o tal amor

 

Dizem que o amor é bom

Trás alegria ao coração

A paixão que ao contrário

Trás tristeza e solidão

 

O que eu estou sentindo

Poderá ser amor ou paixão.

Será que tem concerto

Esse meu coração ?

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    

 

  AMIGO

 

 

Homem, forte, alto e de bigode.

Gostava de samba, forró e pagode.

Muito calado. Pouco comunicava.

Por trás dos óculos tudo observava.

 

Olhos redondos, claros, quase azuis.

Brilhavam como um farol, uma luz.

Amigo, até mesmo sem palavras,

Seu jeito simples a todos cativava.

 

Camisa mangas largas, ele usava.

Calças um pouco mais apertadas.

Sapatos não muito engraxados.

Trazia um sorriso nos lábios.

 

Amigo,

Guardo comigo muita saudade

E uma foto sua quase rasgada.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   HOMEM  SOLITÁRIO

 

 

Numa cidadezinha do interior

Morava um homem de confiança

Trazia consigo otimismo e amor

Era sentimental e tinha esperança

 

Emocionava, ficava emocionado

Chorava, mas não fazia chorar

Não apaixonava nem por homem

E nem mesmo por uma mulher 

 

Conta-se que uma mulher

Por ele enlouqueceu

De lágrimas encheu o mar

E na vida pôs-se a cantar

 

De tanto sofrer por amor

A defunta na cova desceu

Mas ele não teve culpa

De tudo o que aconteceu

 

Pois ele só ficou sabendo

Depois que ela morreu

Portanto, suspirou aliviado

Por ainda não ter  apaixonado 

 

Pois isso poderia ter acontecido

Também pela pessoa errada

E para não morrer de saudade

Ele quis continuar solitário.

 

 

  Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 VERBO  MORRER

 

 

Eu morri.

Não morri.

Apenas conjugo o verbo morrer.

 

Eu morri

Tu morreste

Ele morreu

Nós morremos

Vós morrestes

Eles também não viveram

 

Era morto, fui defunto.

Andava não,

Arrastava como serpente.

Vivia não,

Morria como mendigo.

Vegetava pelo mundo.

 

Ergui do túmulo.

Não quero mais morrer,

Pois desde que nasci,

Agora que experimento viver.

 

Percebo a diferença

Entre viver e morrer.

 

Viver não é pretexto para morrer.

Só morre quem está vivo.

Mesmo se a morte o surpreender

Não morrerás.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

EU  PENSO,  PENSO

 

 

Eu sempre penso. Penso sempre.

 

Penso na flor, e me alegro.

 

Penso nas guerras, e me entristeço.

 

Penso na paz, e agradeço.

 

Penso na criança, o que posso pensar.

 

Penso o mundo, o pensamento se esvai.

 

Eu penso o poema, o poema pensado.

 

Eu penso a vida. A vida vivida.

 

Eu penso o sonho.O sonho realidade.

 

Eu penso o papel, o papel escrito.

 

Penso o futuro, e tenho medo.

 

Eu penso tudo. O tudo não é nada.

 

Penso em Deus e durmo feliz.

 

 

                           

  Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

    CULTIVO  O  AMOR

 

 

Cultivo o amor

O amor cultivo

É planta que cresce

Com os frutos da vida

 

Cultivo o amor

O amor cultivo

A vida amadurece

Com o custo da vida

 

Cultivo o amor

O amor cultivo

É chuva que rega

O resto da vida

 

Cultivo o amor

O amor cultivo

É porta aberta

Ao castigo

 

Cultivo o amor

O amor cultivo

As águas brotam

Dos olhos fluindo

 

Cultivo o amor

O amor cultivo

O amor equivale a uma

Fração da vida, sofrida.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

  TRANSIÇÃO 

 

 

Já nasci trabalhando

Nesta vida que desdobra.

Sempre andei caminhos

De alegrias e tristezas.

Dos erros e acertos,

Não consigo recordar.

O pouco que me lembro,

Com certeza deve estar:

Na terra que deixei

E o nome dos meus pais.

Boi, vaca, porco, galinha,

Gato, cachorro...

Eram tantos animais.

Desses consigo recordar,

Pois eram meus amigos,

Coisa que não encontrei cá.

Só o periquito veio comigo.

Este eu ensinei a falar.

Ele imita os animais

Para eu deles me  lembrar.

Mas isso só tem feito

A saudade aumentar.

Na verdade seria melhor,

Se eu, lá pudesse voltar.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

              OUVIDOS

 

Ouvido que ouve

Ouvido que não ouve

Houve, ouve

Ouvido que quer ouvir

Ouvido que não

Ouvido cera

Ouvido será

Ouvido que encheu

Ouvido que não

Ouvido que esvaziou

Ouvido que não

Ouviu absurdo

Absurdo ouviu

Ouvido finge

Finge ouvido

Ouvido, ouvido

Ouvido surdo

Surdo ouvido

Tanto ouvido

Ouvido tanto

Ouvido tudo

Tudo ouvido

Ouvido entra palavras

Palavras entre ouvida

Ouvido, ouvidos

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PAIXÃO, AMOR

 

 

Paixão medida,

Paixão escondida,

Paixão doente,

Paixão inocente,

Deixando semente,

Destruindo, roendo,

Latejando dentro da gente.

 

Paixão, amor... vem fluindo.

Mas quem sou eu para falar

Do amor que estou sentindo?

 

Sou ainda uma menina,

Cheia de mimos,

Mas percebo

Que o amor já veio

Brincando, sorrindo,

Me iludindo...

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

              EXERCER A CIDADANIA

 

 

Cidadania é uma expressão comum nas conversas,

nos jornais, nas notícias nacionais e internacionais.

Esse é um fato curioso e desafiante

que deve estar presente em nossas ações do cotidiano.

Cidadania é o direito de ter uma idéia e poder expressá-la,

é exercer seus deveres junto a sociedade,

É exigir seus direitos de participar.

Seja você pobre ou rico.

Branco, negro, amarelo...

Todos devem ter oportunidade de igualdade,

educação, trabalho, saúde...

A formação da cidadania se faz, pelo seu exercício,

desenvolvido diante a capacidade de dialogar,

participar e cooperar...

Reconhecer essa complexidade é o primeiro passo

para a superação do preconceito, desigualdade e discriminação.

Exercer a cidadania, significa desenvolver uma visão crítica

em relação as estruturas governamentais e sociais,

valorizar positivamente a capacidade de questionar,

discutir, propor, cobrar mudanças,

buscando construir uma sociedade voltada para os princípios ético,

baseado na justiça e na solidariedade. 

Estas são apenas algumas palavras para você ler,

refletir, comentar e colocá-las em prática.

É nosso dever ajudar a sociedade

a ser cada vez mais democrática;

a romper com as barreiras que nos cercam;

a buscar os valores que despertam para a autenticidade

e a dignidade da pessoa humana.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

          TE AMO DEMAIS

 

Sem você não sei viver

Te amo demais

Por você sou capaz

Até de enlouquecer

 

Te amo demais

Em tudo vejo você

Perco a razão

Te entrego o coração

 

Não vai me deixar

Sozinho a te amar

De você eu necessito

É verdade eu não minto

 

Estou louca por ti

Desde o dia em que ti  vi

Só você me trás

Ternura, amor e paz

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TE AMO E VOU TE AMAR

 

Ouvindo sua voz

Coração pulsa veloz

Neste ir e vir

É tão doce ouvir

 

Vem suave em minha mente

Dizer tudo que sente

Te amo e vou te amar

Nem precisa lhe falar

 

Seu jeito meigo me convenceu

Que sou amada por você

Te amo e vou te amar

Jamais vou lhe deixar

 

Você chegou bem de mansinho

Me enchendo de carinho

Penetrou todo o meu ser

Me fazendo reviver

 

É tão sereno o teu olhar

O teu amor me faz vibrar

Meu coração te quer demais

Porque você transmite paz

 

Seu jeito meigo me convenceu

Que sou amada por você

Te amo e vou te amar

Jamais vou lhe deixar

 

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

SEM  VOCÊ

 

Sem você

Já não sei mais viver

Vem te quero de novo

Alimenta meus sonhos

Transforma meu ser

Porque sem você

Já não sei mais viver

 

Você me faz vibrar

De emoção

De delírio

E de tanta paixão

Esse amor 

Já não cabe mais

No meu coração

Sem você não sei viver

 

Você é a saudade

Que vem e que vai

Penetrando fundo

Arrancando tudo

Destruindo a vida

Me fazendo sofrer

Porque sem você

Já não sei mais viver

 

Vem te quero de novo

Alimenta meus sonhos

Transforma meu ser

Porque sem você

Já não sei mais viver

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

LÁGRIMAS

 

Lágrimas

Que correm dos olhos

Molham a face

Caem no chão

Que nascem de uma vida sofrida

Mostrando feridas

De um coração

 

Lágrimas

Que choradas na morte

Acalma a dor da separação

Que tremem no rosto

Por cansaço

Talvez desilusão

Surgem do desprezo

Gritos de dor

Humilhação

 

Que falam da vida

Caem das guerras

Querendo perdão

 

São lágrimas

Choradas por gente

Que se arrastam no mundo

Clamando a paz

Pedindo pão

 

Lágrimas da raça humana

Que nascem e morrem

Nos olhos do povo

Em cada nação.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

MEU AMADO

 

Olho pra você

Me vem uma emoção

Enche de prazer

O meu coração

 

Seu jeito sensual

Vem me acalentar

Todo especial

Vem me transformar

 

Quero falar de alegria

De coisas especiais

Reverter o dia

Em noites núpcias

 

O amor é palavra linda

De se expressar

Mexer com a vida

Ouvir, sentir e falar

 

Quero o seu amor

O seu coração

Vem me dar calor

Carinho e atenção

 

Eu sou do meu amado

O meu amado é meu

Seu nome está gravado

Bem juntinho ao meu

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

     DOCE   PAIXÃO

 

Você é o dono do meu ser

Da minha vida, o meu viver

Se feri e machuquei teu coração

Peço desculpas, o teu perdão.

 

O meu amor, meu grande bem,

Só é você, por que não vem

A minha vida é para quem

Sem você não sou ninguém

 

Como você não há no mundo

Pois esse amor é tão profundo

Meu coração quer ser feliz

Mas sem você perco o juiz

 

O teu amor é diferente

Doce sabor na minha mente

Vem me dar amor

E o seu calor

 

Sem o teu olhar

Não posso mais ficar

No coração mistérios e segredos

Acende o querer e meus desejos

 

Minha doce paixão

É pra você meu coração

A ti me achego meu doce mel

Vivendo a ilusão de um amor fiel

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

MARCAS DO AMOR

 

Desde os tempos primórdios

O amor é um sentimento

Que a todo momento

É  expressado em formas.

 

É como um  arrebol

É um  raio de sol

Que faz brilhar a vida

Tornando-a mais linda.

 

Sem sentir e perceber

Penso em mim e em você

Lembro de cada detalhe

Do dia em que te conheci.

 

Que amor é esse que magoa

E sempre nos faz sofrer a toa

Deixa marcas e tormentos

Enche a vida de lamentos.

 

Será que isto é amor ou ilusão

Que está presente no coração

Te amo e te quero ao meu lado

Perdoe esse coração maguado

 

O amor é cego

E não vemos defeitos

Na pessoa amada

Só vemos qualidades.

 

Se estou certa ou errada

Só quero a felicidade 

Mesmo que não te mereça

De você eu não esqueço.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

   A BOLA DO MUNDO

 

Grandes morcegos

Sugam o sangue dos trabalhadores

Os pobres explorados,

Injustiçados de todas as formas, de todos os lados

Doam o seu sangue aos morcegos vorazes

Leões e dragões

 

O mundo é uma bola,

Que rola, rola.

Disfarçam todos,

Cantam e dançam,

Suas tristezas, fome e miséria

 

Somos anões,

Isolados e sugados

Pelos gigantes

Que matam e roubam

Os deixam na mão

 

Samba no pé,

Grita olé.  Olé!

Dribla no pé, a bola do mundo.

O mundo é uma bola, rola e rola.

 

Pensa e imagina

O que rola no mundo

No mundo que rola

Muita gente pisa na bola

Deixando rolar

 

Corrupções, sexo e drogas

No mundo rola

A humanidade está

Pisando na bola

Deixando rolar

O mundo é uma bola

Que rola, rola.                 

                                                                                           Ângela Maria de Jesus Oliveira

       TEU  OLHAR

 

Meu amado é formoso

Bonito e charmoso

Perto ou distante

O amor é constante

 

O amor é segredo

Que chega bem cedo

Paixão não esconde

Percebe ao longe

 

 Deixe-me ver a sua face

Deixe-me ouvir a sua voz

Pois sua face é formosa

E tão doce a sua voz.

 

Você roubou meu coração

Com seu olhar de paixão

São chamas de fogo e calor

Sempre aceso é esse amor

 

Meu  coração me pede bis

Quer pra sempre ser feliz

Esteja onde você estiver

Liga pra mim se não vier

 

Não consigo disfarçar

Nesse teu lindo olhar

Tudo muda e tem valor

Nesse nosso grande amor

 

Você sempre me deixou

Todo cheio desse amor

Mas eu sei que não mereço

Esse amor que não esqueço.

 

         

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

            BENZINHO

 

Benzinho eu te quero

Benzinho eu te amo

 

Tentei te conquistar

Mas você não soube amar

Machucou meu coração

Sempre me dizendo não

 

Toda vez que eu dizia

Meu amor, amo você

Você me rejeitava

Porque não me amava

 

Acreditei no seu amor

Você não me deu valor

Na solidão eu sofria

Por quem não merecia

 

Não cansava de sofrer

De amar sem merecer

Sempre a dizer

Meu amor, amo você

 

Doente em uma cama

Não teve compaixão

Não tive  seu amor

Nem a sua atenção

 

Mas hoje com pesar

No túmulo a visitar

O seu grande amor

Ficou a recordar

 

Porque ele se lembrou

De tudo o que fizera

Lindas flores levou

Para a sua amada bela.                                   Ângela Maria de Jesus Oliveira

PAIXÃO ATREVIDA

 

Te amo no falar

No sorrir e no cantar

Quando estou com você

Não paro de te olhar

 

Te amo de coração

Eu te amo de montão

Te amo sem parar

E gosto de te gostar

 

Essa paixão atrevida

Deixa o coração sofrido

Ela quer me dominar

E para sempre te amar

 

Essa paixão  sem juízo

Sempre me deixa indecisa

Coração não quer ajudar

A uma decisão tomar

 

Se hoje estou sofrendo

É melhor nos separar

Antes que alguém saia ferido

Mas se querer é só voltar

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    MEU   AMOR

 

 

Meu grande amor, é dedicado

Como uma flor, és o meu cravo

De você eu gosto tanto

Você é meu doce encanto

 

Você é tão sereno

Tem o gosto açucena

Eu só sei te querer

E meu amor te oferecer

 

Você é transparente

Tem um jeito inocente

Sua voz é um mel

Como um anjo do céu

 

Linda é sua boca

Um encanto de corpo

Meiga é sua alma

Sua voz me acalma

 

Gosto tanto de você

Espero te merecer

O seu olhar apaixonado

Me deixou enfeitiçada

 

Te amo! Te amo!

Te amo! Te amo!

Te amo, meu grande amor!

Minha voz ecoou!

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

  DOR  QUE  MACHUCA

 

Não consigo esconder

O quanto eu gosto de você

Coração ao escolher

Não sabe que vai sofrer

 

Apesar que é proibido

Gostar tanto de você

Esse amor é sofrido

Não podemos mais nos ver

 

Por você perco o sentido

Não consigo te esquecer

Apesar que é proibido

 Gostar tanto de você

 

Dói uma dor que machuca

Aqui dentro de mim

Solidão deixa maluca

Por essa paixão assim

 

Minha vida perde o estilo

Se não estou junto a você

Apesar que é proibido

Gostar tanto de você

 

Por você perco o sentido

Não consigo te esquecer

Apesar que é proibido

Gostar tanto de você

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

      PAZ  E  AMOR

 

Irradia Deus na alma

Sereno e muita calma

Levando aos irmãos

Paz e amor no coração

 

Se me ponho a andar

Comigo Ele está

Eu posso caminhar

Com Ele a me guiar

 

Entrego minha vida

Para ser dedicação

Assim fez Jesus

Por nossa Salvação

 

Abro o coração

Numa grande oblação

Assim fez Jesus

Até a Ressurreição

 

O amor é como luz

Que vive a brilhar

Na minha vida é Jesus

Que vive a reinar

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        OBRA  DE  ARTE

 

 

Deus foi quem dispôs

No seu corpo cada parte

Há porém muitos membros

Nesse corpo, obra de arte

 

Cada um recebe um dom

Para estar a serviço

Mas é um mesmo espírito

Que realiza tudo isso

 

É os pés dizendo às mãos

Pertencemos ao mesmo corpo

O ouvido dizendo ao olho

Fazemos parte desse corpo

 

A cabeça desse corpo

Como membro ela faz parte

Somos uma obra prima

A mais bela obra de arte

 

Cada um recebe um dom

Para estar a serviço

Mas é um mesmo espírito

Que realiza tudo isso

 

Somos uma obra prima

A mais bela obra de arte

Há porém muitos membros

Que nesse corpo fazem parte.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

     OBRA  DA  CRIAÇÃO

 

Sou filha da criação,

Cuida de mim, ó Pai,

Numa relação filial,

Pessoal e singular

 

A Trindade é eleita

A família mais perfeita

Que a terra seja reflexo

Do que acontece no céu

 

O Pai, Jesus revelou

Na terra Ele manifestou

Completou na cruz

O seu plano de amor

 

Que todos tenham vida

Pra libertar o irmão

Somos filhos do Pai

Obra da criação

 

Plenos de amor,

De vida e vigor

Que todos sejam um

Sem problema algum

 

Abbá! Abbá! Abbá, ó Pai.

Abbá! Abbá! Abbá, ó Pai.(Bis)

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    FACE  A  FACE

 

 

Face a face como espelho

Vejo o amor transparecer

Mas a esperança e a fé

Quer também permanecer

 

Irradia esperança

Para toda  a humanidade

Não esqueça das palavras

Fé, amor e caridade

 

A fé e a esperança

É sempre primordial

Mas é o amor que na vida

Sempre é essencial

 

A palavra nos ensina

Que o amor está acima

Quem ama não se ostenta,

É prestativo e paciente

 

O conhecimento é limitado

Limitada é a nossa profecia

Mas quando vier a perfeição

Alegrará o nosso coração

 

No amor tudo desculpa

Crê, espera e suporta

No amor tudo desculpa

Crê, espera e suporta

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

    

 

    VAMOS  JUNTOS 

 

 

Ando pelas ruas procurando alguém,

Peço pão, porque não tenho.

Não sei quem eu sou,

Nem para onde vou.

 

Como caminhar para um futuro incerto,

Procurando um caminho aberto.

Sonhos, não tenho,

Família  também.

 

Alegria ao menos, tu me podes dar,

Me acolher, me abrigar.

Vamos juntos dar as mãos

Carinho, amor e proteção.

 

Sou uma criança, sem motivos pra sonhar

Quero sair da sarjeta e poder estudar.

Da rua tenho medo não quero ficar

Quero ter uma família, um lar.

 

Vamos juntos dar as mãos

Carinho, amor e proteção

Minha Pátria e Nação

Vamos ser um cidadão.

 

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           INDECISÃO

 

 

Tudo que quero e desejo

É só contigo ficar

Agora nesse momento

Quero te ver, te olhar

 

Mas você é meu castigo

Assim diz meu coração

Pois uns dizem que me amas

Outros dizem que não

 

Esta sua indecisão

Me deixa doida, maluca

Atormenta o coração

Dói, fere e machuca

 

Te encontrar é preciso

Já tomei uma decisão

Pois você está matando

O meu pobre coração

 

Alegria e tristeza me ronda

Sempre me levando na onda

Brincando comigo assim

Esse amor é sem fim

 

A saudade dói demais

Não te esqueço jamais

Minha vida é sonhar

Que tenho você para amar

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

  

 

 

 

 

 

 

    MOTO-BOY

 

Eu sou um motoqueiro

Eu sou um moto-boy

Pra cidade inteira

Eu sempre viro o zói

 

Pela rua vou ligeiro

Levando os passageiros

Nos pontos que eu desço

Louvo a Deus e agradeço

 

Capacete na cabeça

Para a nossa proteção

A todos que eu conheço

Eu sempre abano a mão

 

Quero sempre carregar

Na moto passageiros

Para sempre viajar

Porque sou motoqueiro

 

Eu sou um motoqueiro

Eu sou um moto-boy

Pra cidade inteira

Eu sempre viro o zói

 

Pela loira ou morena

Eu sempre viro o zói

Seja grande ou pequena

Eu sempre viro o zói

 

Eu sou um motoqueiro

Eu sou um moto-boy

Pra cidade inteira

Eu sempre viro o zói

 

             Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

       DOR  E  TORMENTO

Essa dor no coração

É sofrimento no peito

Se é amor ou  paixão

É preciso dar um jeito

 

Te dizer que te amava

Foi difícil te convencer

Mas você não entendeu

E de mim não quis saber

 

Para não te entristecer

Vou  viver sem ter você

É melhor eu te esquecer

Mas é difícil e vai doer

 

Coração não me obedece

Sem você não sei viver

Lembrança me entristece

É melhor te esquecer

 

Essa dor que sofre o peito

Ela sufoca, e sacode

Não conheço  direito

Essa dor que explode

 

O ditado você conhece

Quem ama não esquece

Fica doido e enlouquece

Quando a saudade aparece

 

Te quero aqui por perto

Sem você não sei viver

Procuro o jeito certo

Pois é difícil te esquecer

 

Essa dor é malvada

Me deixou atormentada

Essa dor é atrevida

Destruiu a minha vida.                                      Ângela Maria de Jesus Oliveira

SEMPRE VOU TE AMAR

 

 

O amor acende um fogo

Aquece a alma nesse jogo

Quando penso que é paixão

É a mais pura sedução

 

Você faz parte do meu viver

Você é o dono do meu ser

O meu amor, meu bem querer

Eu não posso te perder

 

Gosto do teu sorriso, teu olhar

Te amo e sempre vou te amar

Te amo! Te amo! Vou dizer

Enquanto eu puder viver.

 

Você é a luz que me ilumina

Minha estrada meu caminho

O meu manto o meu véu

Estrela que brilha no céu

 

Você é o sol que me aquece

A paixão que me enlouquece

Sentimento do meu coração

Mesmo eu dizendo não.

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   QUEM É ESSE HOMEM

 

Quem é esse homem

Que o meu coração tocou

E dele meus olhos não desgrudou

Meu coração por ele apaixonou

 

Quem é esse homem

Que está por aí

Que fica tranqüilo

A me destruir

 

Se é procurado não está nem aí

Não tem amor, é o que diz por aí

Tem as qualidades de um bom rapaz

Mas uma só mulher não lhe satisfaz

 

Quem é esse homem

Que está por aí ?

Que fica tranqüilo

A nos seduzir ?

 

 

      Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    SEDUÇÃO

 

Quando não estou contigo

Meu coração fica a temer

Como se não tivesse vida

E quisesse então morrer

 

Quando estou ao seu lado

Sinto desejo de você

Como se não tivesse nada

E quisesse então viver

 

Tem gente que gosta

De amar e viver

Outros preferem

Sofrer e morrer

 

Você é, as trevas

E eu sou a luz

Uma estrela no céu

Sempre me conduz

 

Você me abraça

Pra me iludir

Eu nego seu beijo

Pra não seduzir

 

Cheia de amor

E muito carinho

Encontro valor

E sigo o caminho

 

Para nós é preciso

O caminho seguir

Pra todos irmãos

O jardim se florir

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

       SEM  TI

 

Sem ti minha vida é vazia

E eu sinto frio

Sem ti minha voz não entoa

Meu mundo voa

Sem ti não consigo caminhar

E nem amar

Se eu falo

É para ti que falo

Se eu canto

É para ti que eu canto

Se eu amo

É a ti que eu amo

Se apaixonei

Foi por ti que apaixonei

Se eu vivo

É por ti que vivo

Se eu morro

É por ti que morro

Queria mesmo é viajar

Ir para qualquer lugar

Mas não sei para onde vou

Para esquecer esse amor.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÍMBOLO DE FÉ

 

É pai de ternura

Cheio de doçura

Com dedicação

E amor no coração

 

Homem tão bondoso

E também amoroso

Com força e luz

Ele nos conduz

 

Pai, é especial

Alegria do lar

Confiança nos trás

Esperança e paz

 

Obrigado papaizinho

Por me dar todo carinho

Obrigado pai de amor

Por me dar o seu calor

 

Homem de valor

Puro é o seu amor

De bênçãos e graça

Sempre ele nos marca

 

Suas qualidades

Nos trás felicidade

Com sabedoria

Protege a família

 

Bom pai ele é

Símbolo de fé

Esse pai amado

A Deus seja louvado

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

TRABALHADOR DO CAMPO

 

A força dos trabalhadores

Está na sua organização

No cultivar a terra

Para a sua produção

 

O trabalhador do campo

Aprendeu com suas mãos

Os segredos da natureza

Para garantir a produção

 

Cultivar a terra

Plantar a semente

Colher os frutos

Para nosso alimento

 

Cultivar o solo

Para a sobrevivência

Fazer a colheita

Alimentar nossa gente

 

Viver com dignidade

Construindo autonomia

Esperança e liberdade

Para toda a família

 

Trabalhador rural

A sua terra a cultivar

Na sua honestidade

Procura se organizar

 

Aquele que produz

Para toda nação

Procura uma luz

Debate e reflexão

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

     O MAIS BELO SER

 

Mulher carinhosa,

    Também amorosa.

Mulher dedicada,

     Pura  felicidade.

                                        Ternura e dedicação,

                                            Tem no coração.

                                        Símbolo de amor,

                                             Ninho que gerou-me.

Nos seus beijos afagou-me,

    Nos seus braços carregou-me,

No seu peito amamentou-me,

    Protegeu-me com seu amor.

                                                          Faltam palavras tão especiais

                                                               Para reconhecer suas qualidades.

                                                          Mãe, o mais belo ser

                                                               Que revela em gesto seu viver.

Mãe, mulher forte, que me fortalece

    Me dando esperança, paz e confiança.

Com sabedoria me dá alegria

    Cuida sempre da família.

                                                  Obrigada Mãe querida

                                                       Por curar minhas feridas.

                                                  Obrigada Mãe de amor

                                                       Por me dar o seu calor.

Obrigada minha mãezinha

     Por me dar tanto carinho.

Obrigada Mãe amorosa

     Por ser tão virtuosa.

                                             Mãe, sua doçura é harmonia

                                                   Suas palavras melodia.

                                             Obrigada mãe de amor

                                                   Notável é sempre o teu valor.

 

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 GRAÇA DE VIVER

 

Quero a paz guardar

Preciso do teu olhar

Dá-me o seu calor

Preciso do seu amor

 

Preciso de tua bondade

Trate-me com dignidade

Cuide com muito jeito

Com carinho e respeito

 

O que você me diz

Me faz sempre feliz

Transforma o meu ser

Na graça de viver

 

Em todos os momentos

Sou alegre e contente

Com determinação

Tenho paz no coração

 

As experiências que há

Me dá asas para voar

Hoje envelhecida

Estou agradecida

 

Família é minha riqueza

Nela está toda beleza

Sempre me dando valor

E também o seu amor

 

 

Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

 

 

             SAUDADE

 

 

Triste e só na madrugada,

Da janela olho a estrada,

Com vontade de te ver

E matar minha saudade.

 

Te vejo em sonho e realidade,

Mas acontece que a saudade,

Fica no coração enraizada,

É  amor, estou apaixonada.

 

Lágrimas rolam no meu rosto,

Inundando o meu corpo,

Eu as enxugo com as mãos,

Pois elas queimam o coração.

 

Te querer, eu te quis

Pois imaginava ser feliz,

Mas você me fez sofrer,

Sem amor corresponder.

 

Paixão é uma doença sem cura,

Vem sem que ninguém a procure,

Todos a querem vencer,

Mas ela inunda nosso ser.

 

A vida nos dá muitos sonhos para viver,

Mas esquecemos disso e ficamos a sofrer.

Por isso, para ser feliz, tentarei te esquecer,

Mas sei que isso só é possível ao morrer.

 

 

 

       Ângela Maria de Jesus Oliveira

 

 

 

 

NA AMARGURA DA FOME

 

Na amargura da fome

Sinto uma tontura

E caio de leve no chão

De súbito me ergo

Vejo um copo

E uma gota d’água

Cai sobre o meu estômago vazio

Na amargura da fome

Um calafrio me atormenta

O suor me ensopa

E eu não tenho outra gota d’água

Sou considerado um abutre

E não tenho quem me nutre

Sou um nada

E do nada se faz minha vida

Oh, vida que me pões a sofrer

Desde o dia em que nasci

Até o tempo de me recolher

E daí o que importa?

Sou um encéfalo

Perambulando esta vida torta

Um cadáver ambulante

Um artista figurante

Mas meu crânio não me dá o direito

De só guardar uma massa cinzenta,

Mórbida, estática, fria e morta

Pois nele se reserva a vida

Mesmo que seja de mendigo.

 

E  daí?

 

       Ângela Maria de Jesus Oliveira

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