POEMAS & POEMAS
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MINHA VERDADE
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Um dia todos vamos embora da vida.
Uns partem serena e imperceptivelmente,
Como mudam as cores da aurora.
Outros entram em convuls�o dram�tica,
Como as cenas de um parto doloroso.
Cumprido o papel sob a estampa humana,
N�s, que somos uma aglutina��o de mat�rias,
Voltaremos a nos desdobrar em part�culas at�micas,
Como ocorre desde o in�cio dos tempos.
Seremos ent�o mat�ria-prima � disposi��o do cosmo
Para a forma��o de outros corpos, animados ou n�o.
Viu por que devemos reverenciar a M�e -Natureza
E ter por ela o maior respeito?
E guardar com ela a maior integra��o?
Nossos mortos, transformados, embora,
Fazem parte rotineira de nosso cotidiano.
Est�o numa concha de praia e num gr�o de areia,
Na seiva da �rvore e na do�ura do fruto,
No �tomo que forma as asas da borboleta
E nas mol�culas da chuva aben�oada.
Por isso, no templo sagrado do universo,
A �nica prece que faz sentido
Para preserv�-los em sua nova dimens�o
� o respeito �s leis de nossa M�e -Natureza,
De cuja composi��o fazemos parte
Como o arbusto faz parte da floresta.
Acredite: esta � a mais simples,
A mais universal e a mais verdadeira
De todas as religi�es do homem.
E voc� � o poderoso Sumo Sacerdote,
Capaz de operar maravilhas inimagin�veis,
Contanto que assuma seu papel intransfer�vel.
A vida - est� visto! - depende dos seus milagres !
Solange Rech ![]()
(Poeta-Rei)
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