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Poemas de Paulo Baptista
Sem Fim

Deixei-te ainda � pouco
E j� estou com saudades!
Se quiseres chama-me maluco,
Que � uma das verdades!

Agarro-me � almofada...
E cheiro o meu len�ol...
Sinto o odor da minha amada,
E prendo-me ali que nem um anzol!

Penso no meio do sentimento,
Em pegar numa caneta.
Pois hoje, chegou o momento,
de quebrar a promessa da treta...

Na segunda prometi-te
E � noite reafirmei,
Mas depois de aceitares o convite,
Em nada mais pensei...

Mas agora aqui estou eu!
No meu quarto a magicar...
Sem fim... o futuro meu e teu,
at� o c�u nos levar...

Espera-nos um sem fim de incertezas,
P�ginas e p�ginas de um di�rio...
Um rol de alegrias e tristezas,
Ainda fechadas num arm�rio...

Sem fim ser�o as birras,
Com desculpas � mistura...
Beijos ali e aqui turras,
Mas a rabujice tamb�m n�o ter� cura.

Mas n�s somos assim,
Eu sou o sol e tu a lua...
O nosso amor n�o ter� fim,
E a minha boda ser� a tua!
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