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Poemas de Paulo Baptista
A P�rola, o Golfinho e a Concha

Era uma vez uma p�rola
Que vivia num oceano
Uma concha era a sua cela
As ranhuras o seu piano

Ela permanecia afogada
Bem dentro daquela casa
Era como que a sua namorada
Que n�o a deixava bater a asa

At� que um certo dia
Num relevante olhar desperto
Sobre a sua escurid�o sombria
Algu�m passou discreto

Era um lindo golfinho
Irrequieto alegre e carinhoso
Para l� e para c� sozinho
Num balan�ar gostoso

Passava por ali todos os dias
Sempre � mesma hora
A p�rola viu nele fantasias
E um dia saltou c� para fora

Como que uma louca paix�o
L� seguiram os dois juntinhos
Apenas num s� cora��o
E n�o mais ficaram sozinhos

O tempo foi passando
At� que algo havia, mas n�o existe
A p�rola ia-se transformando
E seu sorriso, cada vez era mais triste

O pensamento estava na palma
Mas n�o era do fundo da alma
Era uma sombria escurid�o
Que deturpava a for�a da raz�o

S�zinha resolveu
Voltar de novo � cela
E assim permaneceu
Reluzindo como uma vela

Era uma fraca chama
Pois ter-se-ia arrependido
Orgulhosa nada exclama
E deixa-se conduzir pelo perdido

O golfinho jamais se mexeu
E o seu encanto acabou
A sua alma faleceu
E para sempre assim ficou.
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