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A P�rola, o Golfinho e a Concha
Era uma vez uma p�rola Que vivia num oceano Uma concha era a sua cela As ranhuras o seu piano
Ela permanecia afogada Bem dentro daquela casa Era como que a sua namorada Que n�o a deixava bater a asa
At� que um certo dia Num relevante olhar desperto Sobre a sua escurid�o sombria Algu�m passou discreto
Era um lindo golfinho Irrequieto alegre e carinhoso Para l� e para c� sozinho Num balan�ar gostoso
Passava por ali todos os dias Sempre � mesma hora A p�rola viu nele fantasias E um dia saltou c� para fora
Como que uma louca paix�o L� seguiram os dois juntinhos Apenas num s� cora��o E n�o mais ficaram sozinhos
O tempo foi passando At� que algo havia, mas n�o existe A p�rola ia-se transformando E seu sorriso, cada vez era mais triste
O pensamento estava na palma Mas n�o era do fundo da alma Era uma sombria escurid�o Que deturpava a for�a da raz�o
S�zinha resolveu Voltar de novo � cela E assim permaneceu Reluzindo como uma vela
Era uma fraca chama Pois ter-se-ia arrependido Orgulhosa nada exclama E deixa-se conduzir pelo perdido
O golfinho jamais se mexeu E o seu encanto acabou A sua alma faleceu E para sempre assim ficou. |
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