Gibran Khalil Gibran nasceu em Becharre, no Líbano, em 1883 e faleceu em Nova Iorque em 1931. O seu corpo, levado para o Líbano, repousa na cripta do Mosteiro de Mar Sarkis, em Becharre, sua cidade natalA tempestade
O pássaro e o homem tem essências diferentes.
O homem vive à sombra de leis e tradições por ele inventadas;
o pássaro vive segundo a lei universal que faz girar os mundos.
Acreditar é uma coisa; viver conforme o que se acredita é outra.
Muitos falam como o mar, mas vivem como os pântanos.
Muitos levantam a cabeça acima dos montes;
mas sua alma jaz nas trevas das cavernas.
A civilização é uma arvore idosa e carcomida,
cujas flores são a cobiça e o engano e cujas frutas
são a infelicidade e o desassossego.
Deus criou os corpos para serem os templos das almas.
Devemos cuidar desses templos para que sejam
dignos da divindade que neles mora.
Procurei a solidão para fugir dos homens, de suas leis,
de suas tradições e de seu barulho.
Os endinheirados pensam que o sol e a lua e as estrelas se levantam
dos seus cofres e se deitam nos seus bolsos.
Os políticos enchem os olhos dos povos com poeira
dourada e seus ouvidos com falsas promessas.
Os sacerdotes aconselham os outros,
mas não aconselham a si mesmos,
e exigem dos outros o que não exigem de si mesmos.
Vã é a civilização. E tudo o que está nela é vão.
As descobertas e invenções nada são senão brinquedos
com a mente se diverte no seu tédio.
Cortar as distâncias, nivelar as montanhas,
vencer os mares, tudo isso não passa de
aparências enganadoras, que não alimentam o
coração e nem elevam a alma.
Quanto a esses quebra-cabeças, chamados ciências e artes,
nada são senão cadeias douradas com os quais o homem
se acorrenta, deslumbrados com seu brilho e tilintar.
São os fios da tela que o homem tece desde o inicio
do tempo sem saber que, quando terminar sua obra,
terá construído a prisão dentro da qual ficará preso.
Uma coisa só merece nosso amor e nossa dedicação, uma coisa só...
É o despertar de algo no fundo dos fundos da alma.
Quem o sente não o pode expressar em palavras.
E quem não o sente, não poderá nunca conhecê-lo através de palavras.
Faço votos para que aprendas a amar as tempestades em vez de fugir delas.

Entre as colinas Entre as colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, partilhando da paz e da serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: "Deus repousa na Razão". E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: "Deus age na Paixão". E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, também devereis descansar na razão e agir na paixão.

Desejos do amor O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:

De se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...

De conhecer a dor de sentir ternura demasiada...
De ficar ferido por vossa própria compreensão do amor ...
De sangrar de boa vontade e com alegria...

De acordar na aurora com o coração alado
e agradecer por um novo dia de amor...

De descansar ao meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor...

De voltar para casa a noite com gratidão ...

E de adormecer com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma canção de bem aventurança ...

És livre...
És livre na luz do Sol
e livre ante a estrela da noite.
E és livre quando não há sol,
nem lua ou estrelas.
Inclusive, és livre quando fechas os olhos
a tudo que existe.
Porém, és escravo de quem amas
pelo fato mesmo de amá-lo.
E és escravo de quem te ama,
pelo fato mesmo de deixar-te amar.

A vinda do navio"Como poderei ir-me em paz e sem pena ?
Não, não será sem um ferimento na alma que deixarei esta cidade.
Longos foram os dias de amargura que passei dentro de suas muralhas, e longas as noites de solidão; e quem pode despedir-se sem tristeza de sua amargura e de sua solidão ?
Muitos foram os pedaços de minha alma que espalhei nestas ruas, e muitos são os filhos de minha ansiedade que caminham, desnudos, entre estas colinas, e não posso abandoná-los sem me sentir oprimido e entristecido.
Não é uma simples vestimenta que dispo hoje, mas a própria epiderme que arranco com minhas mãos.
Nem é um mero pensamento que deixo atrás de mim, mas um coração enternecido pela fome e pela sede.
Contudo, não posso demorar-me por mais tempo.
O mar, que chama a si todas as coisas, está me chamando, e devo embarcar.
Pois permanecer aqui, enquanto as horas queimam-se na noite, seria congelar-me e cristalizar-me num molde.
De bom grado levaria comigo tudo o que está aqui.
Mas como fazê-lo ? A voz não leva consigo a língua e os lábios que lhe deram asas.
É isolada que deve procurar o éter.
É também só e sem ninho que a águia voará rumo ao Sol."


Então, um homem disse-lhe:
Fala-nos do conhecimento de si. E ele respondeu:
Os vossos corações conhecem, no silêncio,
os segredos dos dias e das noites.
Mas os vossos ouvidos têm sede de ouvir finalmente
o eco do saber dos vossos corações.
Gostaríeis de saber pelo verbo
o que sempre soubeste pelo pensamento.
Gostaríeis de sentir com os dedos
o corpo nu dos vossos sonhos.
E está certo que assim o queirais.
A fonte oculta da vossa alma deve necessariamente
jorrar e correr a murmurar para o mar;
e o tesouro das vossas profundezas infinitas
revelar-se aos vossos olhos.
Mas que não haja balança
que pese o vosso tesouro desconhecido;
e não procureis explorar os abismos do vosso saber
com a vara ou com a sonda,
pois o eu é um mar sem limites e sem medida.
Não digais: "Encontrei a verdade",
mas antes: "Encontrei uma verdade."
Não digais: "Encontrei o caminho da alma."
Mas antes: "Cruzei-me com a alma que seguia pelo meu caminho."
Pois a alma percorre todos os caminhos.
A alma não caminha sobre uma linha
nem se alonga como uma vara.
A alma abre-se a si própria
como se abre um lótus de inúmeras pétalas.
Khalil Gibran

"Ide pois aos vossos campos e pomares, e lá aprendereis que o prazer da abelha é de sugar o mel da flor, mas que o prazer da flor é de entregar o mel à abelha. Pois, para a abelha, uma flor é uma fonte de vida. E para a flor uma abelha é mensageira do amor. E para ambas, a abelha e a flor, dar e receber o prazer é uma necessidade e um êxtase".

Khalil Gibran

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