Margarida comum

Bellis perennis L.

O gênero Bellis consiste de sete espécies de arbustos anuais ou perenes, nativos na Europa e mediterrâneo. Plantas deste gênero são muito cultivadas e algumas delas podem mesmo ser consideradas como bianuais. Elas são facilmente cultivadas e têm uma estação prolongada de florescimento. O nome Bellis vem do latim "bellus", bonito.

Bellis perennis é uma planta herbácea perene que faz parte da componente adventícia dos solos com ervas em abundância. A sua roseta terrestre de folhas claviformes resiste bem à concorrência das gramíneas e de outros vegetais, produzindo na Primavera várias gerações de capítulos. Estes são compostos de flores liguladas brancas ou rosadas e de um disco amarelo de flores tubulosas. O fruto é um aquênio. É uma espécie banal, variável, abundante nos prados ao longo da Europa e da Ásia ocidental e tem uma longa história como uma erva medicinal sendo utilizada desde há muito tempo para tratar feridas e doenças do peito. Gerard escreveu em 1597 que "As margaridas mitigam todos os tipos de dores, mas especialmente nas articulações e gota, se elas forem amassadas com manteiga nova sem sal e aplicadas no lugar da aflição ..." (The Herball, or General History of Plants).

 São colhidos os capítulos florais, cortando-os com a unha e deixando uma pequena parte do pedúnculo, quando o tempo estiver seco. A secagem é feita sobre grades à sombra ou ao sol. Os capítulos contêm saponinas, óleos essenciais, substâncias mucilaginosas, taninos e pigmentos. A sua ação adstringente e emoliente leva a que sejam usados pela medicina popular para tratar os catarros das vias respiratórias e facilitar a expectoração. São igualmente eficazes no tratamento dos catarros do estômago e dos intestinos e reduzem as perturbações ligadas aos desarranjos intestinais. Prepara-se uma infusão a 3% que se deixa macerar durante vinte minutos e que se consome segundo a dose de 2 a 4 chávenas por dia. Uma maceração a frio tem os mesmos efeitos. É usada externamente para rupturas, veias varicosas, feridas secundárias, e olhos doloridos ou lacrimejantes. As flores das margaridas melhoram o aspecto das misturas para tisanas. Servem também para preparar compressas e banhos anti-inflamatórios, hemostáticos, reduzindo as equimoses, os abcessos, as erupções cutâneas. A decocção de folhas verdes tem os mesmos efeitos. São usadas também no preparo de um remédio homeopático usado para tratar contusões profundas.

A figura à direita mostra uma variedade cultivada denominada Bellis perennis var. Pomponette.

Todo os dados aqui expostos foram colhido por,

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