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Sobre a mesa de projetos
um esboço.
Sem medidas,
palmo a palmo dissolvidas
as marcas de crayon no pescoço,
um gosto de baton
feito mordidas.
Como se fosse mágica,
como se fosse encanto,
levitam pelo ar desenho e sonho.
Corpos projetados um no outro,
linhas de paixão desenhadas
com os dedos,
retas sem início e sem fim.
Curvas ondulantes
dominando o espaço,
assim, por um breve momento,
suspensas no tempo
de um doce delírio.
Corpos sem medidas,
somente as formas fundidas
numa fulgurante escultura
de emoções.
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