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Ela estacionou o carro,
abriu a porta,
acendeu um cigarro.
Que lugar seria aquele?
Parece tão quieto, tão calmo...
Insólitos minutos.
O sol refletido no espelho retrovisor
convida para um passeio.
Lindo dia pra sair sem rumo.
Quem sabe tomar um sorvete,
beber um café mais tarde.
Sub-reptícia parada.
O barulho do vento,
antes suave,
torna-se quase ensurdecedor.
Lembra o motor de um carro.
Transitório devaneio.
O cigarro queimando nos dedos
a traz de volta à realidade.
Ela fecha a porta do carro,
joga pela janela o cigarro
e, antes da fumaça espalhar-se ao vento,
retoma o caminho pra cidade.
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