Ela chegou inesperadamente.
Seu olhar suave e seu sorriso doce eram tudo o que ele poderia querer naquele momento.
Ela usava uma blusa de seda branca, levemente transparente e sensual, com mais botões do que ele podia contar. Vestia uma saia curtíssima, justa e preta que insinuava seu corpo para ele.
Ela aproximou-se dele devagar e provocante e, num impulso, beijou-o na boca suavemente.
Ele mal conseguia conter-se de excitação.
Olhou rapidamente a sua volta verificando olhares curiosos... ninguém à vista... somente os dois.
Envolveu-a carinhosamente em seus braços e retribuiu com sofreguidão o beijo que ela lhe havia dado.
Suas bocas molhadas e seus corpos colados flutuavam num misto de prazer e torpor.
Ele pegou-a em seu colo, carregou-a até uma escrivaninha próxima e deitou-a delicadamente sobre ela.
Tentou desabotoar sua blusa mas atrapalhou-se com aquela quantidade enorme de botões e, num gesto de impaciência, arrancou-os todos de uma só vez.
Sentia seu sexo inchado dentro do jeans apertado e, enquanto beijava os
seios dela e a acariciava com uma das mãos, procurava retirar com a outra
aquela saia que tanto o estimulara há bem pouco e que havia agora se
tranformado numa incômoda barreira para seus propósitos.
Primeira batalha vencida, teve que envolver-se em mais outra... a calcinha. Mas esta não foi problema e logo livrou-se dela, nem chegou a reparar de que cor era.
Ela tremia de paixão e prazer, seu corpo suado, seu sexo molhado.
Ele nem se preocupou em tirar a roupa, simplesmente abriu o ziper da calça e libertou o desejo que já não mais podia conter.
Penetrou-a de início lenta... mas desesperadamente.
Seus movimentos rítmicos causavam aos dois sensações indescritíveis.
Entregavam-se mutuamente com ardor tamanho que nenhum deles jamais ousara antes experimentar.
Ele sentia seu coração bater forte e descompassado.
Foi então que se deu conta que essa batida insistente não partia de seu coração e sim da porta ao lado que ele havia deixado trancada.
Ele parou imediatamente o que fazia, congelado pelo susto e pelo ar gélido da sala.
Buscou recompor-se por um momento.
Levantou lentamente, abriu a porta, voltou e sentou em sua cadeira.
Ficou ali paralizado sentindo um enorme vazio em seu peito, experimentando ainda o gosto do prazer feito mel em sua boca.
Olhou tristemente pra ela que permanecia exatamente como ele a havia deixado: lânguida, trêmula e inatingível.
E ela assim ficaria eternamente... perdida nos labirintos traiçoeiros da tela fria do seu computador.
Ele desligou o terminal, fechou os olhos e sonhou por alguns instantes...