Incoerências


 

São intensas,
são ternas,
são loucas,
essas idéias que eu tenho.

Qualquer palavra que eu diga,
não ouça, não creia, não ligue.
A boca diz o que o corpo sente,
o corpo sente o que a boca não diz.
A verdade se sustenta por um triz.
Voz que mente,
tão somente por receio de ser feliz.

Nesse jogo de mentiras e verdades
escondem-se sonhos e realidades.
Cala-se a voz,
grita-se o silencio,
veste-se o manto da ilusão.

Doce ilusão...
Ela mesma se contradiz.
Falso e real interagem,
não se consegue definir os limites.
Misto de riso e tristeza.
Mescla de fogo e escuridão.
Sem sentido,
sem propósito,
sem explicação.

Apenas um gesto incontido,
apenas um sonho vivido,
somente uma chama qualquer
presa a um corpo de mulher.

 

 



 

Texto e Arte por Rejane (Mel) Britto�1998-2005 copyright

* esta poesia n�o pode ser copiada nem divulgada
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Ângela Bretas

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09/09/98


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