Uma voz na madrugada...
Suave,
doce
e sensual.
Algo mais que virtual...
Conversas que se trocam,
inocente cumplicidade.
Batalhas que se travam,
deliciosa ambiguidade.
O pensamento voa.
A imagina��o dispara.
N�o fosse apenas meu amigo,
n�o estiv�ssemos t�o distantes...
(apenas por um instante
deixa-me
andar
contigo?)
Pego o trem, pego a coragem.
Sigo em ti essa viagem...
Vou adiante, passo incerto,
e transpasso o sinal de parar.
Como fosse um andarilho,
galgo os degraus desses trilhos.
O conforto quase perto
e eu preciso l� chegar.
Gare 21
Esta��o final
de lugar nenhum.
Ao fundo uma m�sica do Chico
(vem... meu menino vadio...)
traz ao corpo um arrepio.
E o bom senso, arredio,
n�o se queda onde eu fico.
Um destino?
Devaneio...
Desatino?
(ou anseio...)
Longe,
aqui,
eu sinto frio...
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