dois poemas para um amor um tanto selvagem...

D
e
s
a
t
a
-
m
e

Desata-me

D
e
s
a
t
a
-
m
e

 

Traz-me o sangue...

que escorre
à míngua.
Percorre-me à língua.
Élan transitório.
Pagão território
da carne
ao pó.

 

Dá-me o corpo...

que toca,
provoca.
Mãos, pés, cotovelos,
coxas, bocas, cabelos.
Envoltos em pelos.
Atados
em nó.

 

Faz-me a pele...

que é
desintegrada.
Desnuda em espasmos,
em gozos, trejeitos.
Orgásmicos choques
desacorrentados
a um tempo só.

 

 

S e l v a g e m

 

espreita

roça

provoca

puxa

ergue

amassa

despe

chama

arranha

envolve

solta

atiça

lambuza

arrasta

morde

empurra

agrada

convida

abraça

prende

pede

penetra

balança

tira

atrai

encaixa

mela

enfia

machuca

rasga

larga

assiste

agarra

mete

transpassa

fere

sopra

geme

lambe

e mata

 

 

 

 

Texto e Arte por Rejane (Mel) Britto©1998-2005 copyright

* esta poesia não pode ser copiada nem divulgada
sem a autorização expressa da autora *

Legislação Direitos Autorais - Lei nº 9.610

 

Midi de fundo:
Lust e Dirty Woman - Pink Floyd

 

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13/03/2001


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