Meu eco  

Você,

esquina convicta

que dobro

nas surpresas

de um luar

mais arrogante.

Você,

que me esinou

a beijar as nuances

dos sonhos impossíveis,

ultrapassando a cor,

bebendo o tom,

do meu eu

em mim.

Você,

fruta de um pomar

onde as macieiras

se banham

em rios nascentes,

onde minha criança

escapa pelas frestas,

onde meus demônios

são perdoados

em festas.

Você,

que colou para sempre

o sorriso na minha boca

e inventou a coragem

na beira dos precipícios.

Você,

que uniu o dividido

que levantou o véu

que aliviou a represa

que simplificou Dali.

Você,

que hoje vive

no meu jardim,

flor jasmim,

a acordar

em eterno

o meu grito

eco.  

 
kk

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