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A Luta

Amar?!

Escolhas

Sem Título

 

A LUTA
 
Fujo do medo que me persegue;
do pavor que atormenta
a ilusão que não deixo fugir.
- Ilude-me eternamente!
Porque não poderei eu descansar no que sou?
...ou no que fui?
- E tornares-te na apatia que te revolta?
Olho o espelho e esbofeteio a face 
que ilustra a garra perdida; 
a coragem vencida numa luta desigual.
- Perdeste! E depois?
A  garra cresce,
a coragem renasce
e a face sorri!
Olho o espelho e esbofeteio a face
que não para de sorrir.
- Sim, ganhaste! E depois?
Não estarás a descansar demasiado
No que és? Ou no que foste?
A luta continua lá fora...espera-te!
Não feches o olhos...
Ainda é cedo!
- Será?
 
Wondoa - 14/03/00

 

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AMAR ?!
 
 
Mar revolto que lutas contra o nada,
contra o vazio que te agoniza a alma.
Odeias num vão sentir.
Desejas um indistinguível amor...
Amar?
Tuas ondas bailam à deriva 
num trilho sem rumo,
como quem se perdeu 
de uma sensibilidade passada
e se encontrou caída numa rocha ao longe,
esquecida com a frieza do ódio.
Amar?
Acordada com a luz calorosa do sol
tua revolta atinge o teu próprio esquecimento 
e lembra o inatingível e perturbador
esquecido de ti...
não teu esquecido.
Tu não esqueces, remóis o amor 
apagado pelo tempo
e vingas o braço por ele quebrado.
Amar?
Sim... tu amas o teu ego
ferido em tempos.
Amas a dor que te cria
a insegurança que vinga...
Amar?!
 
Wondoa - 09/02/99

 

 

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ESCOLHAS
 
Um dia...
levado já pela brisa do passado,
julguei...
uma magia condenada
à prisão do limite do sempre.
Não esperei...
por um sempre que nem sempre dura
até uma morte que aguarda.
Rejeitei a dor que um qualquer 
momento traria,
num luar de uma noite
ou num segundo de um dia.
Elegi o presente como  a subtil 
regra inerente de uma exaustão alucinada,
feliz, por omitir a cobardia do medo.
Que hipocrisia tão calmamente disfarçada!
Sonhos sonhavam com a eterna saciedade.
Almas se entregavam 
numa ânsia de querer sonhar,
de desejar dormir no leito de uma verdade 
chorada pelo próprio eu.
Julgada por lágrimas que sempre
conheceram o sempre,
mas escolheram o viver 
no limite de uma evasão fugitiva...
e sofrer a partida do sempre.
Louvadas escolhas 
que sofrem, felizes por escolher!

 

 

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SEM TÍTULO...
 
 
Sou eu que te amo...
Sou eu que te canto o nome 
numa paz tranquila ao ouvido...
que te embala numa pura nuvem
viajante pela vida.
Sim. Sou eu que te odeio...
que te grito e expulso 
do meu íntimo crepúsculo.
Sou apenas eu...
O monstro tranquilizador ou 
o anjo que se trai?
Hoje quero sonhar sozinha.
Quero sofrer a dor das chamas 
que ardem o sol e me invadem
numa desenfreada mágoa.
Quero sentir um infindo misticismo de mim
e arrepender-me...sozinha.
Quero sufocar na minha própria e única solidão
e lançar ao ar a alegria que se finda.
Sou eu outra vez...
a que te ama...
a que te odeia...
a que vive enfim
na inevitável contradição de si.
 
Wondoa - 20/05/99

 

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