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Ana) cronismos pseudo-recflectidos
Nesta tarde em que tarda em entardecer
Porque não deixo de atender à voz dos espelhos
GRANDE AMANTE... Grande amante da solidão e já velha, a nómada do amor, ora enterrada em areias de dor, como uma Deusa que perdeu a condição só amando aceita - e apenas um instante - o que breve chegando, os homens dela, implorantes, despem oferecendo o que logo dão... Contudo, assim nascem os girassóis imperadores que virando o rosto ao Astro - Rei incendeiam arco-íris ofuscando-lhe, por um grito, homologo o fulgor.... (ana) |
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TRANSBORDANDO... Transbordando da silenciosa solidão nocturna também os dias são de silêncios silêncios que habitam praças e ruas cidades de lides, presenças e movimentos!... O Sonho... tanto é a concreta realidade vivida, como esta, fantasias autóctones das noites mais cabeceadas que dormidas!... E ... chamam dor depressão e melancolia a isto, que é tão só, pela incerteza, alma que de aberta...acabou vazia!... (ana) |
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ANA) CRONISMOS PSEUDO-REFLECTIDOS O ser humano é muita coisa, consequência de tantas outras, as mesmas coisas, mas também a resultante do seu próprio modo e tempo de estar na vida. Na escala mais simples, é o que permite ser o fruto duma tão unicelular garantia da sua sobrevivência com o empenho a que o obriga. A percepção torna-se linear, o gesto rectilíneo e anguloso...e a palavra fria porque pelo fundamental serve os interesses de todo o ignorante do contraponto que permite a harmonia e a liberdade aplainada onde os trilhos são os das águias e seus voos!... É, pelo fundamental, o homem que permaneceu nas cavernas, catapultado séculos fora de modelação a fazer uma contemporaniedade anacrónica porque a participa. Quando o ser racional se esbanja nas pugnas da sobrevivência, afasta-se de tal condição para regressar um tanto a um outro ser que terá sido, quando o mais fácil era sabê-lo, outro mamífero na floresta... O homem sabe das raízes e de, com elas, ler o seu devir. Diz-se de há muito - Génesis a Apocalipse- ...e é só o instante de tais palavras que os séculos usam dos milénios, como o homem pelo todo, concreto, o tem definido... Tudo é anunciado, até com falsos indícios, antes de, pela prática, ser traduzido... ... e sabe-se lá quando, embora sempre breve...para quem o sonhar!..(o sonhar...A "mãe" de todas as guerras!...) Faz-se a catarse do espaço e do tempo e montado, flamejante, aí vai no corsel da ciência!... O homem sonha tornada possível a certeza de viajar galáxias de novos Sois; mais do que contendo...vai conservando, tragicamente, o espírito trazido das cavernas iniciais...esses que foram os seus primeiros leitos conjugais!!!!!! (ana) |
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ANSIEDADE Para acalmar este tormento que me invade e me reduz a prisioneira de um desejo de teus lábios eu preciso. O que me transcende o desejo não é nem da sua escravidão medo eu tenho. O que respeito é de teus beijos o calor, de teus lábios a maciez. A tua limitada entrega a minha sofreguidão é, que te deseja mas me controla por te querer sem te magoar. Por sonhos, extases ou pensamentos a ti não me consigo entregar. Sei que meu não serás, que nada em mim tu descobres. Não conta o impossível, conta, isso sim, cada momento em que te toco não por mando teu mas por declinação minha. Que tu sentisses, eu queria, nos momentos das minhas entregas, a existência de um sentir que controlo em mim para que perder não tenha o pouco que me dás. Cada segundo que te sinto como uma eternidade não é... É sempre menos, é sempre pouco, é sempre tudo, sou sempre eu... De teus beijos eu preciso como o náufrago precisa de uma tábua para que a ansiedade que o castiga encontre um ponto de salvação! Preciso de teus lábios com a mesma força com que preciso de me conhecer em cada momento da vida Preciso de teus beijos como de vencer eu preciso do dia a dia as negações! De aconchegar eu preciso a teu corpo meu desejo, como de vencer preciso da incerteza o tormento! Teu corpo não me dês como não me entregues tuas carícias, o íntimo do teu querer! Dá-me apenas teus lábios para eu os beijar, de encontro ao meu teu corpo apertando e liberta-me esta ansiedade que me devora que existe porque tu existes no mundo e dentro de mim!!!.....
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ASSIM COMO ME SINTO Assim como me sinto sem sentido o dia chega e, como uma força, para junto de mim a noite silenciosamente se arrasta. Assim como me sinto o dia não vem para ser alguém senão para mais um dia ser. Na penumbra da noite cada pensamento suporta a íntima revolta, a angustiante ansiedade, a recalcada liberdade a oprimente (in)certeza!... Assim como me sinto imagens de factos há como há rostos e há verbos; há recordações vividas e palavras escritas; há nervos, há remorsos como também há réstias de dor angústias e convincentes (in)certezas!... Nota: Só o imaginário pode traçar linhas e formas do meu sem sentido!... (eu)
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CARTA A MEU PAI Naquela estrela, no manto negro que esta noite é; no ponto mais longe, que estrela não é; nessa via que uma mulher sulca e no mais além; na solidão do infinito que solidão não é... e pelas forças que a regem; na força do luar que comanda mares encarpelados e limita alguns seres... pai... eu queria não compreender, mas compreendo a tua existência! Na esperança que quase em mim se apaga, na razão do meu pensamento; na afronta de meu querer, na humilhação de meu eu... pai... eu não queria acreditar mas acredito profundamente em ti!... No Sol que dá calor; no desabrochar de uma espiga; no meu caminhar pela incerteza da vida; no meu refúgio, na certeza da morte gratuita; nas cores da paisagem que descubro e idealizo, na minha consciência que procuro e construo... pai... Eu queria não sentir mas sinto o meu querer!... Na liberdade que me dão para respirar e pensar; na determinação de um poema, na recusa de um facto; na firmeza de meus passos.... pai... Eu queria não desejar mas desejo tua presença!!!
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COLAGEM "Quando (depois de tudo)" se fizer a "antologia" "virgem" "do verso" "mais que um silêncio" "tu" sentirás nas "entrelinhas" "lentamente" um "livro aberto" "seja qual for o caminho" terás o "arco-íris" do "escultor" "ainda" que "assim" "mais que a loucura" de se "reinventar" "tudo" "de cor" sentirás o "sossego" das "estrelas" ahhh como "gostava" a "bailarina" de lamber as "feridas" "quisera ser quimera"... "fosse" ela "aminah"!.. "nunca mais" "eternity teria "fecho" ...do pincel que pinto de "cor" "queria flores no teu cabelo" e em teus "lábios" e "mãos"! ana
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COMO SE DE SI... Como se de si fosse condição afadiga-se a mulher de partidas saídas que projecteis disparou em busca de talvez fazer a vida... Pois, invertida com ela tal relação fiz-me cidade igual a terra prometida esperando aqui, onde secular estou, quem a racional a queira já construída Vai e vem manso duma flutuação cais planetário de entradas e saídas, movimento que pulsátil resultou a coisa natural depois de acontecida!...
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LIVRE NO CÉU AZUL Voa alto Voa além Voa longe Voa só, voa livre livre no céu azul. Voar não quero em direcção ao Sol... que destino assim a outros pertencendo vai. Voar não quero por sobre a face das águas.... De mar em mar, encontrar eu iria do labor á angústia, a salgada lágrima a saudade vivida! Voar pela planície imensa e verde ou sobre o abismo implacável e medonho é liberdade sentir, mas perdida liberdade de querer e de amar o que se não tem! Voar livre pelas profundezas da infernal escuridão é lema que não vivo. O infinito, infinito sempre será e a noite a opção de um dia. Quero voar alto, longe e além mas na terra poisada Quero voar no céu azul nunca deixando de ser apenas eu! Quero adormecer e sonhar com algo que alto voa, voa alem , voa longe ainda que não voando só!!!!!!
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MAS AS PALAVRAS... Mas, as palavras, escravas que serão das ideias, na boca dos poetas, mesmo na ociosidade, podem de súbito tornar-se suseranas dessas mesmas ideias que pelo comum das gentes deviam servir. è que a poeta, mesmo quando deixa a sua oficina, permanece a artesã que, com igual sentido, se serve e molda das ideias, como das palavras, igualando num todo o útero e o feto, assim como a causa e o efeito, tecendo sobre todos os hinos já entoados o que melhor se diz da liberdade - Massa e energia - iniciais que desenvolvidas resolvem um presente com o anúncio e assunção da utopia que contem um futuro de que tem com a coragem, uma inteligência preocupada e razoável!... ..................... O "meu sítio" será de quem o quiser, se eleito, podendo até mesmo nele deixar-lhe o seu "toque", mas sempre, e pelo fundamental, sem que deixe de ser o sítio onde o meu eu acontece inquestionavelmente, com todos aqueles "toques" que me são próprios...Partilho o meu "sítio", mas não abdico do "meu mundo"...isso jamais... Quando optamos por um templo, nem que seja para nos abrigarmos da bátega mais puxada, fazemos a opção formal da sua religião - no caso sem atender o seu código sagrado das leis...- e, com ela, com curial entendimento, pela pseudo deusa nele acontece, sem religião que implicite estabelecida oração, e respectiva prática de sabido louvor de graça...Estar num templo de uma pseudo deusa sem da sua presença dar o sinal é uma contradição!... ............................... A escritora vive o tempo que a mulher tem para viver e a que acrescenta outro tanto, porque inventa o tempo escritor que somados acaba por fruir mas com o dobro da idade!... ............................ Como se de si fosse condição afadiga-se a mulher de partidas saídas que projecteis disparou em busca de talvez fazer a vida... . Pois, invertida com ela tal relação fiz-me cidade igual a terra prometida esperando aqui, onde secular estou, quem a racional a queira já construída . Vai e vem manso duma flutuação cais planetário de entradas e saídas, movimento que pulsátil resultou a coisa natural depois de acontecida!... ........................................... Quantas vezes não são os ideais que nos alimentam e aquecem.... nos dão resistência física e nos amortecem as quedas... nos sustentam na humilhação e na incerteza.... nos deixam ver a verdade sempre pelo angulo que nos convém!... (ana)
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NESTA TARDE QUE TARDA EM ENTARDECER Nesta tarde que tarda em entardecer... de braços apoiados nestes cotovelos desamparados aqui estou, mais uma vez, nesta tarefa mundana que é a procura de ebulição mundana!... Nesta tarde que tarda em entardecer... sinto a constante ansiedade que corrói o meu ser, a angústia que me devora e a felicidade que nunca tem um agora!... Nesta tarde que tarda em entardecer... dão-me opiniões diversas adversas e controversas sobre pensamentos corrompidos, prostituídos; dão-me a nulidade em troca da sua pseudo-validade!... Nesta tarde que tarda em entardecer... sem sentido o dia chega senão para mais um dia ser... onde se procura...apenas...viver!!!... Nesta tarde que tarda em entardecer... a caneta impele-me a escrever... (para tentar extroverter?) dor sentida, vivida e nunca ida em mim emaranhada e comodamente instalada!... Nesta tarde que tarda em entardecer... dão-me a solidão sempre como chavão.... Sim!!!!talvez tenham razão!!:: (eu)
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PORQUE NÃO DEIXO DE ATENDER ... Porque não deixo de atender á voz dos espelhos, que nem uso consultar, também para mim é difícil de entender a procura que tenho no "mercado" onde os homens vão ás suas compras do amor...Se, por uma ou outra vez posso Ter usado as armas brancas (armas de traição) que de algum modo contribuíram para tal procura, pela generalidade dos instantes do meu fazer o relacionamento, tive ausente do intento que fosse que com o amor algo tivesse a haver. Costumo mais convictamente considerar que se sou "amada" será pela negativa, pela carência do que aos homens as mulheres têm para oferecer. Vive-se muito como se fazer a vida fosse exactamente o mesmo que soprar a fazer bolas de água onde antes algum sabão foi dissolvido: podem ser tais bolas de colorido magnificente, dado que há nessas transparências emanações chegadas de ignorado arco-íris, mas constróem-se de paralelas fragilidades e, com a rotina, a breve espaço, cai a noite da frustração e é o sono que se segue alimentado talvez de sonhos, mas desprovido da substância que lhe fez, com a razão, a utilidade, o porquê 1º do seu motivo de existir... É neste mundo transitório, onde á vida de imediato se segue a destruição, é neste céu saporificado e fulvo que o meu existir mercurial e centrípeto acontece como uma presença que, pela diferença abismal, se torna insuspeitadamente hipnotizante. É assim que, pela negativa, sou amada embora desprovida das armas com que se esgrimem, por vontade própria, os duelos do amor que aliás já cansei. Compreenderão então que lhes diga que mais do que ao amor, use fazer recurso á solidariedade, embora para tanto não me obrigue a vender a alma ao "Diabo" ou qualquer um dos seus múltiplos secretários... É assim nesta paisagem artificial onde o amor é representado, que paralelamente vou amando o homem trazido do mundo (in)real que vivo, como se fosse um ideal, ou talvez, melhor, alguém que consagrei conscientemente - e quem sabe se por mera necessidade ?!- Numa utopia que persigo a dar-me uma derrota á viagem sem destino, repouso e paz final!!!...... (ana)
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