Poeta Morto

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Índice

 

A Queda do Conquistador

A Declaração de Guerra

A Luta

Coração

Meu Inverno e Outono

Só e com frio

Exaltação da morte 1

Exaltação da morte 2

Teu nome

 

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A QUEDA DO CONQUISTADOR
 
eu não sou nada
sou um fantasma
um corpo sem alma nem matéria
sou uma névoa
sou uma nuvem
minha alma passeia-se por jardins que não existem
meu corpo vive em terras que nada são
sou apenas mais um que se atreveu a amar quem não devia
agora perdi tudo

eu cavalguei
eu cavalguei por entre os homens como a morte
mas já não posso fazer
agora que te vi
quero ser toda vida deste mundo
e não posso
porque não estou contigo

eu já não posso ser a morte
eu nunca poderei ser a vida

sou apenas algo no meio
eu não sou nada
eu não sou nada
sou um fantasma
um corpo sem alma nem matéria
sou uma névoa
sou um nada cheio de nada

(sonhos)
 
Poeta Morto 2000

 

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A LUTA
 
Vida, Oh! vida que me enganas,
Enganas-nos a todos com as tuas mentiras,
Iludes os nossos olhos com uma névoa de felicidade
Quando és tristeza,
Com uma capa de vitalidade
Quando és morte.
Com a mentira que curas
Quando és dor.
Eu, naquele magnificamente infernal momento,
Olhei pela névoa,
Rasguei a capa,
Descobri a mentira,
Engana os outros que se protegem uns com os outros
não te enfrentam.
Eu não em engano,
Não me protejo,
ENFRENTO-TE.
	
enfrento-te
Agora que te descobri 
tu me queres derrotar,
mandas-me desespero e ódio,
Riposto com mais ódio e desprezo.
Chama alimenta chama,
NÃO,
Chama consome chama.
Queres que me mate?
Não o farei.
Queres que me renda?
Nunca o farei.
Queres que te esqueça?
Jamais o farei.
Levarei a minha luta até ao jazigo,
Talvez até mais além,
se esse mais além houver.
No fim tu vencerás,
mas será uma vitória sem sabor,
Pois nunca terás a minha rendição.
 
Poeta Morto 2000
  

 

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CORAÇÃO
 
Coração maldito que me cegas,
Já te declarei guerra
assim o farei.
Queres que vá procurar um amor,
Queres que a tome nos meus braços,
Queres que a beije,
Queres que me deixe levar em sonhos.
Pois não o farei,
Esse amor me fará sofrer,
Só sofrer,
sofrer porque nunca a terei.
Nunca cairei nos sonhos dela.

Esperas que me deixe enganar?
É isso?
Nunca cairei na ilusão que me tentas.
Ignorarei as ilusões,
Ignorarei os sentimentos,
Ignorarei os sonhos,
As felicidades fingidas.
Nunca mais amarei,
Nunca mais sonharei,
Nunca mais me enganarei.
Apenas terei
Dor,
Sofrimento,
Saudade falsa,
Ardor,
Abismo,
Fogo,
Morte,
Sangue,
Pesadelos.
Estes sentimentos NUNCA ignorarei,
Estes sentimentos SEMPRE sentirei,
Sé estes terei comigo,
Só estes me deram forças para lutar,
Só estes são Verdades.
só estes terei comigo...
 
Poeta Morto 2000

 

 

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MEU INVERNO E OUTONO
 
Vai-te maldito clima,
Leva este Sol e esta alegria,
Vai-te Primavera e leva toda a tua vida
Vai-te Verão e leva toda a tua alegria.
 
Vem comigo Inverno e Outono,
Tragam-me o vosso frio e escuridão,
Tragam-me a vossa morte e escuridão,
Quero-vos comigo para poder ver a vida.
 
Mostrem-me a vida como ela é,
Uma Guerra, Uma Derrota, Um Funeral
Não me deixem enfeitiçar 
Pelo manto das mentiras, da felicidade.
 
Levem esta felicidade falsa,
Levem este irreal conceito abstracto de vida
Que se mascara como uma benção divina
cegando os menos astutos,
e os fracos.
 
Eu queria-me deixar enganar
mas não posso,
Vi a vida como ela é
Uma Guerra, Uma Derrota, Um Funeral.
 
Poeta Morto 2000

 

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SÓ E COM FRIO
 
Estou aqui sentado á sombra duma árvore,
O Sol foi encoberto pelas negras nuvens,
Estou com frio.
Este frio envolve-me, consome a minha alma e declara:
"Nunca terás o calor de outra
ficarás com frio para o fim da vida,
jamais terás uma lareira onde te aquecer,
acompanhar-te-ei até ao jazigo e para além dele,
serei a tua sombra e a tua maldição"
Depois sinto a solidão a tomar-me e a matar-me:
"Ficarás sempre só ,
vê os outros com seus amores e lembra-te deles,
Eles serão o único amor que verás.
Caminharei como um peso nos teus ombros
para que não te esqueças deles,
caminharei contigo para a tumba 
e lá descansarei"
Tento ignorar suas vozes
mas eles têm razão
Ficarei sempre só e com frio
na sombra desta árvore,
porque não posso,
porque não devo,
porque não quero,
aceitar o amor e o calor.
 
Poeta Morto 2000

 

 

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A DECLARAÇÃO DE GUERRA
 
Sou um louco.
Sim, sou um louco por te amar,
por desejar mais que posso ter.
Louco?
Sim louco, enlouquecido pela loucura da razão.
Esta mente sã me enlouquece,
Deste-me conhecimentos e conceitos
Para Quê?
Deste o conceito de amor.
Disseste-me o que era e o que fazer
Para Quê?
E tu?
Sim maldito coração agora te invoco.
Ensinaste-me os sentimentos que não conheço,
Ensinaste-me a encontrar o amor e a paixão,
Para Quê?
Vocês atraiçoaram-me em tudo,
Com falsas esperanças e sonhos,
mundos felizes e encantados me mostraram.
Mas é tudo falso, TUDO !!!
Trouxeram-me a loucura,
vi a realidade,
Destruíram a minha alma.
Não parem agora.
Querem Destruir-me?
Pois Tentem.
Mandem-me Abaixo,
Rasguem-me a Carne,
Rompam-me as Entranhas,
Mandem-me de Abismos,
Façam Tudo MALDITOS.
E Lembrem-se:
Quanto mais Fizerem,
Com Quanta mais Força o Fizerem,
Estarão destinados a derrotarem-se
PORQUÊ?
Porque eu não me renderei,
Lutarei contra vocês até ao além túmulo,
Contra Trevas e contra Luz,
Contra Verdade e contra Mentira,
Contra DOR e contra Cura,
Contra tudo e todos,
por muitos que sejam
em todas as formas que vierem
Lutarei...
VENCEREI PORRA.
vencerei...? 
 
Poeta Morto 2000

 

 

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EXALTAÇÃO DA MORTE 1
 
Mostra-me um nascimento,
mostro-te uma sentença.

Mostra-me uma vida,
mostro-te uma condenação.

Mostra-me uma morte,
mostro-te o castigo.
Poeta Morto 2000

 

 

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EXALTAÇÃO DA MORTE 2
 
 
Os fracos rendem-se,
Os fortes sobrevivem,
Os outros ignoram,

No fim todos iram perder.
Poeta Morto 2000

 

 

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TEU NOME



É o teu nome 
que me percorre a mente e corpo,
Que me ecoa nos ouvidos,
desde que o ouvi.

Esse nome que não saí pelos lábios
mas pelo coração,
Ele canta-o,
Eu danço-o,
Eu sofro-o,
Eu sinto-o. 

Esse nome 
que destróí males,
que inspira artistas,
que se faz ouvir nos surdos,
que se vê em todas as coisas belas,
que me queima a alma,
que me faz viver,
que me mata,
que me faz chorar,
que me faz rir.

Esse nome
Que oiço
Nos meus conturbados sonhos,
Que oiço 
quando acordo,
Que grito quando
corro para o campo de batalha,
Que se sussurro
quando morro... 



Poeta Morto 2000 

 

 

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