Os poemas que se seguem, partes integrantes de canções, serão editados brevemente pela Banda " O KARDUME DO PEIXINHO VERMELHO", aí estão eles
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Voo sem asas pra lá dos sonhos de um qualquer mortal... Onde tudo se funde e o horizonte aniquila-se com o mundo... Numa lágrima sofrida e sentida que escorre no leito da alma... Só o nada ,o vazio, existirá, neste opaco silêncio tão profundo... Nem o tempo, nem o espaço, conseguem transpor este obtuso portal... Não há o bem, não há o mal, o universo ficou tão longe e tão perto.... Só uma vontade quase certa de saber como eu sou, sem estar aqui... Um grito mudo e surdo ecoa no meu interior, prisioneiro de si... Que me consome em cada instante, alimentando a minha homera ilusão... De conhecer todos os meus sentimentos e pensamentos que de mim brotam...
Zé Rui
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Quero ser como um electrão... Passar por aquele portão... Onde tudo é relativo... E o verbo passa a ser substantivo... É igual a MC ao quadrado, e o caos nunca está parado.... Fermião e busão dá uma infinita explosão BigBang, BigBang, BigBang azul... Tudo corre do mais quente... E tudo fica mais desordenado... E o universo expandir-se infinitamente... Mas contudo é limitado... É igual a MC ao quadrado, e o caos nunca está parado.... Fermião e busão dá uma infinita explosão BigBang, BigBang, BigBang azul... Ninguém tem a certeza na incerteza de que isto é mesmo assim... Será que teve um começo ou foi só um fim...? De algo que não teve outra saída... Se não, dar um inicio à vida... É igual a MC ao quadrado, e o caos nunca está parado.... Fermião e busão dá uma infinita explosão BigBang, BigBang, BigBang azul...
Zé Rui
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É ter cabeça e não pensar. É ter pernas e não andar. É ter asas e não voar. É ter água e não nadar. É ter tudo o nada. É não ter sitio para onde ir. E é uma biosfera condenada. Porque o Homen que não a quer ouvir. Posso sentir o infinito... Posso viver para além da morte... Mas o que estou a sentir é muito mais forte... Posso esquercer-me de tudo isto... E vivo em cada segundo um momento... Com toda a minha louca razão de ser... Porque o que eu quero é viver.... só viver!...
ZÉ RUI
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(VONTADE DE VIVER)
Choro, choro sem lágrimas. Porque este choro vem do fundo do meu intimo, mais profundo do que a minha alma. Mas não é um choro. Um sentimento da razão do ser , talvez?.. Não, é antes uma sensação de ser de estar, com desespero, com sofrimento, com desilusão dentro de mim... A fome apodera-se dos corpos e a guerra rouba-lhes as almas. E apenas o que resta, se não, as crianças e o seu ódio nelas, reflectido na guerra, dos HOMENS!... E choro, choro sem lagrimas. Porque a razão de ser é a raiva de vontade de viver... E assim choro, choro com lagrimas...
ZÉ RUI.
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Encontrar o equilibro no desequilibro da vida... Olhar no vazio e ir para além de mim... Perdido na multidão humana tão ferida... E uma onda qualquer nasce assim... Sem saber aonde vai parar... Será um circulo infinito ilimitado...? Pura fantasia para amar... E tudo isto será passado... Voo para o insondável desconhecido... Onde o universo se esconde de nós ... Com um estranho e enigmático tecido... Uma singularidade do cosmo nasce do tudo... Insignificante é o nosso cerne e é a voz... De quem a conseguir sentir no fundo do fundo...
Zé Rui
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Perdido nos oceanos da vida... Sem estrelas nem sol para me guiar... A vida é sempre uma louca corrida... Ninguém sabe onde vai desaguar... Em qualquer espaço de tempo perdido... Eu encontro o teu olhar ferido... Que me põe todo a nu... E não sei quem és tu... Ouço a tua musica na minha... Em uníssono sentimos o amor... Sem limites e sem pudor... Que só em nós continha.... Alguém que me ama... Com a louca chama... Do amor cego e ardente... Capaz de irradiar toda gente...
ZÉ RUI
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Sinto-o no fundo das minhas entranhas, escondido nos meus pensamentos que vagueiam por todo o meu ser. Sinto-o na explosão do meu olhar, encadeando tudo em seu redor, solto no batimento das asas duma ave que voa contra o vento. Sinto-o nos confins do raiar dos meus sonhos, paira no infinito da minha consciência que delimita a razão. Sinto-o em tudo e em nada, no real e no imaginário, no concreto e no abstracto. O Pulsar da Vida, O Pulsar das Estrelas. Em suma o Pulsar do Universo... Sinto-o!...
Zé Rui.
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Andamos às voltas neste mundo... À procura de sempre mais... E fugimos da realidade crua e bruta... Onde a miséria e o sofrimento alastram... E iludimo-nos com dogmas sem sentido... Que nos cegam o espirito.... E nos atormentam a mente... Porque o corpo esse, já não se sente... Ai se o mundo fosse perfeito... Aquele que trago no peito... Tanta guerra, tanta morte... É assim a lei do mais forte... Indiferentes tornarmos nós... A este mundo que é uma nóz... Não chegamos ao nosso semelhante... Mas a marte foi num instante... Percorremos toda uma vida... Sem saber se a morte é uma saída... Ai se o mundo fosse perfeito... Aquele que trago no peito... Insensível a qualquer dor e imune ao amor... E tudo o que existe é uma magna mentira?... Ai se o mundo fosse perfeito... Aquele que trago no peito...
Zé Rui
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Abstrair-me do irreal, sem ser um pouco virtual... Fantasiar o inimaginário, sem imaginar nenhum cenário... Ilusão, confusão, e tudo numa fricção.... Os corpos trocam fluídos loucos, cuidado com os outros... Sons que gemem lá do fundo, são os prazeres deste mundo... Ilusão, confusão, e tudo numa fricção.... Às vezes é só o amor ou então a cruel dor... Mas porquê que isso é assim, era um ser oriundo de mim... Ilusão, confusão, e tudo numa fricção.... Era uma vez talvez uma vida, fora do tempo e sem saída... E sem pensar somente a sentir, que a vida estar a fugir... Ilusão, confusão, e tudo numa fricção....
Zé Rui
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VIDA NO TEMPO Amanhã fica muito longe... Ontem ficou tão perto... Hoje está a evaporar-se... A vida é infinitamente pequena... Como um raio que percorre a minha essência de viver, Matando-me instantaneamente sem eu dar conta disso... O tempo não pára... E eu vou com ele... Rumo ao futuro, deixando o presente e recordando o passado.... Até um dia...Até um dia... E depois... não sei... Talvez nada.... Ou talvez tudo... Mas vivo com a intensidade do mar... Espelhando no céu sem fim a minha loucura de estar assim.... VIVO!... ZÉ RUI
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