Alguns dados biográficos
Manuel Azevedo
39 anos
Nascido em 25 Abril 1961
Gerente Industrial
e.mail : [email protected]
Índice
Imagina,
como se fora possível imaginar,
Loucos dias de vontade de esquecer...
Uma
noite Mágica com o "Clube dos Poetas Livres"
ABSURDO Ao nível das circunstâncias especiais, Não há - Visto ser impossível a predeterminação, logicamente! - qualquer oportunidade para o correcto planeamento dos efeitos. Ofenderei o intelecto de alguns ao confirmar-me como tolerante no exercício das minhas reflexões, mas - e nisto de explanações em concreto há sempre um mas - não deixarei de admitir essa minha propensão para o relaxe. Admitindo eu a oportunidade que, em alguns, predominantemente ao Sul, surge, para extravasar ideias minúsculas e preconceitos maiúsculos, sempre que lhes arremessamos qualquer raciocínio de insondável - para eles - desígnio, defendo-me agora, limitando assim o risco de ser alvo de atenções apaziguadoras, na intimidade deste enredado processo dialéctico! Sim, antes a predeterminação do que o apaziguamento. Sou detentor de um imenso legado alérgico ao apaziguamento e, em verdade me afirmo, tão só, como absolutamente indiscreto! Manuel Azevedo
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Afinal Afinal porque é que compomos imagens? Será diferente quando O formos à chegada? Enfim, sem presunção ou agaste, Respondemos sempre, de ira e de raiva, que não! Tudo o que é falso nos apoquenta, Seriedade sincera a da mentira, Loucos andamos sempre, neste sórdido logro negro, Em sentidos, já gastos, iludidos. A primeira espécie de homens, Com perenes fantasias assaltando os seus dias, Acabaram! Bêbados, em beleza tranquila, De um sol que nasceu e nunca se repete, Arrepiados! Tardia foi a compreensão da vida, Nunca mais chega a imagem, Por mim, nem sequer reflectia, Mas por mim, porra, cumpri esta viagem. Manuel Azevedo
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Amando enfim Orienta-me... Indica-me o rumo das mãos que me aquecem Indica-me o rumo das mãos que perseguem A sensação de que estás aqui. Guia-me... Que sejas o cicerone neste corpo que te pede, e queima... e arde... Determina o caminho mais lento para me mostrar que nunca é tarde. Encontra-me... Despudoradamente acorda-me todas as manhãs, Feita sol! Ama-me em todos os festins... São teus, o corpo que estremece, o seio que enrijece, a voz que se enlouquece a cada toque de paixão e - no início ou fim - quando completamente ensandecida, te tenho completamente ensandecido, dentro de mim... No horizonte, na linha dos entregues e desfalecidos, tenho no corpo e na alma mil amores, em ti, vividos! Manuel Azevedo |
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Amor... Sol Amor, sol! Quentura inquietante, poder inebriante! Tresloucada poesia, pueril fantasia, amor, sincopada paixão, dor, sol, calor!!! Sofrer sem morrer, e morrer sem dizer. Poder! Imortal e corada carta de amor! Pratos de sóbrias elegâncias e enfadada cor! Mandarins e joviais jovens em juventude perdidos, descolorido labirinto de musicas tardias, noites de sexo e desassombro, noites que passo contigo aqui, junto a min! Sem saber de min esqueço-me de ti! E tenho-te, desejo-te e possuo-te, ardente, como o sol deste amor que me consome em calor! Perdidamente!
Manuel Azevedo |
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Angústia literalmente dado como morto esse amor que sempre sentiste, como homem farpado, também exausto, colocas incêndios de vermelho em tua mente! Acabas incerto, desabas em questões subtis, reclamas para ti a vontade de uma vida feita de tantos retalhos, de uma vontade de ferro! Retirar de mundos audíveis, o silêncio, eterno, do mundo, - De estar só, sempre acontece...estar só ! Acrobáticas batalhas de um único sentido, sem sentido. Acossado pela dor dentro do mais fundo de ti. Demasiado obvia essa amargura de uma morte lenta, expressamente rígida a atitude! Que faz de um homem o ser inteiro? Não nos vale sequer a pena ficar, para ouvir de bocas funestas respostas sem significado! Reli o passado num passado recente, concluí que o tempo nem sempre existe. Penumbras das minhas recordações, sombras e recantos da lembrança, que arrasto num tempo por demais, intemporal! A bruma existe para aterrorizar a nossa consciência, é uma névoa ténue a que se instala em meu peito. Ouvi gritos ululantes em ouvidos que não conheço, como pedras, duras e de um cinzento negro, batem memórias de uma vida perdida. Até ao fim do limite, de qualquer limite, eu aprecio a vontade de dizer... Aguardem o meu pranto, quedem na esperança de um soluço, tangendo lágrimas de um espaço que criei. Enfim, num abraço letal, eu considero ínfimos os pecados do mundo, e agarro em minhas mãos a miséria desta ignorância, amasso-a e retiro dela todos os meus ensinamentos, Vivo...tremendamente, Vivo!!!
Manuel Azevedo |
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Apontamento 14 de Fevereiro de 2000 Careci da identificação dos diversos dados existentes na vida - vida estranha, intensa, comprometida! Correndo sem saber muito bem porquê, sem saber muito bem para quê !!! - Bombas... Sim: bombas, motores, relógios e mil engenhos, comandando a vida desordenada, evitando a vida, desconsertada! Num concerto ideal de voláteis desafios - Sempre diferentes estes desafios !!! Serão antes desatinos ? Desatinos de quem nunca atinou com a vida ? Será, pode até muito bem ser... Aliás, eu trazia ventos de mudança, nesta minha carga genética invulgar e poderosa. Promessas de grandes glórias e conquistas, augúrios de mil esperanças ! Mas que é que correu mal? Não consigo evitar as perguntas... Merda! Porquê tantas perguntas ? Se ao menos eu pudesse viver sem semelhante entulho... perguntas... Mas a reflexão foi, até ser interrompida pela estúpida corrente do pensamento interrogativo, sobre qualquer duvida existencial que me assaltava, aliás, que me aterrorizava! Desencontros de min comigo, ou melhor, do Eu existencial com esta terrível fome de amar... sem restrições. Ah !!! que vontade de rir agora...Amar! Uma palavra mágica... Não chegam todos os compêndios do mundo para definir esse conceito, sem duvida... exercício inútil. Num rasto de poeira de dias desavindos, os homens seguem entretidos o cultivo do "Amor" . E como o conseguem ! ... – Desde sempre o homem conseguiu sem esforço impor o seu amor ao próximo – O próximo, esse, é que não pôde fazer nada; recebe esse amor em forma de ferro e de malho e, remetido ao silêncio , amordaçado, violado, espancado, torturado e ... tantas vezes enterrado, recebe a glória do amor, resignado! Violam-se mulheres, condicionam-se crianças, traficam-se pessoas, enviam-se homens para a guerra ... Guerra - Ah !!! Isso, agora é que é uma palavra determinante! Decisiva mesmo... Pois de quê, senão da guerra, nasce esta inata propensão para o amor? Desinteressado, porra, desinteressado é o que eu estou. Escondido num recanto da vida existem todas as respostas – Quiçá Deus? Quiçá o diabo? Ou então é do homem que podemos esperar os melhores desígnios ... a melhor identificação dos diversos dados existentes na vida!
Manuel Azevedo |
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Cintilam os Corpos Cintilam os corpos, ai como cintilam ! É nos olhos, é nos gestos, é na forma de amar, é na alegria, é no sono, é na forma de acordar! É na cama, é no quarto, é no silêncio de estar! . É como quando tu me chamas enquanto te descubro, é como quando tu tremes enquanto eu te possuo... É como estar num céu de muitos sois, é como estar só bem! Manuel Azevedo |
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Fotografia Olhando a tua fotografia - Será o sonho? - mudo e só, Numa complexidade extasiada me inconformo, Espreitando um canto da minha alma, pobre, Sinto uma imensa saudade e resolvo sem motivo nenhum Libertar esta fome insaciável que tenho de Ti ! Sou apenas um homem adverso, um ser humano travesso, Um pilar de hediondos pensamentos, decrépitos e sangrentos, Demasiados fumos e licores torturando racionalidades e Convencionais estereótipos do meu comportamento!!! Pensava de min diferentemente até ao dia D universal. Caíram ideias e desideias, em mim se abriram clareiras, Rotação esmagadora do meu coração, gorando expectativas De amor e em raiva encalhadas, desbravando terra e mares, Dando-me forças para morrer inteiramente decidido , e Tu, Sem momentos especiais, gravaste em mim mil imagens. Pormenores, sim, e sem importância alguma, amorfos, Colhidos de surpresa nos meus pensamentos impunes, Perduram girando incessantes e desafiando o tempo, Numa confusão de tempo intemporal! Não há mais madrugadas, Não há mais nada além de ti - Queres, por favor, ficar quieta? Não é possível desacreditar, pois se Tu própria me extinguiste, Exangue, em teus braços imaginários caído e inerte, Esquecido de mim, esquecido das horas, lutando contra o vazio Imenso de breus e névoas, nesta minha triste sorte de estar aqui, Sem ti a meu lado, fazendo a minha vida num enjoo perpétuo! Olhando a tua fotografia - Será a magia? - Principio e Acabo, Remetem-me sonhos e imagens, da lascívia ao amor imenso, Promete-me um viver encantado e sem palavras, não existem mais Palavras para falar de Ti! Apenas ilusórias e conturbadas emoções E paixão que floresce em cada minuto que passa, Amo-te! Manuel Azevedo
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Ignorância Insalubre Normal, intemporal, fantástico... Obtusos, paradoxais, gritantes confusões! Em pleno uso de incontidas emoções, Planeamos juntos incapacidades diversas. Num perpétuo movimento de retorno Consideramos certos, certos caminhos. Revoltamos revoltas amaldiçoadas, Empunhamos armas jamais utilizadas, Perdemos! A solidão é uma barreira intransponível, Sequências obscuras, Vaivém terminal, condição fatal. Ao contrário, pensamos que sabemos pensar, Iludimos as mentes, iniciamos sempre pela nossa; construímos edifícios sobre provisórias escoras, Empenhamos as almas por nada... Convencidos do fim caminhamos para o principio. Esta vertigem de viver, aflitos, Na orla de um precipício. Cantemos, Afinal, nunca fomos nada! Manuel Azevedo (30/03/2000)
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Imagens Mil imagens de uma mulher que sonho! Perdidas, escondidas na minha imaginação, sei que de homem tenho horrores, lascivos pensamentos, desejos incontidos, mas...imagens....mil imagens de ti, trago, encantado! Imagens, são tantas, tacteando em minha mente, batendo à porta das minhas sensações, rendidas ao sonhar das minhas ilusões! Imagens, redondas e bonitas, arfando e arqueando o corpo, sentindo a falta, em carência, das caricias e dos abraços, da mulher que vive em mim, mas que nunca está presente! Imagens, são mil imagens que adivinho, de um corpo que devia beber, que devia beijar e apertar contra o meu, que caberia a mim tomar, uma e outra vez, seguidamente! Imagens, tão tarde para viver com essa "imagem" !!! E ficar só...lembrando paisagens de um vale de vivos, em neves e geadas de um corpo procurado, de um corpo nunca encontrado, um corpo só imaginado! Imagens, que tenho de ti...perdido em recordações, de mulher nunca imaginada! Manuel Azevedo
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Leituras Leituras Ilustramos o pensamento e a nossa reflexão, quieta, Embrenhados em leituras diversas, conversas... Livros de inumeráveis fantasias, universos de palavras, Frases construídas de dentro para fora, Ideias encontradas de fora para dentro! Como se um rumo existisse, Como se o fim fosse próximo, Assim como quem nasce da morte do tempo! Ilibamos a alma dos nossos tormentos, Barricamos a nossa doçura, iludimos, brindamos, Arremessamos amores mal sentidos, Num frenesim de não sermos capazes, Nada nos importa... Nem os livros, nem sequer a cultura, Que interessam palavras, Se falamos apenas do Nós ? Sem fim, embrenhados em leituras confessas! Manuel Azevedo |
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Loucos dias de vontade de esquecer... Loucos dias de vontade de esquecer... Loucos! . Paradigma de uma vida....tratados! Pianissimamente eu te digo o que sei, sem saber nada. Perdi segundos e anos... Perdi vidas, por não sentir nada! Querer ser de alguém, tirar de alguém...esmoreço! Será que as noites ainda são minhas? Será que são? - Pergunta mortal, portal de uma vida que corre, sem fronteiras de mim, sem turnos de ninguém! Gostaria de passear em antros de ilusão.... Não passo nunca para além do sonho, pois do sonho perdi a esperança, Entrei em perseguição de uma alma que se gera em cada momento, que se esmera em cada espada, que consome carnes lentas e tenras, que atravessa corações! E perdi ! - Ele sabe o quanto perdi, Como me enganei tantas vezes, O quanto te perdi! Prefácio de uma vida prometida, encaro a morte de frente, e não tenho frente para oferecer a nenhuma das mortes. Enlouqueci. Mind
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Arvoredos Por caminhos de arvoredos ermos, solidões e canções em flores e trevos, perseguindo paisagens de ilusão, encontrei de mim o poder de te afagar! Agarrei no ar os falcões de prata, juntei dentro do peito as ermidas e tensões, afeições terrenas de isotéricas perguntas, resvalei no medo, entre ermos arvoredos, falhei os sentidos no sentido de te ter, amei o próximo, que o próximo me falhou, me tratou de tudo e em tudo me venceu! Convencido, por fim, entre vegetação e crises, olhei para dentro de mim e fiquei, pasmei, nesta indomável vontade de te desamar, outra vez, sem beleza nem resposta, quedei mudo e absorvi os cheiros dos cabelos, que crescem nas arvores dos meus amores, deslumbrei-me no olhar do olhar que me deste, ontem, num mundo em que os mundos se fundiram, num mundo em que se confundiram, com o mundo realizado só para nós! Manuel Azevedo |
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brincar... brincar... sobrevoar um sonho de aventura, num paraíso leve como a luz, num inferno de prantos e coretos, de livros encantados e correctos, sem tiaras nem anéis nos dedos ágeis que amassam trigos de suor e de magoas! brincar... lúdicas perseguições, ficções e mística alcatrões e betão na terra ocre das viagens em estradas que nunca vi em florestas virgens desonradas pela miragem de um "puto" que ri! brincar... andar á margem nas margens de um rio santo, expirando prazos de prazeres, recorrendo a insólitos afazeres manchando as tardes dúbias de domingos eternos! brincar... Ai! Como adoro eu, Brincar! Manuel Azevedo |
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FENECI Tratemos agora de conhecer um pouco do nada, iniciemos o processo de tratar um nada de pouco! Façamos de conta que somos homens, enjeitemos o facto de não termos corações, iniciemos canções, bramindo arremessos e paixões! Retiremos da vida o sopro de um suspiro alado, bailemos sentados numa lua de cristal e névoas, com os nossos olhos , já enevoados, pairemos! Retirar lições de lições estudadas, aplicar em nós um estado de extrema pobreza, confundir a pedra com a delicadeza, e com a certeza da nossa confusão! Partir sem nunca deixar nas costas despedidas, chegar sem procurar nem silêncios, palavras, ou morrer! Tédio infinito em infinitos contrários, realizemos que somos nobres, reis ou mendigos, mas nunca ser! Perguntar porquê e ainda a fuga da resposta, reposta em tríades de maldizentes parcerias, amigos, grrrrr!!!!!!! Grotesco pensador, amigos paridos, como num parto sem dor, não sentir o filho, não sentir o percalço, partir o mundo! destruir o Ser! Que tristeza imensa me está a acontecer, Descobri-me....e sem grandeza..., feneci!
Manuel Azevedo
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Poesia incompleta Um pensamento apenas, fugaz e duradouro.. em imagem... um fetiche talvez... uma sorte ou uma ilusão, um rochedo, o mar, mansidão, trovoada de um pensamento simples. Ocasiões de amar E, talvez, desencontros de nunca te encontrar, quem sabe ? Luar de uma ultima primavera, sentimento de cores e almas lindas que tocam corações de mentes quentes, esperando que entrem ideias de mil desafios, aguardando que a noite nunca acabe. Bebendo palavras, guardando emoções, atravessado por espadas de dor, crisma imenso de penas e selvas, portentosa alegria de um choro arrancado! Mundo livre, mundo de tantas loucuras! Sorver a paixão.... esquecer! Manuel Azevedo |
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Oceano Sempre que me olho um oceano eu prevejo, Em futuros alados eu me procuro, em iludidas partidas eu perduro! É de Ti, talvez, que recebo instintos, É de Ti, talvez, que sigo mares imensos, Perguntas nefastas, porque fazem sangrar de impaciência, engenho fatal, o meu coração! Precisaria muito mais do que isso, muito mais do que de mim próprio, para pode calar, restar aqui, resignação, sempre calado... Qual oceano de vontades e desejos, sempre aconchegado a todas as praias, sem deter palavras em nenhuma! Talvez em azul de céu e verde de mar, que é ciúme imenso e esperança, envolto em panos brancos de paz imensa, eu me quede, finalmente brando, agora que disse o mar que trago na alma! Quietude interessante esta, que me apraz... Será que Sim? Talvez um Não? Que me interessa? Eu já disse! Manuel Azevedo |
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Reinventando Bem...só reinventando das partes que tenho de mim, relembrando passagens dos pensamentos que me agitam, agitando poemas que regressam em borbulhantes transes de mansidão, agitando esta alma que , louca, se apaixonou! Talvez se eu for forte, perdendo este norte que tanto tempo, sim, milhões de microsegundos estupefactos, me disseram verdades que nunca se conseguem, talvez se por mim, olhando directamente os olhos de quem não me olha, nem sequer me olha, se me perder nesses abismos, !!! baptismos!, ocres e sentimentais, possa constituir um preenchimento unilateral, de um vazio que nunca existiu, mas que, ainda assim, senti! Tentaria até escrever poesias e milagres, tentaria até chegar a vós, queridos desamigos da minha santa ignorância, mas perdi a fala, mas perdi o senso, simplesmente desisti de mim, por amor a mim próprio! Glória e Paz ! Bonomia sentida, enquanto me observam impostores, daqueles que não cobram impostos, mas me arremessam a sua vontade de ser mais do que eu! Esquecido das horas, olhando os meus dedos sujos de nicotina antiga, maldigo a minha fadiga, mas bendigo a minha vida! É bela...pois....claro.....sem ser minha, tenho em mim a lua! Manuel Azevedo |
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Sentir Ahhhh!!! como é bom sentir, como é bom , com os cabelos ao vento, deixar entrar e sair...essa loucura...sentir! . Sentir, beber emoções, em todas as nossas ocasiões, evitar ficar sentado, deixar de estar acordado... e , simplesmente, sentir! . Demorar mais um bocado, recomeçar abraçado, nas névoas do nosso agrado...olhar, parar e...sentir! . Sentir, também é como um bocado de nós que se enrola, como a vida que se passa e se desenrola, como um todo ultrapassado, e um mundo evitado! . Sentir, pequenez e altivez, talvez ser um pássaro ferido, de olhos apagados, na mão, que é nossa, pousado, viver feliz e...sentir! . Mas, para então ficar arrepiado, de não gostar de estar calado, de estar por uma vez mordaz, traz-me a paixão do silêncio...e deixa-me...só...sentir!
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Ser água Ser-te de mim como a água Devia ser como a água, despertar liquido... como a água do mar ou de um rio, ou como um fino deslizar de uma lágrima! Devia ser água....devia ser fluido... dar-te um mundo de oceanos e prazeres, dar-te um curso de lianas e "morreres"...de amor...em águas de profunda lentidão, num amor que surte efeitos de mil turbilhões, que ganhamos sem ter que comprar nada...! Só por olhar para dentro de nós, nadando em perdidas praias de vontades de nos termos sós! Água, devia ser só de água....e fazer-te bem, cada dia fazer-te perder em mim, esquecer o vazio....preencher corredores de sentimentos e chorar, alto, contigo....em luas de água e...Amar! Pois não... adoro-te emocional adoro-te passional adoro-te perdida em mim, comigo dentro de nós ... adoro-te quando te despes, adoro-te quando te emprestas adoro-te quando te entregas e dás! adoro-te! Deixas-me sem ilusões... Roubas-me as emoções.. E, pior...deixas-me sem paixões, entregas-me aos escolhos das solidões, retiras-me, de mim, aspirações, e...por fim....rasgas as entranhas de um coração que inventa, mas não mente! Manuel Azevedo |
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Subtil Parei, sim, obrigado a parar Pela figura néscia da minha ignorância; Senti a brisa gelada de uma pequenez fantástica. Nas veias, o sangue deixou de jorrar, vermelho, Em azul de gelo parti a minha vida. Olhei o mundo do alto de um monte, Assustado, recolhi imagens, parei! Nunca fui importante, nem sequer para mim, Deveras, gostava de ser importante, pois! De uma importância essencial Alimentar um sopro de arrogância, Enfim, estar! Sempre quis estar, Nem que fosse louco! Manuel Azevedo |
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DESEJO, UM DIREITO Seriamente. Reflectindo cândidos pensamentos de Ser, exprimindo emoções de viver, actuando sobre um mundo estreito que espreitamos ao redor de nós, sentimos vontade de ter; ter, um acaso de impossíveis dimensões! É vedado ao homem possuir a posse, ela própria, a posse. Nos anais da experiência humana, detentores de tudo, povos e grupos, nunca tiveram verdadeiramente nada. Na morte deixam ficar tudo para trás. Apenas, sem mérito, levam sempre muito tempo, tempo imenso, Até ao convencimento da sua condição de não serem nada! Não ser nada, não ter nada, dois conceitos, uma só realidade! Na luta incessante pela detenção de algo, nessa gula de possuir, O homem inventa, por paradoxo, um valor novo e intangível, Um Direito! Um direito novo, democrático, de todos, e todos, erguem bandeiras, de repente, numa luta vã... Vamos lutar pelos Direitos do Homem! Seguindo uma praxis colectiva de modernidade resoluta, de repente tudo é direito do Homem... Desejar automaticamente se converte em direito ao desejado! Desejo aprender, direito de aprender, Desejo escolher, direito à escolha, Desejo falar, direito à liberdade de expressão, Desejo amar, direito ao amor, Desejo ter, direito de propriedade. Por momentos, somos levados a pensar que, à mínima expressão de um desejo, exércitos inteiros se levantarão, países em fúria de multidões enlevadas, lutarão pela aquisição de um novo direito. Desenganem-se os incautos, apenas restará, ao homem, Não Ser nada, não Ter nada! Na morte, ficará sempre tudo para trás... Manuel Azevedo |
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Imagina, como se fora possível imaginar Imagina, como se fora possível imaginar, que eu te podia agarrar agora. Imagina que os meus olhos, com lágrimas de alegria, te olhavam, fundo, nos teus olhos, te gritavam como eu te amo! Imagina, como se fora possível imaginar, que os meus lábios procuravam os teus, agora, num beijo sem principio nem fim, num beijo que sai cá de dentro, num beijo que mata e ressuscita. Imagina, como se fora possível imaginar, que eu te enlaço em meus braços, num abraço seguro e forte, num abraço de quem só pode porque ama, num abraço quente como a chama, do amor que sinto por ti. Imagina, como se fora possível imaginar, que as minhas mãos te tocavam agora, te percorriam o corpo, te palpavam, te faziam delicias, enlevadas em profunda ternura, subindo e descendo o teu mundo, esse corpo lindo. Imagina, como se fora possível imaginar, que eu estava aí, te possuindo, te amando, te fazendo mil amores, te enlouquecendo, te seduzindo, te prendendo, te deixando sem fôlego! É imagina só minha boca em tuas costas... a quentura de meu respirar, juntinho à pele, aspirando o teu odor. Imagina como eu, arqueando o meu corpo num amplexo de loucura por ti, te faço amor! Imagina como eu te olho, fixo e admiro, num olhar tonto de dor. Imagina só como é uma primeira vez, em todas as vezes que eu te tiver. Imagina como eu vou ficar sem fala, numa afonia arfante e de milhões de desejos de ti! Imagina como me vais dar prazer se me deres amor. Imagina-te em mim, com tuas mãos, teus abraços, teus pedidos de mais.... teus gemidos irreais, teus gritos, teus ais... Imagina só, imagina! Imagina teu beijo em meu corpo qual trenzinho maluco, passeando em mim. Manuel Azevedo |
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Loucura de Ti Loucura de Ti, De te deitares comigo no chão! Te deixo sem fôlego, te arranco gritos, suspiros, ais, e...é bom que gemas é bom que me mordas, é bom que me enterres as unhas, é bom que me agarres com força, é bom que me digas que é bom, é bom que tu abras a boca e que cales os gritos....fundo...enquanto tremes! É bom que a luz pare quieta enquanto...tu me fazes amor. É bom que a vontade se vá, que a voz se cale, rouca... é bom que todos os minutos contem é bom que ao meu tocar desfaleças e, sem força, te entregues, só sentindo, só deixando que eu te coloque uma "marca" ..de mim Mind |
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MOMENTOS Momentos, emoções conseguidas, suadas, erguidas. Mãos que se agitam em frenesim, mexendo corpos e rolando mentes! Momentos, turbilhão de coisas, cérebros enevoados, lágrimas que tiram de nós, o melhor dos outros! Momentos, pequenos atalhos de escassez, problemas de não ter que te ter outra vez, confusão, desilusão, ou amor? Será?...quem é que espreita, na estreiteza da minha paixão, quem me deixa? Momentos, reuniões, pensamentos efusivos de uma vidrada poesia, elevada atenção e sempre penosa ousadia, de amar.....assim...outra vez! Momentos, são aquilo que temos....nada mais...só momentos, só para nós! Manuel Azevedo PRESSINTO Pressinto em ti outra vez a mulher, pressinto dores e cores, pressinto que te adoro! Pressinto em ti presenças e sinto em mim tendências, de te utilizar! Como adorava ter em ti, de ti, o usar, o usar das coisas simples, de que se fazem quadros, com amor, de amor. Com miragens de sonho, acordado em mim te vislumbro tensa, esperando por mim, nos recantos da noite, suspiras! E tens que me ter junto a ti. Fazemos de nossas coisas, apenas coisas de nós, para sempre! Ficando em mim, num pensamento pesado, a saudade de nunca te ter conhecido, a saudade de nunca te ter tocado. Pensado e enlevado em mim, relevando positivas conversas , num sentido erótico e fatal, com mulher acidental, que perdura e fica; saudades de ti, que não te tive nem tenho, mas que te adivinho... sempre nas palavras de mulher, que és MULHER! Manuel Azevedo FAZ-TE Há tantas formas de amar, nunca te dividas - faz-te inteira! Faz-te mil vezes feliz, de estar contigo, refeita de um susto de amor, desfeita numa cama jamais feita, fica, sem pranto, e delira comigo ! Faz-te feita e enorme, sem pensar nunca em mim, sem ti! Faz-te clara como a noite em noites sem fim. Princípios de cor na penumbra de um sonho, Repetido, escondido! Faz-te precisa como quem precisa de mim! Faz-te minha entrega-me toda a tua luz, Oferece-me, como rosas em regaço de uma santa, a candura da tua certeza. Faz-te querida, ama-me, e nunca te enganes, porque eu nunca me enganei! Manuel Azevedo Fusão Sejamos francos, não vivemos! Apenas sustentamos ramos. Somente nos temos em raízes de profundidade duvidosa e somos caule que desponta em cada primavera. Apesar da cor dúbia das nossas pétalas, apesar de tudo vivemos e sentimos o doce odor da terra! Em cada dia que desponta equilibramos pensamentos nos finos arames dos sentidos e sentimos o gosto dos desgostos que vivemos! Com as lágrimas que retraímos dentro do peito derretemos o gelo das nossas emoções, enfrentamos o flagelo dos nossos corações dementes! Buscamos bálsamos nas palavras, parimos! Pensamentos insanos invadem-nos, incidiam-se como mortais serpentes ou medusas desconhecidas; mas por fim, apenas o desespero resta, despojado! Ficamos nus, num estado imaculado, sem princípios, sim que ao homem são dadas mil vidas sem principio, retirados finais de uma mente que chora... de uma mente que te adora... Vida! Mind Brightness Sirocco
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POESIAS (2) Reflexão ligeira Perdido em cogitações, c'um copo de cognac na mão, fumando, olhando o mundo de uma janela alta de montanha. Riachos de palavras, veias de ideias, narcísicas situações e veladas confusões! Vejo em mim um novo acabar de horizontes longínquos, clarifico desideias, com a facilidade com que as desclassifico! Dou-me, encontro-me e perco-me, contigo aqui ao meu lado, longe, tão longe quanto o pode ser o desconhecido, e encontrei-me, enquanto te esperava, num limbo despertando! PEREGRINAÇÃO Quantas palavras calcorreei enquanto, parado em esquinas de tédio, pensava na caminhada fina de um pensamento perdido! Parecia-me que o mundo acabaria se eu me movesse, parecia que o inferno acabaria se eu me desvanecesse, desapareciam os pensamentos à velocidade de uma luz que se apagava. Cada filtro novo que eu inventava, empederniam os corações que eu tinha, olhando! Para ti despertei de vez! Trazia no ventre do vazio da minha mente, uma filha cheia de gloria, a imortalidade de gostar de um universo teu, cruzado com os universos que nunca se cruzam, e sempre se apartam, deixando a mim, por pena e condolência, uma indigência própria da minha loucura! Perdoa-me as emoções, mas sempre, sem parar, clarifica a minha vontade de razões e mata-me! Mata-me com o perfume de uma perfídia implícita, Repele-me pela perfídia de um perfume inócuo ! Odeia-me e trata-me como um não ser, mas, por favor, nunca me ignores!
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Ser maior do que os homens Ser maior do que os homens, como dito pela nossa querida poetisa, é um desígnio ao alcance do muito poucos. Objectivo, só por si, acima da mera dignidade. Jesus, passados que são 2000 anos desde o tempo do seu ministério, apontou o caminho para sermos maiores do que os homens, quando explicou que poderíamos substituir toda a espécie de mandamentos por um só : o mandamento do "Amor" !!!
Manuel Azevedo |
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Uma noite Mágica com o "Clube dos Poetas Livres" Turbilhão, fascinação, Loucura de uma noite em sereno Agosto, de Verão! Procurando ideias de mim, entrei e dei-me ! De te encontrar, Felicidade anil, Mistério de ti lua , imensa lua! Fizemos de um conto um enorme ponto, De confrontos e encontros sempre eternos! Velocidade da luz, povoadas mentes estranhas e amigas, Inimigas do tédio e da morte, Imagem, mil imagens de nós. Há palavras sem rosto mas com nome, Do altaneiro algoz, sinto as palavras com dor, Sensual e físico encontro com um Sir de palavras lúbricas, Doce ritmo de sussurros em amor de uma flor, bela, Que espanca e reluz. Nerudiano amor como fonte de mistérios e segredos desvendados, Finalmente...Acabando fins intermináveis. Manuel Azevedo |