Afinal
Afinal porque é que compomos imagens?
Será diferente quando O formos à chegada?
Enfim, sem presunção ou agaste,
Respondemos sempre, de ira e de raiva, que não!
Tudo o que é falso nos apoquenta,
Seriedade sincera a da mentira,
Loucos andamos sempre, neste sórdido logro negro,
Em sentidos, já gastos, iludidos.
A primeira espécie de homens,
Com perenes fantasias assaltando os seus dias,
Acabaram!
Bêbados, em beleza tranquila,
De um sol que nasceu e nunca se repete,
Arrepiados!
Tardia foi a compreensão da vida,
Nunca mais chega a imagem,
Por mim, nem sequer reflectia,
Mas por mim, porra, cumpri esta viagem.
Manuel Azevedo
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