Poema do Dia

MRMIND

Afinal

Afinal porque é que compomos imagens?

Será diferente quando O formos à chegada?

Enfim, sem presunção ou agaste,

Respondemos sempre, de ira e de raiva, que não!

Tudo o que é falso nos apoquenta,

Seriedade sincera a da mentira,

Loucos andamos sempre, neste sórdido logro negro,

Em sentidos, já gastos, iludidos.

A primeira espécie de homens,

Com perenes fantasias assaltando os seus dias,

Acabaram!

Bêbados, em beleza tranquila,

De um sol que nasceu e nunca se repete,

Arrepiados!

Tardia foi a compreensão da vida,

Nunca mais chega a imagem,

Por mim, nem sequer reflectia,

Mas por mim, porra, cumpri esta viagem.



Manuel Azevedo

 

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