3. Poder de parada no Brasil
Em nosso país, até onde sabemos, não há estudos sobre o poder de parada de munições nacionais. Natural, portanto, que os autores se valessem da experiência norte americana e desenvolveram índices próprios para a obtenção de um índice de poder de parada. Por exemplo, o campo de provas de Marambaia, no Rio de Janeiro, estabelecimento de testes do Ministério do Exército, em 1982 fixou o valor de 13,6 quilogrâmetros (kgm), baseado nos estudos de Hatcher, como sendo a energia capaz de deter um homem, por ação do impacto, mesmo não o atingindo em um ponto vital. [1] É um valor teórico de referência, não tendo nenhuma utilidade prática como critério para a escolha de munições.
Não há dados oficiais, mas a experiência mostra que as munições de fabricação nacional, em sua maioria, não funcionam bem, ou não expandindo corretamente, ou não penetrando no corpo do oponente a profundidades consideradas válidas para a obtenção da parada imediata, ou apresentando problemas diversos. A pouca variedade de projéteis oferecidos pelo mercado nacional também é um fator de preocupação, em especial aos órgãos encarregados do cumprimento da lei.
A tabela a seguir ilustra o resultado de testes efetuados em pistola semi automática no calibre .40 S&W, na qual foram utilizados um cartucho padrão de fábrica nacional (CBC) e um cartucho de última geração e alta performance, não disponível no Brasil, a Mag Safe. A diferença nos resultados foi grande, como pode ser observado.
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Munição |
Carga |
Projétil (gr) |
Vel. (f/s) |
Pressão (psi) |
Energia (joules) |
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CBC Mag Tech |
Std |
180 |
943 |
25.000 |
287 (boca) |
|
MagSafe |
Std |
84 |
1.800 |
37.500 |
820 (boca) |
[1] O "quilogrâmetro é uma medida de força, e não de velocidade. Um kgm é a força necessária para mover 1Kg pela distância de 1 metro.