direcção de fotografia Rui Poças

 

 

“O Fantasma”

 

Para o meu trabalho, o grande desafio de “O Fantasma” prendia-se com a ideia de, por um lado, explorar uma certa ideia de crueza (numa história sobre o desejo) e, por outro, tratar a figuração da qualidade de fantasma que o protagonista do filme vai encorporando ao longo da história, até ao paroxismo de se fundir com o próprio escuro da noite.

Grande parte da história passa-se durante a noite, maioritáriamente no exterior, e desde cedo um dos pontos de partida do ponto de vista fotográfico foi o de respeitar a iluminação natural de Lisboa, o que me levou, a mim e ao João Pedro Rodrigues, a um intensivo trabalho de preparação do filme, particularmente na escolha dos décors (e na forma de os filmar). De certa forma, trabalhar sobre os limites da visibilidade, não só no sentido figurado, como no estritamente objectivo, e mesmo técnico, foi uma constante nesse filme.

Rui Poças

 

 

“O Fantasma”

realizador : João Pedro Rodrigues; df : Rui Poças; assistantes de cam. : Vitor Nobre, Tote Navalon, Maria João Shreck; maquinista : Manuel (dos Cavalos) Ramos; etalonagem : Dora Rolim.

versão francesa do cartaz

(ver resumo da crítica internacional)

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