A Idade Média

Arte Muçulmana
Herdaram o estilo paleocristão bizantino com vagas lembranças helenísticas
e romanas e as tradições artísticas da Pérsia. A Arábia pré-islâmica só
contribuiu com sua bela escrita ornamental.
Não
tinha arquitetura ornamental e as imagens esculpidas dos deuses eram proibidas
por Maomé.
De
início o islame não fez nenhuma exigência às artes plásticas ou à
arquitetura. No decorrer dos cinqüenta anos seguintes à morte do profeta, o
lugar para a oração tanto podia ser numa igreja cristã como numa sala persa
de colunas, ou até qualquer campo retangular delimitado por uma cerca ou fosso.
O único elemento comum entre todas estas mesquitas improvisadas era a marcação
da Qibla ( direção de Meca, para o qual os muçulmanos se voltam para rezar )
onde se destacava uma colunata ou encontrava-se apenas oposto à entrada.
Os
islâmicos no fim do século VII, depois de fixados nas terras conquistadas,
começaram a erguer mesquitas e palácios em grande escala simbolizando seu
poder com a ambição de ser superior a todas as edificações pré-islâmicas
em tamanho e esplendor.
Esses
primeiros monumentos da arquitetura muçulmana não se conservaram sob a forma
original. O que conhecemos do seu traçado e decoração revela que eles foram
criados por operários reunidos do
Egito, Síria, Pérsia e até Bizâncio, que continuaram a praticar os estilos
que tinham cultivado. Só no decorrer do século VIII definiu-se uma tradição
islâmica própria.
A
Arte Muçulmana do Oriente
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A Grande Mesquita de Damasco
Erguida entre 706 e 715 no recinto de um santuário romano, tinha as
paredes cobertas com mosaicos de vidro de origem bizantina. Encontra-se também,
paisagens e perspectivas arquitetônicas enquadradas por orlas ornamentadas
sobre um fundo de ouro.
As
tradições antigas se mantiveram com mais vigor nas províncias do Próximo
Oriente bizantino que na Europa. Realizado pelo califa Al-Waid com o objetivo de
não deixar os muçulmanos rebaixados perante as Igrejas.
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O Palácio de Mshatta
Hoje situado na Jordânia, a data do grande palácio de Mshatta tem sido
muito discutida, pois o estilo da decoração da fachada é inspirada em várias
fontes pré-islâmicas. A decoração rendilhada e o caráter dos motivos
vegetais recordam vivamente a ornamentação arquitetural bizantina, e as
variantes na execução indicam que ela se deve a operários recrutados em várias
províncias das antigas regiões bizantinas do Próximo Oriente Médio. Há,
também, uma notável influência persa, aparente nos leões alados e outros
animais místicos semelhantes aos dos tecidos da ourivesaria sassânidas. O
enquadramento geométrico de ziguezagues e rosetas, repetido uniformemente a
toda a largura da fachada, sugere um gosto pelos motivos simétricos abstratos,
características da arte islâmica.
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A Grande Mesquita de Samarra
Realizado por Al- Mutawakkil, 848-852, é a maior mesquita até hoje
construída, aonde notamos apenas um retângulo com o eixo principal orientado
para Meca, ao Sul. Contém, também, um pátio rodeado por neves ou galerias
laterais que conduzem à parede da Qibla, cujo centro está marcado por um
pequeno nicho, o Mihrab, do lado oposto vê-se o Minaret, uma torre de onde os
fiéis eram convocados à oração pelo grito de Muezzin. A superfície
ultrapassa os 38000 m2, mais da metade desta área estava coberta por
um telhado de madeira apoiado em 464 suportes desaparecidos juntos com os
mosaicos que cobriam as paredes.
A
Arte Hispano- Mourisca
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A Mesquita de Córdova
Edificada sob Al- Mutawakkil, sua planta segue os iniciais traços da
Mesquita de Samarra simplificados, mas com naves apenas do lado da Qibla. Com o
decorrer do tempo a mesquita foi aumentada pelo prolongamento dessas naves.
Estes sucessivos acréscimos mostram a grande flexibilidade das plantas das
mesquitas primitivas, que permitem quadruplicar o tamanho do templo sem o
afastar do plano inicial. Na entrada nos deparamos com um grande corredor de
colunas que nos guia até à Qibla. O santuário era coberto por um telhado de
madeira (hoje substituídas por abóbadas) assentados por arcadas duplas. Os
arcos inferiores são em ferradura, forma presente em edificações pré-islâmicas
do Próximo Oriente, mas que a arquitetura muçulmana se apossou.
Podemos
encontrar este mesmo princípio na Capela de Villaviciosa, 961-965, uma câmara
abobadada a norte do Mihrab, arcos lobulados em três filas sobrepostas,
entrecruzados de modo a formar grilhagens ou bandeiras ornamentais complexas. A
abóbada revela ainda, oito arcos, ou nervuras, cruzando-se em várias direções.
É
um estilo tipicamente mourisco que chega ao máximo requinte no Palácio da
Alhambra, em Granada, a última praça forte dos muçulmanos na Península
durante a Baixa Idade Média. A parte mais rica, o pátio dos leões e os
aposentos em redor, foi construída entre 1354 e 1391, onde as colunas tornam-se
esguias, suportam arcos peraltados, talhados em paredes que parecem teias de
aranha. Nas superfícies interiores encontramos a mesma renda de arabescos
decorativos, realizada em estuque ou azulejos delicadamente coloridos.
A Arte Turca
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Madrasah do Sultão, no Cairo
Criado na Pérsia sob a dominação seldjúcida, no século XI, este novo
tipo de mesquita mostra a crescente preponderância do elemento turco na
civilização muçulmana.
Um
dos maiores exemplos de Madrasah é o do sultão Hasan, no Cairo, onde sua
principal característica é um pátio quadrado com uma fonte ao centro. A cada
lado do pátio abre-se uma sala retangular abobadada. A que está da Banba da
Qibla, maior que as outras, serve de santuário.
A
escala destes recintos refletem a arquitetura palaciana da Pérsia sassânida,
enquanto a clareza geométrica se destaca pelas superfícies murais.
Junto
à parede da Qibla ergueu-se o mausoléu, um grande edifício cúbico com uma cúpula
bizantina. Tais monumentos funerários eram desconhecidos na primeira época do
islame, e foram adotados do Ocidente no século IX e tornaram-se especialmente
populares entre os sultões mamelucos do Egito.
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O Taj Mahal, em Agra
É o mais famoso mausoléu da arquitetura islâmica, erguido três séculos
mais tarde por um dos soberanos muçulmanos da Índia, Shah Jahan, em memória
de sua mulher.
A
semelhança entre o Taj Mahal e o mausoléu do sultão Hasan não é tão
surpreendente. O aspecto maciço do mausoléu do Cairo, de cornija saliente e cúpula
solidamente implantada, deu lugar a uma elegância imponderável, próxima da
leveza da Alhambra. As paredes de mármore branco, quebradas por reentrâncias
com nichos de sombra, quase translúcidas, e o edifício inteiro dá a impressão
de mal tocar o solo, parecendo suspenso da cúpula.
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As Mesquitas
Os turcos Otomanos elaboraram um terceiro tipo de mesquita por um
cruzamento da Madrasah Seldjúcida com a Igreja Bizantina de Cúpula. Um dos
resultados deste processo é a cúpula de madeira da mesquita Ulu em Erzurum,
que vem resistindo freqüentes abalos de terra.
A
mesquita do sultão Ahmed I, é um dos reflexos da impressão que a igreja de
Justiniano causou aos turcos. A sua planta modifica e regulariza o traçado de
Hagia Sophia, convertendo-o num quadrado, coma cúpula central escorada por
quatro meias-cúpulas, ao invés de duas, e quatro cúpulas menores próximo dos
minaretes dos cantos. A seqüência ascendente dessas cúpulas foi tratado com lógica
e geométrica precisão, de maneira que o exterior é muito mais harmonioso que
o da Igreja Bizantina.
A Arte da Alta Idade Média

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A Capela Palatina ( De Aix- la- Chapelle )
Desde o início as Belas-Artes desempenharam importante papel no programa
cultural de Carlos Magno. A Capela Palatina é inspirada em S. Vitale. Erguer um
edifício destes em terra tão setentrional foi complicado: as colunas, como as
grades de bronze, tiveram de ser importadas da Itália e deve ter sido difícil
encontrar canteiros competentes. O plano de Otão de Metz não é uma simples cópia
de S. Vitale, trata-se de uma vigorosa reinterpretação, com pilares e abóbadas
de maciço caráter romano e uma clareza de unidades espaciais.
Em
S. Vitale a entrada consiste num largo narthex semi-separado, com duas torrinhas
de escada, fazendo um ângulo enviesado com o eixo principal da igreja, ao passo
que em Aix-la-chapelle esses elementos formam um conjunto alto e compacto no
prolongamento do eixo da capela, à qual ficam estreitamente ligados.
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St. Riquier
Uma “west werr”, ainda mais trabalhada, fazia parte da maior igreja
basilical dos tempos carolíngios, a do mosteiro de St. Riquier. Foi
completamente destruída, mas seu traçado é conhecido em pormenor, mercê de
desenhos e descrições.
A
planta mostra várias inovações que se tornariam de importância fundamental
no futuro: a entrada conduz a um narthex abobadado que é, com efeito, um
transepto ocidental; o cruzeiro estava coroado por uma torre e outro tanto
sucedia no cruzeiro oriental, também com duas torres redondas, de escadas
interiores, como as da entrada. A abside está separada do transepto próximo
por um terraço retangular, o coro.
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St. Gall
O mosteiro é um conjunto complexo, autônomo, formando um retângulo de
152 x 213m. A principal via de acesso, passa entre os estábulos e uma
hospedaria, e leva a um portão que dá para o pátio com colunatas e duas
torres laterais. As entradas são numerosas: duas do lado da abside ocidental,
outras nos flacos norte e sul. Esta disposição geral reflete as funções de
uma igreja monástica, delineada para as necessidades litúrgicas dos monges.
Seguinte a igreja está um claustro de arcadas em torno do qual foram agrupados
os dormitórios, o refeitório, a cozinha e a adega. Os três grandes edifícios,
ao norte da Igreja existe uma hospedaria, uma escola e a casa do abade. À leste
ficam a enfermaria, uma capela e os alojamentos para os noviços, o cemitério,
um jardim e as capoeiras para as galinhas e patos. O lado meridional é ocupado
por oficinas, celeiros e outras dependências.
Não existe, porém, um mosteiro como este em parte alguma, mas o seu esquema geral dá uma excelente noção dos estabelecimentos monásticos medievais.
